Cena Política

Atila a deputado, seja federal ou estadual


Ex-prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) tem feito de tudo para se manter notado na política da cidade. Faz lives e reuniões com vereadores e ex-parlamentares. Tudo para deixar estruturado plano para o ano que vem: ser candidato a deputado. Atila cogita ser federal ou estadual, a depender dos avanços dos processos que ele responde no âmbito das operações Prato Feito e Trato Feito, que atingiram em cheio sua gestão e que levaram o socialista à prisão em duas oportunidades. Eleitoralmente, Atila vê como factível voltar à Assembleia Legislativa – ele foi deputado estadual de 2015 a 2016, ano em que se elegeu prefeito. Juridicamente, o olhar é para Brasília, em busca de foro privilegiado que saísse do Estado – deputado federal responde a processos somente nas cortes instaladas na Capital Federal. O socialista já disse, no passado, se sentir perseguido pelas forças de investigação paulistas.

Plano B
O plano B do ex-prefeito de Mauá Atila Jacomussi (PSB) se houver qualquer problema jurídico é sua mulher, Andreia Rolim Rios (PSB). Ex-dirigente do Fundo Social local, Andreia se tornou ativo político do socialista, tanto que era figura frequente nas agendas de campanha de 2020. Houve, inclusive, quem defendesse que Atila não saísse à reeleição para lançar a mulher, com objetivo de driblar a rejeição ao chefe do Executivo e manter o grupo no poder.

Contratos
Condenada em ação de improbidade administrativa em Diadema, por direcionamento de licitação de publicidade, a agência andreense Octopus mantém contrato com a Prefeitura de São Bernardo, chefiada por Orlando Morando (PSDB). Entre 2017 e 2021, no governo tucano, a empresa operacionalizou R$ 23,8 milhões. Pela condenação sofrida em Diadema, a Octopus está impedida de contratar com o poder público por três anos – a punição também foi endereçada ao ex-prefeito Lauro Michels (PV) e ao ex-secretário Cacá Vianna (PV). Cabe recurso.

Cravo e ferradura
O vereador Toninho Tavares (PSDB), que foi preterido pelo prefeito Orlando Morando (PSDB) nos debates sobre presidir a Câmara de São Bernardo, tem falado pelos corredores da casa que vai entrar na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Seja no PSDB ou fora do partido. Embora negue ingerência, Morando escolheu Estevão Camolesi (PSDB) como presidente do Legislativo de São Bernardo.

Política sem máscara
Terceiro colocado na eleição à Prefeitura de Mauá no ano passado, Juiz João Veríssimo (PSD) realizou ontem reunião com integrantes de seu partido. O destaque ficou, além de ele buscar manter a articulação política no município, por muita gente no local não usar máscara – inclusive o pessedista.

Tribuna livre
Vereadores do Psol em Santo André e em São Caetano, Ricardo Alvarez e Bruna Biondi já encaminharam a discussão para adoção de tribuna livre nas respectivas câmaras. Na visão dos parlamentares, as duas casas precisam dar voz ao munícipe que queira levar a conhecimento público alguma reclamação ou sugestão ao poder público. Os processos começam a andar dentro dos Legislativos.

Transferência de data
A Câmara de Rio Grande da Serra transferiu para hoje a sessão inaugural da legislatura. Os trabalhos normalmente acontecem às quartas-feiras, a partir das 17h, mas instabilidade no setor de energia elétrica nos arredores do prédio legislativo provocou adiamento. Os trabalhos começam às 17h.

Puxador de votos
Rodou em série de grupos de WhatsApp do PT em todo o Estado a informação trazida por esta coluna que Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo e presidente do PT estadual, será candidato a deputado federal. Pelo tamanho da repercussão, já foi colocada a aposta de que Marinho será puxador de votos do partido no ano que vem. 

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