Palavra do Leitor

A voz em defesa dos empresários


O comércio não pode mais esperar. O setor foi um dos grandes prejudicados pela pandemia do novo coronavírus. Para a maioria dos estabelecimentos, o faturamento diário é essencial para a manutenção do negócio, para o pagamento das despesas, aquisição de produtos, pagamento de impostos e folha de pagamento etc. Poucos empresários possuem, ou conseguem formar, reservas financeiras para enfrentar tempos difíceis, sobretudo esta crise sem precedentes e de consequências catastróficas. Como entidade representativa de classe, estamos caminhando junto com empresários, solidários em suas necessidades. Durante este período de dificuldades, levamos informações e orientações para a sobrevivência das atividades, divulgamos e difundimos a importância de seguir os protocolos. Seguimos com cursos on-line para diversos setores do comércio em busca de inovação e fomento dos negócios, com diversas estratégias. São ações com as quais contamos com parceiros como Sebrae e instituição pública.

Imprevisibilidade do cenário futuro, aliada à queda (ou a inexistência) de faturamento, fatalmente acarretou o fechamento de diversos empreendimentos e ceifou muitas vagas de emprego. Aos que ficaram resta a luta. Algumas medidas do governo para reduzir custo com empregados, como redução de salários e jornada de trabalho, foram grande auxílio. Mas isso acabou. Agora o fantasma é o aumento do ICMS definido pelo governo paulista, que foi revogado em alguns setores, como agropecuária e medicamentos genéricos. Também como entidade representativa somos contra reajuste do imposto. Essa medida vai na direção oposta à necessidade dos empresários e dificulta a retomada. Certamente, trará resultados desastrosos para economia regional. Além do impacto direto no bolso dos consumidores.

Repudiamos a decisão do governo do Estado de São Paulo de subir alíquotas do ICMS. Não faz sentido aumentar tributo, especialmente neste momento de crise econômica e perda de renda. O momento é ruim e a medida é inoportuna. Nós, que achávamos que 2020 seria ano para se acreditar, fomos pegos de surpresa. Continuamos aqui enfrentando desafios. Somos entidade septuagenária e só chegamos aqui porque, apesar de todas dificuldades, o empresariado de São Bernardo sempre acreditou. Os anos comprovam isso com toda transformação da indústria, do comércio e serviços desde o tempo das colônias, tabernas, serrarias, fábricas de móveis e tecelagens de outrora. Ao invés de aumentar impostos, governos estaduais, municipais e federal deveriam cortar gastos, diminuir despesas desnecessárias, penduricalhos e mordomias que envergonham a Nação. Essa é a verdadeira e salutar reforma que deve prevalecer.

Valter Moura é presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo).


PALAVRA DO LEITOR

Dona Cotinha
Gostaria de exaltar o desenhista Fernandez pela linda e carinhosa charge que fez em homenagem à nossa querida Dona Cotinha (Opinião, dia 6). Obrigado!
Sueli Campos
São Bernardo

Demorado
Realmente é verdadeiro absurdo o serviço público de saúde demorar mais de 60 dias para entregar resultado do exame de ECG (Eletrocardiograma), conforme denúncia feita pelo leitor Gerson Manzer (Absurdo, dia 7). Até parece que médicos ou técnicos estão brincando com a saúde do paciente. Senão vejamos: do dia 27 de novembro do ano passado, data do exame, até o dia da publicação da carta somam-se 73 dias. E o pior é que Gerson alega que precisa do resultado desse exame para juntar a outros documentos com urgência, por solicitação do seu médico oftalmologista, para delicada cirurgia da vista. Esse é um dos motivos dos atrasos para se fazer cirurgia pelo SUS (Sistema Único de Saúde), chegando a formar enormes filas na espera, seja para exame laboratorial ou para cirurgia. Fica a pergunta para os médicos envolvidos nesse absurdo de irresponsabilidade: estão aguardando que o paciente perca definitivamente a visão para só então concluir os trabalhos e entregar a ele os documentos solicitados há mais de dois meses?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Desrespeito ao idoso
Idosa de 98 anos passou uma hora e dez minutos dentro de veículo em dia ensolarado. Dia 5, tentei cadastrar minha sogra no site da Prefeitura de Santo André para tomar vacina contra Covid-19, mas não consegui. Então fui ao posto da Rua Tunísia, no Parque Novo Oratório. A atendente me disse: ‘Pronto, ela está cadastrada na Craisa, Rua Varsóvia’. Para minha surpresa, recebi SMS informando que ela teria que estar às 12h na Craisa. Chegamos por volta das 11h40, e fomos atendidos às 12h10. Mas o atendente falou que não poderia autorizá-la a ser vacinada porque o comprovante de endereço não estava no nome dela. Qual a probabilidade de idosa de 98 anos, que mora com a filha e genro, ter comprovante de residência em seu nome? Mesmo a sua filha acompanhando todo o processo não foi liberada a vacinação. Fui obrigado a ficar 35 minutos no sol até providenciar comprovante em nome da minha mulher. Assim que meu neto trouxe o comprovante, para minha surpresa o atendente sequer consultou-o nem o RG, apenas olhou e mandou entrar. Pensei que iria ter checagem ou até mesmo escanear o documento, mas não, não houve registro nenhum. Aonde vamos parar com tanto desrespeito ao idoso? Os atendentes estão completamente despreparados. Aqui minha revolta e indignação.
Jordão Muneratto Neto
Santo André

Meu nome é mulher
No principio eu era Eva/Nascida para a felicidade de Adão/E meu paraíso tornou-se trevas/Porque ousei libertação!/Mais tarde fui Maria/Meu pecado remiria/Dando à luz Aquele/Que traria a salvação!/Mas isso não bastaria/Para eu encontrar perdão!/Passei a ser Amélia/‘A mulher de verdade’/Para a sociedade!/Não tinha a menor vaidade/Mas sonhava com igualdade!/Muito tempo depois decidi:/‘Não dá mais!/Quero minha dignidade,/Tenho meus ideais!’/Mas o preconceito atroz/ Meus 129 nomes queimou/Então o mundo acordou/Diante da chama lilás!/Hoje não sou só esposa ou filha;/Sou pai, mãe, arrimo de família;/Sou ourives, taxista, piloto de avião,/Policial feminina, operaria em construção!/Ao mundo peço licença/Para atuar onde quiser!/Meu sobrenome é Competência/O meu nome é Mulher!
Fátima Aparecida Santos de Souza, Pérola Negra
Carta publicada em cumprimento à decisão judicial referente ao processo 4013375-36.2013.8.26.0554. 

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