Palavra do Leitor

Vender, lucrar e seguir em frente


O mundo está ainda mais digital e assim vai continuar. Esta é uma das certezas que a pandemia nos trouxe. Diversos estudos apontam que 60% das relações comerciais serão totalmente digitais, via aplicativos, redes sociais, WhatsApp; e os 40% restantes serão híbridos, começando a compra no digital e finalizando no presencial ou vice-versa.

Ter consciência dessa nova condição de fazer negócios, ter coragem e dar o primeiro passo podem ser a diferença entre continuar no mercado ou encerrar a empresa. Foi o que aconteceu com centenas de milhares de empreendedores que atendemos em 2020. Como a Art Esfiha, restaurante libanês localizado na Capital paulista, das irmãs Márcia, Maria Ângela e Rosa, que começou vendendo esfihas de carne e quibes sob encomenda e agora tem lugar aconchegante no bairro do Paraíso. Desde o início funcionava de maneira bem tradicional e, por isso, os efeitos da pandemia acertaram em cheio, como a maioria dos estabelecimentos de alimentação fora do lar. Após diagnóstico nosso e aplicação de ações de curtíssimo prazo, em menos de 90 dias o desânimo em ver o salão vazio e os funcionários sem ter quem atender deu lugar a um largo sorriso. Na estratégia proposta estavam renegociação de contratos, ajuste de custos e entrada no mundo das vendas on-line e do <CF51>delivery</CF>, além de utilizar as redes sociais como ferramenta digital de negócios.

Destaco algumas ações que fizemos com as irmãs da Art Esfiha para deixar tudo pronto, arregaçar as mangas, vender e lucrar: 

– Certifique-se de que a saúde financeira da sua empresa está ok. Proteja seu caixa, ajustando custos fixos e variáveis. Renegocie compromissos com fornecedores, parceiros, prestadores de serviços; redimensione, se necessário, número de colaboradores; racionalize o estoque.

– Crédito orientado: existem diversas linhas de financiamento acessíveis. Mas só contrate crédito após analisar os custos da empresa.

– Inicie ou reforce sua presença on-line: invista em mídias digitais, com perfil nas redes sociais e em marketplaces. O Sebrae-SP concentra na plataforma compredopequeno.sebraesp.com.br diferentes iniciativas de diversos parceiros.

– Aprimore seus conhecimentos em gestão e no aperfeiçoamento de suas técnicas.

No Sebrae-SP vamos continuar acelerando para garantir aos quase 5 milhões de MEIs (Microempreendedores Individuais), micro e pequenas empresas paulistas, o acesso a soluções e ferramentas que ajudem nesta jornada. Porque acreditamos que é desta forma que vamos acelerar não só o processo de retomada, mas o de sustentabilidade do setor produtivo e da economia nacional.

Tirso Meirelles é presidente do Sebrae-SP.

Palavra do Leitor

Estacionamento

Há uns meses a Prefeitura de Santo André passou a administrar o estacionamento sob o Viaduto Juscelino Kubitscheck, no Centro. Antes quem ‘tomava conta’ era a Apae. Importante a Prefeitura explicar por que o local está fechado. Será que não poderia deixar parte para uso, mesmo com cobrança? Ou se não é possível por causa da pandemia, que se abra e deixe que seja usado por quem precisa. Há vários comércios, consultórios, enfim, muitos profissionais e pacientes/clientes gostariam de deixar o carro lá. Ultimamente tem servido apenas para moradores de rua. Nada contra eles. Que seja somente uma parte aberta. A outra pode continuar abrigando essas pessoas. Ou que a Prefeitura arrume um local digno para elas.

Marta R. Silva, Santo André

Pedágios

Alguém já parou para pensar que não são todos os ‘comércios’ que são fechados quando nossos governantes decidem controlar a pandemia, mas só olham para o lado mais fraco? Um exemplo são os pedágios. Por que continuam sempre abertos? O bar do ‘Seu Zé’, que vende miudezas para poder sobreviver, não pode abrir depois das 20h, mas os pedágios não fecham, não dão trégua, não dão alívio. E são todas as cabines, em qualquer dia ou horário: dia útil, feriados, fins de semana. São verdadeiras máquinas de ‘fazer’ dinheiro. Interessante é que se ouve falar que não pode ir à praia ou viajar, mas os pedágios estão lá, funcionando – e arrecadando – a todo vapor. E as fotos sempre mostram filas de carros. Mas não é para evitar aglomeração. País de desigualdades dá nisso. Para uns tudo; para outros, a lei.

Alberto de Souza e Silva, Diadema


Abram mão – 1

Sugestão aos bolsominions: já que vocês concordam com tudo que diz o ‘mito’ – ou seria ‘mico’ –, sugiro que abram mão das vacinas contra o coronavírus. Sim, façam declaração de que não querem ser imunizados, de que preferem a cloroquina e a ivermectina. Tomem essas medicações e deixem as vacinas, de qualquer laboratório, para quem acredita na doença e também na cura, e também aos que creem na ciência.

Célia de Paula, Ribeirão Pires

Abram mão – 2

Dada a situação deplorável em que se encontra a economia no Brasil, é chegado o momento de debater os salários de políticos, do mais baixo ao maior cargo público. Não é mais possível que em País em que o desemprego bate recordes diários, aumenta o número de pessoas em extrema pobreza e, pasmem, há pessoas que morrem de fome – tudo isso em meio à pandemia –, tenhamos salários absurdos pagos a essas pessoas. E não são poucas. Que seja feita modificação na Constituição, ou onde quer que seja, para que se reduza os vencimentos desse pessoal. É muita desigualdade e também muita maldade deles. Eles próprios deveriam ser só um pouquinho humanos e abrir mão de seus polpudos salários para ajudar os menos favorecidos. Talvez seja utopia, mas algo precisa ser feito para acabar com essa disparidade.

Suzelaine Morgado, São Caetano

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