Palavra do Leitor

Plano São Paulo mata bar e restaurante


Com a reclassificação das cidades para o Plano São Paulo, que impõe restrições ao funcionamento dos estabelecimentos da base do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), sobretudo bares, pizzarias e restaurantes, estão decretados definitivamente o fechamento de milhares de estabelecimentos e a demissão de milhares de empregados. O anúncio feito pelo governo do Estado limita o horário de atendimento presencial e proíbe a venda de bebidas alcoólicas de segunda a sexta-feira. Não bastasse isso, as medidas impõem o fechamento dos estabelecimentos nos fins de semana, conforme a fase vermelha do Plano São Paulo. A entidade não para de receber notícias de encerramento de empresas do setor. Já perdemos cerca de 30% delas e, junte-se a isso, o drama social com a perda de milhares de empregos e a subsistência de muitas famílias destes corajosos empresários.

Pelas novas normas é permitido o sistema de delivery, mas o formato não é opção para a maioria das empresas. Muitas não dispõem desse serviço, e quando operam esta forma de venda, não chegam a 20% do necessário para manter a empresa aberta. Essa modalidade deve ser apenas uma ação complementar ao salão, além de marketing e respeito ao cliente. Os bufês, que amargam grandes prejuízos desde o início da pandemia, e a duras penas conseguiram remarcar seus eventos, agora voltam a ficar à sombra do encerramento das suas atividades e com ele o reflexo do desemprego também nessa categoria. Já a atividade econômica da hospitalidade, representada pelo Sehal, compreendeu quando ocorreu o primeiro fechamento, em março de 2020, mas naquela oportunidade havia uma finalidade clara: organizar o sistema de saúde! Se essa organização não ocorreu, os bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e bufês não devem e não podem pagar pela ineficiência do Estado.

Se todos os recursos financeiros e esforços governamentais têm sido pela saúde, como pode a saúde estar padecendo dessa forma. Onde está a ciência? Onde está o dinheiro destinado ao controle da pandemia? Já faz um ano tudo isso e nada mudou! A única explicação é que as administrações públicas erraram em todos os planos, erraram em todas as estratégias. E o pior: colocaram o peso da culpa em quem não as tem e a única certeza é que a inépcia graça nos palácios. Bares e restaurantes são locais seguros, que atuam com respeito às recomendações sanitárias e de distanciamento. Aqueles que porventura não as cumpram devem ser fiscalizados e seus alvarás, cassados. Quando o setor reabriu suas portas, em julho de 2020, não se verificou aumento de casos de Covid -19. A aceleração da contaminação ocorreu após as eleições e as festas de fim de ano.

Beto Moreira é presidente do Sehal.


PALAVRA DO LEITOR


Poder
Até quando São Caetano vai conviver com poder de pai para filho, prática usual no Brasil, de revezamento do poder sempre entre os mesmos? São Caetano merece novas alternativas! E que os mais dos mesmos desapeguem do poder.
Maria Aparecida de Lima
São Caetano

Até as igrejas!
Ninguém aguenta mais o desprezo de Jair Bolsonaro, por não se importar em salvar vidas no curso desta pandemia! Neste sentido, e pela primeira vez na nossa história republicana, líderes católicos e evangélicos se unem para solicitar o impeachment do presidente, como já formalizado ontem na Câmara. E já existem outras dezenas de pedidos no Congresso para que se interrompa seu mandato. Bolsonaro corre sério o risco de ficar sem ‘oxigênio político’ para se manter no cargo. É o que a maioria do povo brasileiro espera.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Lei de Gérson
Na cultura midiática brasileira, a Lei de Gérson é princípio em que determinada pessoa ou empresa obtém vantagens de forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou morais. Acompanhando alguns recentes acontecimentos em nossa sociedade, percebe-se nitidamente que essa tal ‘lei’ corre solta no sangue de muitos brasileiros que recebem o auxílio emergencial mesmo dele não necessitando, utilizam-se de apaniguados políticos para obter vantagens e privilégios nos atendimentos públicos e chegam ao cúmulo de querer furar a fila da atual vacinação. Nem deve passar pelas suas cabeças que esse privilégio gera prejuízo ao próximo, à comunidade como um todo e ao seu próprio caráter. No Brasil todos clamam por mudanças, mas, infelizmente, poucos estão dispostos a mudar.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Mordomias – 1
Talvez tenha havido interpretação errônea dos gastos do governo federal com produtos para alimentação do pessoal do presidente. Na verdade, os R$ 15 milhões com leite condensado foram muito bem empregados. Esse leite serviu para formar ‘brigadeiros’, os que andam com o presidente. Com ironia, por favor.
Filogônio Mamoré
Limeira (SP)

Mordomias – 2
Enquanto no Brasil acompanhamos diariamente aumento no número de desempregados e de pessoas vivendo na extrema pobreza; enquanto assistimos ao corte do auxílio emergencial para socorrer minimamente essas pessoas; enquanto a pandemia assola milhares de famílias, eis que surge a informação de que o governo federal gastou R$ 1,8 bilhão com alimentos, a maioria supérflua. Foram R$ 15 milhões com leite condensado; R$ 32,7 milhões com pizzas e refrigerantes; R$ 123 milhões em sobremesas diversas; R$ 14 milhões em molho shoyu, molho inglês e molho de pimenta; R$ 50,1 milhões em biscoitos; R$ 2,2 milhões em uva-passa; R$ 2,2 milhões em chicletes; RS 16, 5 milhões em batata frita; R$ 12,4 milhões em ervilhas, e mais alguns exemplos deploráveis. É, sem dúvida, governo alheio às necessidades da população, que pensa única e exclusivamente em seu próprio bem-estar e de seus familiares e apaniguados. Não merece nem pode permanecer no poder. É um absurdo após o outro nessa péssima administração.
Nice do Carmo Veras
Mauá 

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