Política

PDT de Mauá troca de direção e escanteia Donisete após fracasso




O PDT de Mauá iniciou processo de reformulação que tem como início escantear a participação do ex-prefeito Donisete Braga (PDT) em cargos diretivos da legenda. Diante da situação, Donisete avisou que vai pedir desfiliação.

Coordenador regional do PDT, Júnior Orosco anunciou que Bárbara Guimarães, que integra a juventude pedetista e foi candidata a vereadora pelo partido em 2020 (382 votos), assumirá a presidência. Terá como vice-presidente o vereador Alessandro Martins. O segundo vice será o ex-parlamentar Tchacabum.

“Em Mauá, o PDT estava em crise de identidade. Muitos candidatos vieram reclamar para mim que o Donisete se autointitulou porta-voz do partido junto ao governo do Marcelo (Oliveira, PT). Como estava como presidente interino do partido, decidi que o PDT em Mauá precisava ter uma liderança. Entendemos que a Bárbara, por ser jovem e há muito tempo atuante, seria o perfil ideal”, considerou. “A conversa passou pelo Alessandro, nosso vereador, e pelo Tchacabum. O Donisete ficará fora.”

O PDT em Mauá era presidido por Cláudio Donizete Lourenço, mas ele se afastou das atividades partidárias devido a problemas de saúde.

Orosco, que no passado foi ferrenho adversário de Donisete, avisou ainda que foi comunicado pela presidência estadual do PDT que processo de auditoria foi aberto pela legenda para apurar a prestação de contas da campanha de Donisete no ano passado.

O principal questionamento foi com relação ao custo-benefício da candidatura do ex-prefeito. A direção nacional do PDT aportou R$ 855 mil na empreitada de Donisete, que obteve 5.174 votos – desempenho considerado muito abaixo pelo investimento feito. “O gasto foi excessivo frente ao resultado. Existe crise ainda lá porque muita gente, muitos candidatos a vereador, não conseguiu saldar os compromissos em função de promessas de repasse deste fundo partidário que não foram feitas”, apontou Orosco.

Donisete se defendeu. Disse que enviou a prestação de contas para o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que também responde pelo PDT paulista. Mas avisou que vai pedir desfiliação dos quadros da sigla diretamente a Lupi.

“Cumpri uma missão. Fui candidato mesmo diante de muitos problemas. Montei a chapa de candidatos a vereador. Elegemos um. O resultado do partido foi o que teve. Gostaria muito de ter tido mais votos. Infelizmente foi o que tive”, discorreu. “Não faz sentido o candidato a prefeito derrotado ser informado pela imprensa pelas discussões do PDT. Só faz isso no Brasil partido de aluguel, de legendas pequenas. Se essa prática estiver acontecendo, lamento que o PDT se iguale a siglas de aluguel. O PDT é partido grande, importante.” 

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