Política

Cicote começa trabalho como diretor da Central de Convênios




No primeiro dia como diretor da Central de Convênios da FUABC (Fundação do ABC), o vereador licenciado Almir Cicote (Avante), de Santo André, identificou que o maior desafio de curto prazo será equilibrar as contas do setor em meio ao processo de desligamento da Prefeitura de São Bernardo do departamento.

No começo do mês passado, o Diário mostrou que o governo do prefeito são-bernardense Orlando Morando (PSDB) havia encaminhado nova discussão com a Fundação. Em vez de ter seus serviços vinculados à Central de Convênios, a administração pretende criar uma mantida própria e, mesmo que com vínculo com a FUABC, com autonomia gerencial. O Diário apurou que, atualmente, São Bernardo corresponde a 40% do volume financeiro do setor.

“Hoje, de fato, tem de ser nossa principal ação. Até porque, do ponto de vista financeiro teremos um impacto considerável”, comentou Cicote. “Por isso, a missão que desenhei a todos é que precisamos encontrar alternativas para minimizar esse impacto, para que possamos manter a excelência do trabalho da Central de Convênios. Nesse horizonte, criar relações com novas prefeituras será essencial.”

A indicação de Cicote para comandar a Central de Convênios foi aprovada na quinta-feira. No mesmo dia, ele pediu licença da função de vereador – a vaga está com Renatinho do Conselho (Avante) – para iniciar preparação para a nova tarefa. Ex-presidente da Câmara e ex-superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Cicote ficará responsável por receita de R$ 710,4 milhões e 9.100 funcionários.

“É, de fato, uma estrutura muito grande, porque ela não se limita a um município. É mais complexa, porque as ações são separadas também geograficamente e temos de ir até aos locais para criar as relações de trabalho. O desafio que temos é fortalecer a Fundação e a Central de Convênios”, discorreu Cicote. “Temos um corpo de funcionários muito qualificado e sei que a Fundação tem contribuído demais para a gestão da saúde na nossa região. Senti que há disposição de todos ali em trazer Santo André mais próxima da Fundação e reverter essa história de distanciamento”, emendou o diretor.

Cicote revelou que somente ontem teve cinco reuniões, média que deve se manter até o fim da semana. “Gradativamente vou me inteirar dos departamentos. Do setor financeiro, de recursos humanos, da administração, da mantenedora, do jurídico. Um dia é muito pouco para conhecer tudo. Mas demos o pontapé inicial para analisar e começar a construir um plano de trabalho. Plano esse que quero compartilhar com a doutora Adriana, que sei que tem muito conhecimento e está disposta a ajudar nessa relação com Santo André”, disse Cicote, em referência a Adriana Stephan Berringer, presidente da FUABC, indicada por São Caetano.

Segundo Cicote, dentro de 30 dias haverá um panorama geral e um desenho mais consolidado de seu plano de atuação. Ele citou que, no período, vai consolidar o volume de contratos, a quantidade de funcionários, o tamanho das dívidas e as ações que envolvem a Central de Convênios. “Não vou inventar a roda nem resolver todos os problemas da Fundação. Mas quero implementar meu estilo.” 

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