Palavra do Leitor

Repensar, agir e mudar


Todo começo de ano nós ponderamos sobre as conquistas que alcançamos e as realizações que desejamos para o próximo ciclo. No contexto da pandemia, aprofundar aprendizados e repensar prioridades se tornaram ainda mais poderosos. Os desafios no ano que passou foram muitos, assim como as lições. No âmbito corporativo, empresas rapidamente mobilizaram seus funcionários para o trabalho remoto e adaptaram a forma de operar para manterem os negócios rodando, sem saber ao certo por quanto tempo as incertezas durariam. Ao mesmo tempo, vimos os abismos sociais crescerem. Pequenos empreendedores sentiram na pele as dificuldades e muitos não resistiram, assim como pessoas em situação de vulnerabilidade tornaram-se ainda mais carentes. Em diferentes níveis, ninguém passou ileso.

É importante olhar para trás e reconhecer os fatos, mas é ainda mais importante olhar para frente e colocar os aprendizados a serviço da mudança num mundo ainda imprevisível. Por exemplo, que a escuta ativa e empática que aprendemos faça diferença. Acolhemos as necessidades de filhos, companheiros, amigos, colegas e da nossa comunidade como um todo. Nessa jornada, também tivemos que reconhecer nossas vulnerabilidades e contar com o suporte de quem estava por perto. Para contornar as dificuldades, criamos espaços de fala para ressonância da voz daqueles que precisavam ser ouvidos. Acredito que parte do legado de 2020 esteja na habilidade de aprofundar e ‘empatizar’ conosco, com quem está próximo e com aqueles que estão distantes, mas precisam de nossa atenção. Este 2021 também promete ser o ano em que vamos repensar nossos hábitos pessoais.

Não estou falando de promessas como nos exercitarmos mais ou fazer dieta. Refiro-me a hábitos que têm o poder de impactar o mundo, como a origem dos produtos que consumimos, consumo consciente, formas de trabalho, como nos relacionamos com o meio ambiente, entre outros. Falo também do compromisso das empresas. Talvez 2020 tenha sido o ano que lembramos que, por trás de nome fantasia, existe algo que se chama ‘razão social’. Precisamos sim ser saudáveis e rentáveis, mas também precisamos distribuir valor para além dos nossos acionistas. Também espero que essa experiência coletiva deixe como lição a necessidade de focarmos em ações estruturantes. O que antes ainda era visto como ‘tendências de futuro’ virou pauta urgente. Repensar o acesso e a qualidade da educação para atender a todos, por exemplo, não pode mais ficar para amanhã. O recado deixado pela Covid-19 é o de que estamos todos no mar, mas não no mesmo barco. E, enquanto não nos empenharmos para que todos tenham boas oportunidades, permaneceremos frágeis.

Viviane Mansi é presidente da Fundação Toyota do Brasil.


PALAVRA DO LEITOR

Dona Cotinha
Se os seres humanos, sejam eles pessoas normais, religiosos, políticos etc, tivessem um pingo do amor que a nossa querida Dona Cotinha tinha com seus semelhantes, com certeza nosso Brasil e o mundo seriam o verdadeiro paraíso na Terra. Que Deus ilumine sua alma, para que ela lá do alto continue olhando para seus familiares e por todos nós. Amém!
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Reminiscências
Tudo passa, mas as reminiscências cinéfilas ficam. Saudades do tempo em que eu era assíduo frequentador dos agora inexistentes cines Tamoyo, Carlos Gomes e Tangará, que ficavam na minha cidade de nascença Santo André, e também dos cinemas que já não existem mais no Centro velho da cidade natal da nobilíssima paulistana Domitilia de Castro Canto e Melo (1797-1867).
João Paulo de Oliveira
Diadema

Radar – 1
Como assíduo leitor e assinante deste conceituado Diário, sendo cidadão cumpridor de minhas obrigações e deveres, sinto-me na obrigação de denunciar a existência de radar de velocidade fixo logo no início da Via Anchieta, km 9 e 900 metros antes do posto da Polícia Rodoviária, no km 10. Para melhor ilustração e conhecimento dos senhores, é de mister ressaltar que na Anchieta, sob jurisdição do DSV-SP (Capital), no trecho compreendido do Terminal de Ônibus Sacomã até o término (junção DSV/SP e DER/Ecovias), a velocidade máxima e obrigatória é de 50 Km/h. Porém, ocorre que existe faixa transversal informando e delimitando o início da jurisdição sob o domínio do DER/Ecovias, como acima descrito, ou seja uns 150 metros antes do referido aparelho, não existindo neste trecho sinalização alguma, quer seja horizontal, vertical ou aérea indicando e/ou alertando os condutores de veículos automotores da velocidade máxima lá permitida.
Claudio Treffner
São Bernardo

Radar – 2
Tenho 85 anos e, há três, viajo com frequência a São Paulo para passar por sessões de hemodiálise. Saio de casa de madrugada, por volta das 4h30, chego à clínica, na Rua Cubatão, perto da Avenida Paulista, e passo quatro horas na máquina. Como não consigo mais dirigir, por causa de meu estado de saúde, meu carro é conduzido pela minha mulher. Pois nas últimas semanas fomos multados sete vezes ao passar por radar no km 9 e 900 metros da SP-150 (Via Anchieta). Sete multas! Estou indignado, pois os equipamentos foram instalados de madrugada, sem que tenha sido informado à população, apenas para prejudicar os doentes. Não há nenhum aviso, nenhuma sinalização. O governador e o prefeito de São Paulo estão coligados para ganhar dinheiro de doentes! Eles deveriam ter responsabilidade com as centenas de pessoas que, como eu, passam por ali em busca de tratamento. Vivemos em País maravilhoso, mas com governos irresponsáveis. Não acho justo que soframos as consequências de um irresponsável que manda no Estado.
João Parmejani Gabriel
Santo André

Outro imposto?
O governo cogita criar imposto provisório para bancar o auxílio emergencial. Assim não dá, né? Ao invés de cortar na própria carne, tira daqueles que são penalizados a toda hora? Por que não vende estatais, reduz despesas ou corta benefícios? Não dá mais para assaltar o bolso do cidadão. Ele é espoliado, 24 horas por dia. Para aumentar impostos não precisa de ninguém capacitado. Gente que não tem capacidade de ousar não merece o cargo que ocupa.
Izabel Avallone
Capital 

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