Memória

O jequitibá do Morumbi, símbolo esquecido


Do livro (e-book) São Paulo FC 90 anos, volume II, sobre a construção do Estádio do Morumbi, Domingos D’Angelo, fundador e presidente do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol), destaca os seguintes tópicos:
- Muitas solenidades marcaram o ano de 1956 (na vida do São Paulo FC). Em 24 de janeiro, o conselho deliberativo batizou oficialmente o Morumbi: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em homenagem ao grande idealizador do estádio.
- No dia seguinte, aniversário do São Paulo, ônibus da CMTC partindo da sede na Avenida Ipiranga, e ao custo de quatro cruzeiros a passagem, levaram sócios e torcedores em geral ao Morumbi, onde se celebrou, a partir das 9h, a Festa do Jequitibá.
n Nessa cerimônia, apinhada de personalidades esportivas, políticas e midiáticas em geral (do presidente da Câmara Municipal, Elias Shammas, passando pelo prefeito Juvenal Lino de Matos, até o cônsul dos Estados Unidos no Brasil, Richard Butrick), foi plantada uma árvore em terra provinda de municípios do Estado – 435 cidades –, representando assim a união do povo paulista pela construção do futuro estádio, forte e duradouro como o Jequitibá.
- Contudo, quis o destino (ou apenas pela ingerência ou falta de planejamento) que tal árvore não durasse muito tempo. Com o avançar das obras de construção das rampas para o acesso às arquibancadas pela Avenida Jules Rimet, o jequitibá teve que ser retirado, sendo desconhecido o paradeiro final dele.

O Butantan a ser lembrado

Texto: Milton Parron
Nos últimos meses, por causa da pandemia, o Brasil começou a enxergar o Butantan não como um depositório de cobras aberto à visitação, mas como um centro de referência em diversas áreas da ciência médica.
Infelizmente a vaidade dos políticos tem feito com que eles próprios se promovam como se tivessem fundado o Butantan. Perderam oportunidades sucessivas em suas coletivas de imprensa para fazer pelo menos algumas menções ao cientista Vital Brazil, mineiro da Campanha, que foi o criador do Butantan, instalado numa fazenda que naquela época, 1899, que ficava distante do Centro da cidade.
É imperioso que as novas gerações conheçam um pouco da vida desse extraordinário brasileiro que também foi o fundador, em Niterói, do instituto que leva seu nome.
As dificuldades para se formar e para aprimorar seus conhecimentos científicos são um estímulo para aqueles que desistem diante do primeiro obstáculo.
Dos meus arquivos pessoais, o programa Memória deste fim de semana utilizará entrevistas feitas em várias ocasiões com diversos dos filhos do dr. Vital Brazil.
Ele teve 24 ao todo, em dois casamentos. Dos 24, 18 chegaram à idade adulta. Muitos deles contarão com detalhes a vida em família e a vida como médico e pesquisador do dr. Vital Brazil. Ao final, ele próprio falando, fazendo um agradecimento por homenagem recebida na rádio Nacional do Rio de Janeiro em 1949, pouco antes de sua morte, que ocorreu em maio de 1950, aos 85 anos de idade.
EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – A voz de Vital Brazil. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 22h, ou após o futebol, com reprise amanhã às 7h e durante madrugadas da semana.

Diário há meio século
Sábado, 30 de janeiro de 1971 – ano 13, edição 1448
Manchete – Decreto visa a melhoria salarial dos professores.

Em 30 de janeiro de...
1951 – Prefeitura de Santo André expedia alvará para a abertura do Jardim Bom Pastor, na divisa com São Bernardo.
1961 – Lei 3.873, sancionada pelo presidente Juscelino Kubitschek, cria a Junta de Conciliação e Julgamento do Trabalho em São Bernardo.

Hoje
- Dia Nacional dos Quadrinhos n Dia da Saudade

Santos do Dia
- Savina.
- Barsimeu.
- Martinha.
- Jacinta de Marescotti (Itália 1585-1640). Da alta aristocracia romana, seguiu a vida religiosa. Tornou-se mestra das noviças.

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