Setecidades

O triste 2021, o triste 1956...


Melancolia. Palavra usada pelo cronista Luiz Martins, em 1956, no Estadão, citando grandes nomes da literatura brasileira a respeito do Carnaval.
- Mário de Andrade: “Pobre do moço olhando as fantasias dos outros. Pobre do solitário com chapéu cai-cai nos olhos! Naturalmente é um poeta”.
- Di Cavalcanti: “E aqueles que caminham pelo Carnaval de bolso vazio, de alma vazia, de boca vazia, de olhos vazios. Eles estão fantasiados, seu bobo! As estrelas são confetes dourados, guardados nas costas de uma negra”.
- Manuel Bandeira: “O meu Carnaval sem nenhuma alegria”.
LM finalizava: “Hoje, que graça pode ter o Carnaval, num meio que se diverte todo o ano, sem recalques e sem inibições? A festa tornou-se banal e cotidiana. Resta o povo miúdo, mas este, se tem disposição, não tem dinheiro...”.

O símbolo que Jânio acabou
Texto: Milton Parron

Em pleno Carnaval, resolvemos abordar um personagem que foi motivo de enaltecimento em marchinhas carnavalescas de muito sucesso à época e, ao mesmo tempo, inspirou compositores a ridicularizá-lo no Carnaval.
Trata-se de Jânio da Silva Quadros, que, a exemplo de um furacão, varreu de sua frente todos os medalhões políticos de então, numa carreira meteórica, sem precedentes, que começou com a suplência de vereador em 1948 e culminou com sua eleição para a Presidência da República em 1960.
Além das marchinhas pró e contra, o evento Carnaval também registra Jânio Quadros como figura muito malvista porque foi ele quem baixou o decreto proibindo para sempre o uso de lança-perfume nos salões de baile e nos festejos carnavalescos de rua.

No programa, serão apresentados flagrantes envolvendo o político:
- Sua posse como prefeito em 1953;
- A campanha eleitoral para o governo de São Paulo em 1954 – para isso ele abandonou o cargo de prefeito;
- A acirrada disputa para a Presidência em 1959/1960;
- A renúncia;
- As derrotas que começou a sofrer depois de ter renunciado;
- A volta à Prefeitura;
- Em 1981, uma entrevista divertidíssima pela Rádio Bandeirantes.
Esses são alguns dos ingredientes do programa Memória de Carnaval neste fim de semana.
EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Jânio Quadros e o Carnaval. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 22h, ou após o futebol, com reprise amanhã às 7h e durante madrugadas da semana.

CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS
- Em 1991, no sábado de Carnaval, choveu sobre a Avenida Apiaí, em Santo André, mas as arquibancadas foram todas tomadas.
Primeiro desfilaram os blocos pleiteantes: Acadêmicos das Vilas Unidas, com o enredo Como Era Feliz; Musa, As Quatro Estações do Ano; Seci, Os Personagens da Trajetória Mineira.
Depois, as escolas de samba pleiteantes: “Pantera Negra” (Bahia, Sempre Bahia); Arranco da Folia, Vamos Levando. A Tidinho de Utinga simplesmente não compareceu.
O desfile foi até as 3h da madrugada do domingo.
- Em 1921, três cenários na Capital: o triângulo histórico, entre as ruas Quinze de Novembro, São Bento e Direita; o corso na Avenida Paulista; a festa popular no Brás.

Diário há meio século
Sábado, 13 de fevereiro de 1971 – ano 13, edição 1460
Manchete – Exército chinês marcha para o Laos, no Sudeste asiático
São Caetano – Intensificada a campanha contra o novo surto de paralisia.
Basquete Feminino – São Caetano é tri estadual: 65 a 60 frente à Pirelli.

Em 13 de fevereiro de...
1921 – Roubo gigante de colchas na fábrica dos Irmãos Tognato, em Santo André. Cinquenta peças roubadas e escondidas em matagal pegado ao estabelecimento.
Detido um moço por ter sido encontrado em sua residência uma das colchas roubadas.
Nota – A fábrica estava localizada na Rua Coronel Fernando Prestes, a caminho da Casa Publicadora Brasileira.
1938 – Fundada, oficialmente, a Associação Comercial e Industrial de Santo André.

Hoje
- Dia Mundial do Rádio.
Santos do dia
- Ermelinda.
- Estevão de Rieti.
- Martiniano.
- Fosca e Maura. Adolescentes cristãs. Perseguidas e mortas pelo império romano no ano 250.
- Benigno. Padre. Mártir. O primeiro com esse nome a ser venerado, de um total de 18. Nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do cristianismo. 

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