Palavra do Leitor

Aula se repõe, vidas não


O debate sobre a volta às aulas ganhou volume e intensidade. Argumentos bem fundamentados têm sustentado as mais diferentes posições, porém, há unanimidade que não pode ser desprezada: não há garantia de vida sem vacina. Desnecessário argumentar que há estresse de nossos estudantes pela ausência de aulas presencias e o convívio social. É sabido que esta troca cotidiana entre docentes e discentes é parte fundamental do processo de ensino e aprendizagem. Tampouco podemos ignorar que pais e responsáveis assumiram marcante protagonismo na educação de seus filhos no último ano por imposição do isolamento na pandemia, sobrecarregando o cotidiano das famílias, em especial para as mulheres e os mais pobres.

Existe sim pressão sincera e desejo latente de segmentos da sociedade pela volta da ‘normalidade’ da vida cotidiana, incluindo o funcionamento das escolas e a volta às aulas presenciais. Isso não pode ser desprezado. Ocorre que o momento não é de normalidade. Os dados mostram que a pandemia recuperou posições que se imaginava superadas. O isolamento foi se afrouxando por pressão social estimulada pela irresponsabilidade de presidente da República inapto e despreocupado com a saúde do povo brasileiro. Estamos pagando preço caro por isso, sejam pelos milhões de infectados sequelados ou os milhares que infelizmente nos deixaram. A volta às aulas carrega o poder de potencializar o novo pico da pandemia. Docentes são migrantes na profissão, rodam semanalmente escolas dos mais variados tipos e classes sociais, do centro e da periferia, privadas e públicas, de crianças, jovens e adultos.

Esta rotina de deslocamentos seria duplamente prejudicial para a saúde dos trabalhadores em educação: seja por se comportarem como vetores da doença ou por estarem demasiadamente expostos no exercício de suas funções. Há ainda outras questões sem resposta: nossas escolas possuem pessoal treinado e em número suficiente para a demanda de controle e fiscalização? A infraestrutura, os suprimentos e equipamentos necessários estarão à altura das necessidades? Quais as garantias de que os protocolos serão cumpridos? Caso as atividades no sistema híbrido sejam retomadas e ocorram explosões de contaminação em unidades escolares, terá valido a pena a insistência do retorno às aulas presencialmente? As autoridades competentes assumirão as responsabilidades? A solução mais eficaz é a continuidade das aulas a distância, o investimento em tecnologia de educação pelo poder público e aguardar a vacinação da comunidade escolar o mais rápido possível. O negacionismo mata. Aula se repõe, vidas não.

Ricardo Alvarez é vereador de Santo André. 

Cadê a faixa?

Na Rua Oséias de Paula Campos, em frente ao número 252, no bairro Baeta Neves, em São Bernardo, está faltando faixa de pedestre. Os carros que vêm da Rua Lucélia não respeitam, passam com muita velocidade e a qualquer hora vai acontecer acidente feio ou vai morrer alguém. Por isso peço, por favor, que mandem alguém desde já para dar uma olhada, para que não precise depois vir fazer cobertura de possível acidente.

Nilce Gonçalves

São Bernardo

Consciência

As pessoas que fazem aglomerações pelos mais variados pontos da cidade, normalmente os jovens, deixam transparecer duas coisas: descaso com a vida alheia e desprezo com a própria vida. Ainda não notaram que leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao tratamento da Covid estão próximos da lotação, que os números de mortes e casos continuam aumentando. Não se deram conta ainda de que não só seus pais ou avós, mas também eles próprios podem ser os próximos a necessitar de leito. A Covid-19 já mostrou, faz tempo, que ninguém está seguro, em lugar nenhum. Um pouco mais de consciência, por favor!

Tânia Teixeira

São Bernardo

Remédios

Semana passada foi divulgado que o Ministério da Saúde, comandado pelo excelente Pazuello, ministro do não menos excelente Bolsonaro, possui 1,5 milhão de comprimidos de cloroquina, comprovadamente sem eficácia contra Covid. O medicamento está estocado em Guarulhos. Também nessa semana que passou, a fabricante da ivermectina, a Merck, disse que esse remédio não tem eficácia contra o novo coronavírus. Duas coisas: a primeira é que temos governantes completamente despreparados, sem noção, e, a segunda, como pode alguém ainda defender esses remédios para tratar doença que eles não podem combater? Pelo amor de Deus, acordem! Saúde não é brincadeira. Poupem nossos olhos e ouvidos!

Elaide Pereira

Rio Grande da Serra

Palmeiras

O Palmeiras deveria ser convidado todos os anos para o Mundial de Clubes, para que possamos ter piada o tempo todo, porque o Verdão é igual ao Bolsonaro: só engana dentro do Brasil. Saiu para o Exterior vira piada.

Valdir Cobra Almeida

São Bernardo

Prejudicados

Em relação às denúncias neste espaço sobre problemas causados aos moradores vizinhos a depósito de areia na Rua Camões, Vila Humaitá, em Santo André, digo que são todas verídicas, porque sou uma das pessoas prejudicadas pelo descaso do proprietário. E mais: as autoridades competentes – se é que existem – não tomam providências porque o prejuízo não é com elas. Se o estabelecimento paga impostos, nós também pagamos. Temos direitos. Minha sugestão é que o comércio seja coberto em toda sua extensão. Resolveria boa parte dos problemas de barulho e poeira, que são o que mais incomodam. Não é possível que nossos clamores não sejam ouvidos!

Maria Helena Alves

Santo André

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