Setecidades

MP recebe 20 denúncias de fura-fila da vacina na região




O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) contabiliza ao menos 20 denúncias de fura-fila na vacinação contra a Covid no Grande ABC e outras 1.047 no Estado. Os casos na região foram registrados em São Bernardo (cinco), Mauá (cinco), São Caetano (cinco), Ribeirão Pires (quatro) e Diadema (um).

Em janeiro, o Diário denunciou dois casos de fura-filas da vacina que ocorreram em São Bernardo, nos quais os servidores Marilia Batista, que trabalha no Centro de Zoonoses e está afastada até 1º de abril, e Wanderley Tavares, que atua na área burocrática do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foram imunizados antes de profissionais da saúde da linha de frente.

A Prefeitura de São Bernardo confirmou que recebeu por meio do promotor de Justiça de Saúde Pública da cidade cinco denúncias sobre supostos fura-filas no grupo de profissionais de saúde das redes pública e privada e está apurando os casos.

Em Mauá, segundo a administração, quatro das cinco denúncias foram apresentadas anonimamente, sob a forma de ficha de atendimento de ouvidoria, e noticiaram suposta preferência a determinados funcionários, em detrimento de outros, lotados no Hospital de Clínicas Radamés Nardini, principal equipamento de saúde do município. A quinta denúncia, recebida informalmente, diz respeito a possível recebimento do imunizante por familiar de responsável técnica por uma casa de repouso particular da cidade, que não pertencia a nenhum grupo prioritário. O Paço disse que a vigilância sanitária deve formalizar a denúncia por meio de relatório circunstanciado, ainda não recebido pelo MP.

São Caetano disse que dos cinco casos, quatro foram encaminhados por meio de ofício para fins de esclarecimentos sobre os fatos e a investigação está em curso. Sobre a quinta denúncia “foram pedidas informações complementares ao denunciante, pois a denúncia (sigilosa) não continha dados minimamente identificadores dos supostos beneficiários do imunizante”, explicou o Paço. A Prefeitura de Ribeirão Pires disse que as denúncias recebidas estão sob análise.

De acordo com o MP, impedir a proteção dos grupos mais vulneráveis da sociedade é conduta prejudicial à saúde pública e pode configurar ilícito penal e ato de improbidade administrativa. Eventuais denúncias sobre fura-fila no Estado de São Paulo podem ser apresentadas por meio do atendimento ao cidadão e da ouvidoria do MP, preenchendo, com a máxima clareza e detalhes o formulário disponível no site www.mpsp.mp.br. 

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