Memória

Paulistano mergulha de cabeça na história do futebol


Ao completar 53 anos, Celso Unzelte traça um perfil do seu trabalho profissional, da sua família, da sua formação humanística e fala com muito carinho do Memofut (o Grupo Literatura e Memória do Futebol). É uma linda história, que vai sintetizada.
Jornalismo – Nunca pagou para estudar até o curso universitário de jornalismo, que fez nas Fiam (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com mestrado na Faculdade Cásper Líbero (conclusão em 2015). Na Cásper, leciona desde antes de ter o mestrado, como “notório saber”, a partir de 2003.  
Carreira – Office-boy, auxiliar de escritório. Revisor na Editora Abril. Editor especial da revista Quatro Rodas, jornalista na revista Placar. Na TV, atua desde 2003.
Podução – Autor de 21 livros sobre futebol. O Almanaque do Timão, originalmente um livro publicado em 2000 e republicado em 2005 com o nome Almanaque do Corinthians, é hoje um aplicativo para uso móvel, que voltou a se chamar Almanaque do Timão, com atualização on-line.
Primórdios – No momento pesquisa o período varzeano da história do Corinthians Paulista, entre 1910 e 1912.
São Caetano – Outro dia recebeu e-mail de um senhor de São Caetano que jura que o tal “Roberto” que consta no Almanaque do Timão jogando em 1964 contra o General Motors é ninguém menos que Roberto Rivellino, estreando ali com a camisa corintiana. Algo a ser comprovado.
Camisas –Outro projeto: detalhar a camisa, o calção e as meias com que o Corinthians atuou em cada jogo desde 1910. Aqui, Celso Unzelte cita o doutor Duílio Martino: “Não há trabalho suficientemente perfeito que não possa ser melhorado”.
Grande ABC – O futebol da região aparece nas pesquisas de Unzelte mais em relação aos jogos contra o Corinthians e contra o Palmeiras, cujo almanaque também escreveu, junto com o amigo Mário Sérgio Venditti, nascido em São Caetano e que mora já há décadas em São Bernardo.
O Corinthians de Santo André (que um dia foi Corinthians de São Bernardo), os Flechas Verdes do Primeiro de Maio, os São Caetanos (tanto o Esporte Clube quanto a Associação Esportiva) são objetos das pesquisas de Unzelte.
Do leque fazem parte ex-jogadores da região, como Aldo Pepoline, que nasceu e morreu em Santo André e fez dupla de zaga com Domingos da Guia no Corinthians na década de 1940.
O Memofut – Celso Unzelte fez parte do grupo da reunião original, em 31 de março de 2007, recrutado por Domingos D’Angelo e que criou o Memofut: “O prazer em conviver com pessoas que têm os mesmos interesses que os seus, as ‘lebres’ que o Memofut levanta e as soluções que seus membros trazem são como atalhos para um árduo trabalho”, descreve Unzelte.

Uma Instituição – Sport Club Corinthians Paulista.

ÍDOLOS
- No futebol, Sócrates, como jogador e como cidadão.
- Na vida acadêmica, Vilém Flusser, tcheco de nascimento. Escrevia em português por ter-se radicado no Brasil. O ramo da comunicação da sua obra vale a pena ser conhecido.
- Na vida pessoal, o avô, Paulo Unzelte (apesar de são-paulino).
- No Memofut, o fundador e presidente de honra, Domingos D’Angelo.
 
Emoções  - O encontro com a mulher amada, o nascimento dos filhos e as vitórias do Corinthians sobre o Palmeiras.
2021 – Participações como comentarista nos canais Disney (ESPN + Fox), no programa Revista do Esporte, da TV Cultura (quartas-feiras, 20h30) e nas aulas da disciplina laboratório de jornalismo, para os alunos do 1º ano do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

FUTURO
- Tornar viável o aplicativo para todos os outros clubes, a exemplo do aplicativo do Corinthians, o que possibilitará novos almanaques do futebol.
- Editar uma revista digital nos moldes e importância do que foi a Placar, adaptada aos usos e costumes do público de hoje.

LINHA DO TEMPO
27-2-1968 – O nascimento no Ipiranga, em São Paulo.
Nomes dos pais – Dario Unzelte, contabilista; e Luiza Omena Unzelte, professora.
Esposa – Patrícia Rodrigues, jornalista.
Filhos – Carolina (jornalista), Beatriz e Daniel (estudantes).

NOTA
- A íntegra do depoimento de Celso Unzelte está no Face-book da Memória, do endereço no cabeçalho desta página.

E lá se foi mais uma fachada...

Rua de São Bento, triângulo histórico paulistano. 1921. Mais um imóvel seria demolido para a construção de arranha-céu. Datado de 1858, o sobrado era ocupado pela botica (ou pharmacia) Veado de Ouro.
Escreveu o Estadão (edição de 25 de fevereiro de 1921): “Baixo, acaçapado, de beirais largos e largadas sacadas, tudo nele falava de outros tempos, ainda não muito longínquos, mas que, para a cidade inteiramente modernizada que é a nossa, representam já um passado remoto”.
E mais: “Na febre de construções e remodelações que há alguns lustros invadiu a cidade, surpreendia que só o antiquíssimo prédio da Pharmacia do Veado de Ouro continuasse de pé.

Diário há meio século

Sábado, 27 de fevereiro de 1971 – ano 13, edição 1472
Manchete –Enxurrada passa deixando pavor e ruínas. Os estádios distritais de Vila Euclides e dos Meninos, em São Bernardo, e o Estádio Lauro Gomes, em São Caetano, foram transformados em abrigos para dezenas de famílias que ficaram sem casas, destruídas pela fúria das águas das chuvas.
Chuva interrompe ligação ferroviária entre Santos e o Grande ABC. Enorme pedra desabou de um dos morros do Alto da Serra. Abalos nas estruturas metálicas dos viadutos entre os segundo e terceiro patamares.
São Caetano – Colégio Comercial Alcina Dantas Feijão forma a sua primeira turma.

Em 27 de fevereiro de...

1916 – Futebol em Santo André: AA São Bernardo 0, União Paulista FBC 4; entre os segundos quadros, vitória dos locais por 6 a 3.
1956 – Ministério do Trabalho intervém no Sindicato dos Padeiros e nomeia três associados para dirigir a entidade até que se realize nova eleição.

Hoje

- Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
- Dia do Livro Didático

Santos do Dia

- Leandro
- Besas
- Niceforo 

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