Palavra do Leitor

Alegria e otimismo sempre!


O Carnaval, tão esperado, não poderá acontecer neste ano, porque ainda vivemos sob os riscos da pandemia e, mesmo com a esperança dada pela vacinação, sabemos que é tarefa desafiadora as vacinas chegarem em todos os cantos do Brasil. Por isso, este tempo de comemoração não será realizado. Por outro lado, essa mudança nos faz refletir sobre alguns aspectos do curso da vida. Desde que a epidemia começou, iniciamos aprendizado de novos hábitos, costumes e adaptações, bem como perdas, distâncias, rivalidades, ausências. Feriados remarcados, datas suspensas, comemorações adiadas. Porém, refletindo sobre o Carnaval, vou um pouco além, pensando na necessidade de mantermos o hábito de comemorar e manter viva a chama da alegria, de olhar para o lado e ver o que de bom nos acontece.

Outro ponto importante para pensarmos está até mesmo relacionado à forma que usamos para comemorar. No Carnaval, muitas vezes, nos deparamos com excessos. Sempre penso: Por que as pessoas passam dos limites? Por que bebem demais, por exemplo? É muito importante olharmos e reconhecermos nossas conquistas e superações. Pois, muitas vezes, temos forte tendência a ficar apenas remoendo situações negativas, e hipervalorizá-las, o que não é nada bom. Celebrar pequenas e grandes coisas é ritual talvez perdido devido ao contexto atual, mas importante: com ele podemos valorizar ciclos quando alcançamos objetivo, não importa se maior ou menor. Nesse sentido, não precisamos de grandes feitos comemorativos, não é necessária comemoração desenfreada, quase que em bloco, que exibe em nós ou até nos leva a fingir sentimento que nem sempre faz parte de nós.

Temos passagens bíblicas que falam da importância da celebração, da comemoração e do valor do tempo: ‘Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus. Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar’ (Ecl 3,1-4). O Carnaval é apenas uma data, entre os 365 dias do ano. Por isso, podemos pensar um pouco mais sobre como temos vivido esse tempo. Não se trata de renegar as perdas e dificuldades, mas de não ficarmos atrelados a elas o tempo inteiro. O desalento constante nos corrói como ácido, portanto, é importante superar momentos difíceis e valorizar a vida, o simples fato de estar vivo, lendo este texto. Quantas vezes nos falta o agradecimento diário pelo simples e ordinário da vida. Se pudermos aprender algo sobre este tempo, é que precisamos reaprender a agradecer, a valorizar e a comemorar todo pequeno momento vivido em nossos dias. Encontrar a medida certa, que não envolva alegria tola e forçada, nem a manutenção de pessimismo que nos barre e impeça de ver o melhor a cada dia.

Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II – Canção Nova.


PALAVRA DO LEITOR

Aluguel
Em relação ao índice do reajuste de aluguel, de acordo com divulgação feita dia 28, pela Fundação Getulio Vargas, o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) de janeiro de 2021 registrou alta de 2,58%. Com esse resultado, o acumulado dos últimos 12 meses fica em 25,71%. Que País é este?
Fernanda C. Pedrosa
Santo André

Sem fiscalização
Há barulho ensurdecedor provocado por veículos, tanto carros quanto motos, na Alameda Campestre, mais precisamente no estacionamento do Burger King, no bairro Campestre, em Santo André. Esses veículos começam a chegar por volta de 23h. Seus ocupantes descem e formam ‘rodinhas’, com falas altas, risos e gritos. Já houve reclamação a respeito e destrataram quem reclamou. Temos pessoas idosas com problema de saúde e acamadas, mesmo assim não há respeito algum, mesmo estes sabendo, pois já houve confronto. Quando saem, por volta de 0h ou até mais, fazem de propósito, acelerando os veículos, gritando e buzinando. Não acredito que não haja item na legislação de trânsito que não coiba esses atos! Só falta boa vontade de nossas autoridades. Não sei o que é acionado quando o veículo sai que provoca estouros bem fortes. E os pneus saem arrastando também bem forte.
Claudio Luiz da Silva
Santo André

Tristeza
Dia 4, grande tristeza em minha casa. A pequena lhasa apso, de quase 18 anos, alegria minha, da minha mulher e de meu filho, veio a falecer. E agora? O que fazemos com o corpinho dela? Minha mulher disse: ‘Vamos telefonar para a zoonoses para saber como devemos fazer’. Mas a decepção foi grande, porque a funcionária respondeu que São Bernardo, onde moro, não faz retirada nem tem lugar para que pudéssemos levar o corpo da lhasa. Essa pessoa sugeriu à minha mulher que procurasse outro município que tivesse esse procedimento. Minha mulher respondeu: ‘Moro em São Bernardo e pago meus impostos em São Bernardo. Se outro município tem esse serviço é para seus moradores’. Minha pequena lhasa gostava de andar conosco de carro. Que tristeza nós sentimos agora.
Copiniano de Souza
São Bernardo

Corrupção
Corrupção, por ser um dos mais graves crimes, provoca generalizadas consequências danosas, mas a nossa legislação não pensa assim. Nossa Justiça pune simbolicamente e as penas, devido às leis e ao compadrio até do Judiciário, não são cumpridas integralmente. É comum corrupto condenado a 30 anos ou mais, mas em poucos anos de prisão, cheia de regalias, está em liberdade. Corrupção é crime hediondo que exige confisco integral dos bens e prisão perpétua sem visitas. Mas não é assim! Daí, no Brasil, o crime compensa.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Atenção no voto em 2022
Ano que vem tem eleição para deputado federal e senador. Nem vou falar aqui de presidente da República e governador, que também têm sua parcela de culpa, mas o Congresso agora é o maior culpado pelo fato de os aposentados não terem tido qualquer ajuda extra para enfrentar as dificuldades financeiras trazidas pela pandemia. Senão, vejamos: a única ajuda aos aposentados – se é que podemos chamar de ajuda – foi a antecipação do 13º em 2020. Enquanto isso, milhões de brasileiros receberam parcelas de auxílio emergencial. Era preciso ajudá-los? Claro. E agora o Congresso deve autorizar o governo a esticar o auxílio emergencial. E para os aposentados? Nada, mais uma vez. É bom todos os aposentados se lembrarem disso em 2022, e irem votar, mesmo que não sejam mais obrigados, mas esquecerem os nomes desses deputados e senadores na hora de apertar o ‘confirma’. Inclusive, nós aqui do Grande ABC devemos esquecer os nomes de Alex Manente e Vicentinho, que nunca fizeram nada por nós.
Antonio Júlio C. Silveira
São Bernardo 

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