Cena Política

Os dissabores da integração em Diadema


Em menos de três meses, o setor de transportes de Diadema, gerido por José Evaldo Gonçalo, tem acumulado dissabores e provocado clima delicado no Paço. Servidores da Prefeitura já reclamam de incômodo com o ambiente de animosidade, por vezes criado por Gonçalo. O ex-secretário Antônio Vanderly Lima, que chefiou Esportes na gestão Mario Reali (PT), foi destacado até para apaziguar ânimos, sem sucesso. O ambiente pode ser tensionado com a promessa de bancar a retomada da integração tarifária no terminal de ônibus a curto prazo – Filippi é cobrado insistentemente sobre a pauta. Além disso, se comprometeu em 90 dias a reduzir tempo de espera de coletivos e melhorar as condições dos pontos. O governo do Estado, a princípio, sequer deu sinais de voltar com a situação anterior da integração. Pode cair por terra. O compromisso era acabar com as catracas no transporte público, que encarecem as passagens na cidade. 

Baixar fervura 

 A vereadora Suely Nogueira (Podemos), de São Caetano, compareceu a um café ontem com o presidente da Câmara, Pio Mielo (PSDB), no momento em que aliados do ex-prefeiturável Fabio Palacio (PSD) intensificam sondagens para que ela entre como potencial candidata a vice do pessedista em eventual nova eleição municipal. A conversa serviu para tentativa de baixar a fervura dessa conversa para manter Suely na base do prefeito Tite Campanella (Cidadania). Cabe frisar que, recentemente, houve cizânia. Irmão de Suely, Nicodemos Nogueira foi exonerado do Paço depois que ela votou a favor de Caio Salgado (PL) para presidir a comissão de Finanças – governo queria Daniel Córdoba (PSDB).

Manifestação adiada 

 Após decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular as suas condenações, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a marcar entrevista coletiva ontem no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas adiou devido ao julgamento de suspeição do ex-juiz Sergio Moro na 2ª Turma da Corte, pautado para ocorrer no mesmo horário em que estava acertada a primeira manifestação do petista. A entrevista de Lula foi reagendada para a data de hoje, na parte da manhã. Certo é que os petistas já comemoram a possível candidatura do ex-presidente na disputa presidencial de 2022. O cenário, contudo, também garante discurso a bolsonaristas. 

 Relação umbilical

 A família Rubinelli, de Mauá, se aproximou desde o ano passado de Marcelo Oliveira (PT), hoje prefeito, após distanciamento. O ex-deputado Wagner Rubinelli retirou candidatura para apoiar o petista, situação que criou celeuma com o PTB, que vetou união com o petismo na esfera nacional. Com a vitória petista, Wagner e o então vereador Fernando Rubinelli aceitaram convite para assumir as secretarias de Administração e Serviços Urbanos, respectivamente. Estão realinhados com o petismo, que foi reconduziu ao poder em duas cidades do Grande ABC depois de hiato de quatro anos. Na segunda-feira, diante da decisão do ministro Edson Fachin, Fernando celebrou o resultado nas redes sociais, com o famoso ‘L’ de Lula.

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