Cena Política

Lula abranda plano de sair de São Bernardo


Desde que deixou a superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, no Paraná, onde cumpriu pena por condenação no caso do triplex do Guarujá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fala em se mudar de São Bernardo. O cacique petista chegou na cidade nos anos 1970, para trabalhar em empresas de metalurgia do Grande ABC, e foi da região que cresceu politicamente – inicialmente no Sindicato dos Metalúrgicos e, depois, no PT, sigla que fundou. Com a morte de Marisa Letícia, em 2017, e o namoro com Rosângela da Silva, a Janja, era recorrente ver Lula dizer que sairia de São Bernardo, que se mudaria para alguma praia do Nordeste. Mas, ao que parece, o assunto travou. Lula tem dito a pessoas próximas que deve seguir em São Bernardo por mais algum tempo, principalmente construindo planejamento de candidatura à Presidência da República no ano que vem.

Justificativa

 O presidente da Câmara de São Bernardo, Estevão Camolesi (PSDB), afirmou que o fim do contrato com a NR Serviços, conhecida como Nobre, que fazia a vigilância da casa, “contrariou interesses particulares de muitas pessoas” e que, por isso, “as críticas começaram” ao seu trabalho. Ele declarou isso após indagação do advogado José Luís Gonçalves, que costuma comentar a política são-bernardense. O tucano argumenta que o fim do acordo, em dois anos, vai gerar economia de R$ 9,4 milhões, já que o serviço é executado por GCMs (Guardas-Civis Municipais). Ele promete devolver esse recurso ao Executivo, para ser investido em “saúde, educação, segurança ou alguma necessidade emergencial”.

Palacio – 1

 Na sexta-feira, o ex-vereador e ex-prefeiturável de São Caetano Fabio Palacio (PSD) reuniu figuras de outras cidades com o objetivo de mostrar que, se houver nova eleição no município, seu grupo está reforçado. O encontro reuniu, em uma tradicional padaria da cidade, presidente municipal do Solidariedade, Jefferson Coriteac (que já se colocou como potencial vice de Palacio), os vereadores Neycar (SD-Mauá), Jotão (SD-Mauá), Lucas Almeida (DEM-Diadema), o ex-vereador de Diadema Salek Almeida (DEM).

 Palacio – 2

 Fabio Palacio mostrou confiança na realização de novo pleito em São Caetano e aposta em uma corrida eleitoral diferente. “Será mais curta e sem as candidaturas de vereador. Na eleição de 2020, a população de São Caetano conseguiu enxergar quem falava a verdade e quem estava mentido. Está aí, nossa cidade não tem prefeito e há necessidade de uma outra eleição por conta de alguém que se colocou de forma mentirosa como candidato a prefeito da cidade”, considerou.

 Nova alfinetada

 O vereador Julinho Fuzari (DEM), de São Bernardo, voltou a alfinetar os deputados federais da região – mais especificamente o parlamentar Alex Manente (Cidadania). Desta vez, falou sobre o projeto de lei aprovado semana passada na Câmara dos Deputados que penaliza quem furar a fila da vacinação contra a Covid-19. O democrata, que tende a ser candidato a deputado federal, fez questão de elogiar em transmissão nas redes sociais outros parlamentares que participaram da iniciativa, em especial Fernando Rodolfo (PL-PE).

 Fura-fila

 Em Mauá, o vereador Júnior Getúlio (PT) protocolou projeto de lei que multa quem for flagrado furando a vila da imunização contra o novo coronavírus. O petista estabeleceu penalidade de R$ 2.500 a R$ 10,3 mil aos que, comprovadamente, tomaram vacina fora da ordem do PNI (Plano Nacional de Imunização). “É de extrema importância que o poder público municipal tome medidas para fiscalizar e reprimir as irregularidades, para que o calendário de vacinação seja devidamente respeitado, e o direito de todo cidadão mauaense possa ser resguardado para tomar sua vacina conforme o plano de vacinação, mantendo a ordem democrática de acesso ao direito social à saúde.”

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