Memória

Ele veio sozinho da Galícia. Descobriu São Bernardo. Esta é a história do Espanhol dos Porcos


Estamos na Estrada do Ribeirão do Soldado, antiga Estrada das Lavras, em São Bernardo, na divisa dos bairros Demarchi e Botujuru. Forma-se um círculo entre os expedicionários ontem apresentados por Memória. Todos têm o mesmo objetivo: participar do projeto que se esboça de revitalização deste afluente da Billings.
Gravador ligado. Com a palavra, Augustina, a filha do Espanhol dos Porcos:

- Papai era da Espanha, da cidade de Laza, Província de Orense, região da Galícia. Ele veio sozinho para o Brasil, com 35 anos, em 1953. Depois chamou dois irmãos. Casou com a minha mãe – Maria Cid Vivian – em Santo André, na igreja do Bonfim, no Parque das Nações. Ela também da Galícia.

- Trabalhou em Santos. Ao casar, tinha um açougue. Em São Bernardo, ele comprou a forja do Camilo Lazzuri e começou a fabricar ponteios, talhadeiras, ferraduras. Ferrava os cavalos da Cavalaria de São Bernardo, os cavalos do Matarazzo e os cavalos do próprio Camilo Lazzuri. A forjaria ficava em frente do Pronto-Socorro Municipal. Entregou ponteiros para os cemitérios da Vila Euclides e Pauliceia e para as obras de abertura da Avenida Faria Lima.

CONHECENDO A CIDADE
A atividade seguinte do Sr. Antonio – a criação de porcos – levou-o a conhecer outros pontos da então zona rural de São Bernardo.

- Alugou o sítio dos Romano, ao lado do antigo Volkswagen Clube, na Vila do Tanque. Depois mudou para o bairro dos Casa, perto do Café São Bernardo, e para a Avenida Castelo Branco.
- Em 1968 comprou uma chácara aqui na Estrada do Ribeirão do Soldado, propriedade que era do Belmiro Pardo Roman. Dividia sua propriedade com a do Sr. Wraclaw Marian Lewandowski (conhecido como Mario Lewandowski).
- Tinha nove baias. Chegou a ter 750 cabeças de porcos para engorda. Alimentava os animais com restos de comida, ou lavagem, que buscava em vários locais. Durante 25 anos pegou lavagem no restaurante da Motores Perkins, indústria então localizada no bairro Nova Petrópolis.
- Ele se dedicou à criação de porcos, gado, ovinos, caprinos, patos, galinhas e gansos enquanto a atividade era permitida no lugar, até 1990. Papai faleceu em 2002. Eu fiquei com a chácara até 2007. Até 2010 mantivemos o córrego limpo. Em 2010 a área foi vendida, o mato cresceu e encobriu tudo. Desde essa época a gente vem querendo fazer essa revitalização.
- Conversamos com a Elaine (Santos) da Ecolmeia. Vimos a possibilidade de um trabalho conjunto também com a Basf, parceira nossa em vários projetos comunitários: o portal de entrada da estrada, cerca viva, brigada de incêndio, caminhadas ecológicas, limpeza constante da estrada, implantação de lixeiras, envolvimento das escolas próximas em atividades e palestras.

NOTA
Memória repete o que disse ontem: todo vale do Ribeirão do Soldado é lindo, verdadeiro santuário ecológico. Para ser visto, vivenciado, estudado, preservado. Mais um pedacinho do Grande ABC incorporado à memória de todos nós. 

O CARNAVAL 1991

O CARNAVAL DE SEMPRE

O CARNAVAL SUSPENSO

Em 1991, foi este o logotipo escolhido pelo Diário do Grande ABC para ilustrar as matérias do Carnaval daquele ano: só alegria.

Há cinco anos, em 2016, Memória publicava fotos belíssimas do Carnaval, um presente da advogada andreense Marília Galluzzi – Dra. Marília, e cinco anos se passaram!

O futuro, com certeza, lembrará tristemente o Carnaval da pandemia, sem Folia, só de lágrimas e aflição. Que vai passando tristemente. Que não deixará saudades.

Para nós, da Memória, o Carnaval acontece na passarela da história.

SANTOS DO DIA

-Brígida

-Ana Michelotti

-Henrique Morse

-Veridiana (Itália, Costelfiorentino – Castelo de Florença: 1182-1242).

-Admitida na Ordem Terceira por São Francisco de Assis

HOJE

Dia do Publicitário. A celebração remonta ao decreto número 57.690, de 1º de fevereiro de 1966, instituído com o objetivo principal de regulamentar a profissão de publicitário e agenciador de propagandas.

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