Palavra do Leitor

Educação ambiental começa na escola


Março é lembrado por comemorar, hoje, o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas. A data é alerta para que a população pare e avalie sobre como suas atitudes individuais e coletivas impactam na mudança climática e no aumento da temperatura do nosso planeta.

É data importante no calendário brasileiro e que a cada ano deve ter mais espaço para ser discutida. Debates, mobilizações de entidades que trabalham incessantemente pelo bem da Terra ganham destaque com um único propósito: a conscientização.

As escolas também têm o seu papel e não podem jamais serem deixadas de lado quando o assunto é conscientizar sobre o futuro do nosso planeta, afinal, são elas que estão formando a geração que vai herdar os efeitos mais catastróficos das mudanças climáticas, segundo os cientistas. Debater sobre o desmatamento, a destruição da camada de ozônio, de forma clara em sala de aula pode resultar em cidadãos mais conscientes e agentes de mudança. Estimular a criança e o jovem estudante em atividades teóricas e rotinas práticas com foco em educação ambiental ao longo do período escolar, deve ser ponto essencial no currículo de qualquer instituição de ensino. E são inúmeras as formas de se conduzir processos educacionais ambientais de sucesso e que podem impactar positivamente tanto os alunos como a própria comunidade em que a escola está presente.

O Brasil é País riquíssimo em fauna e flora e, como consequência, projetos ambientais e organizações que têm lindas ações e iniciativas que colaboram com a preservação do meio ambiente, da natureza e do bem-estar da população com menos privilégios. Construir uma ponte entre escola e essas iniciativas, sejam municipais, regionais ou nacionais, só trará frutos positivos para ambos os lados. Como diretora acadêmica de importante rede de escolas, tenho acompanhado cada vez mais projetos firmados entre o ambiente escolar e comunidade e que, mesmo sendo iniciativas simples de serem implantadas, têm feito total diferença no processo de formação ambiental e no aprendizado dessas crianças.

Ao estar em contato frequente com atividades em que são estimulados a coleta e separação de materiais recicláveis, a troca e doação de livros que não tem mais utilidade ou no plantio coletivo de mudas nativas em projeto social da cidade, a escola olha além e ajuda a criar recursos não só dentro do repertório pessoal de cada aluno, mas também em seus pais, professores e de toda a equipe escolar, contribuindo com a mudança e conscientização não somente dentro do ambiente da sala de aula, mas também fora dela.

Susan Clemesha é diretora acadêmica da Sphere International School.


PALAVRA DO LEITOR

Maracanã
Estou de pleno acordo com o jornalista Flavio Ricco, titular da coluna Canal 1 (Culturta&Lazer), neste Diário, na abertura de reportagem com o título ‘Trocar o nome do Maracanã é um desrespeito à história’ (dia 11). Ele não considera certo substituir o nome do jornalista Mario Filho. Esse projeto de troca já foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mas o governador em exercício, Claudio Castro, ainda não deu a sanção. Também acho que Pelé é o melhor jogador do mundo, mas dar seu nome a esse estádio vai contra os princípios da história do futebol do Rio de Janeiro.
Hildebrando Pafundi
Santo André


Ao Legislativo
Determinadas ocupações governamentais são regidas por regras inacreditáveis, incomuns e inconcebíveis na iniciativa privada. Carece de ajuste racional para corrigir tamanha discrepância. Em toda classe há deslize de algum dos seus integrantes. Na área governamental, em alguns casos, o malfeitor sem prisão é ‘prematuramente’ aposentado e premiado com salário integral, como se estivesse na ativa. É autêntico caso de ‘premiação’ ao transgressor alijado. Tal fato carece de real punição em vez de benefício perene.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)


Direito à inclusão
Diadema, com pouco mais de 400 mil habitantes, é no Brasil a cidade que tem mais pessoas vivendo juntas, ou seja, são 13.162 por quilômetro quadrado. É também, junto com Rio Grande da Serra, a com maior índice de pobreza no Grande ABC, onde 24,06% da população têm renda de até meio salário mínimo, ou R$ 550 (Pnad/IBGE). A exclusão social e a pobreza em Diadema aparecem na esteira dos moradores em situação de rua, da falta de perspectivas, da falta de acesso a emprego e renda por parte das minorias, da natureza crescentemente precária dos empregos disponíveis e das dificuldades que os jovens da periferia têm para ingressar no mercado de trabalho. A população de Diadema tem direito de inclusão à cidade, conceito elaborado pelo sociólogo francês Henri Lefebvre (Le Droit à la Ville), que é o direito de não exclusão das qualidades e benefícios da vida urbana. Neste momento de pandemia, se torna maior a responsabilidade de todas as pessoas de Diadema, incluindo empresários, movimentos sociais das periferias, igrejas, e principalmente do poder público em ações socioeconômicas inclusivas das periferias.
Cido Faria
Santo André


Dívida de Michels
‘Quem com ferro fere, com ferro será ferido.’ Faço uso desse ditado popular depois de ler reportagem neste Diário (Política, ontem) dando conta de que o prefeito José de Filippi Júnior, de Diadema, herdou dívida de R$ 1 bilhão deixada pelo seu antecessor Lauro Michels, situação que deixa a Prefeitura em colapso financeiro, de acordo com o texto do jornalista Júnior Carvalho. Grande parte dessa dívida é com o Ipred (Instituto de Previdência de Diadema), que, a bem da verdade, foi contraída pelo próprio Filippi em sua terceira gestão, para o pagamento do 13º salário dos servidores municipais. Só que esse empréstimo não foi pago e o próprio Filippi, em 2002, fez acordo com o instituto, que recebeu como parte do pagamento da dívida o imóvel na Rua Amélia Eugênia, 397, onde funciona o Poupatempo. E o restante foi negociado para o pagamento em 360 parcelas, corrigidas em 1% ao mês mais taxa Selic. Só que a Prefeitura não cumpriu o acordo e a dívida foi crescendo como bola de neve.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 

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