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Atenção aos detalhes de uma relação


Se relacionar é inerente à vida do ser humano. Há espaço para amores, paixões, amizades e proximidades. Para todos, é preciso se atentar a alguns detalhes, a fim de que essas relações se estabeleçam de forma mais saudável possível. Um assunto sobre atenções a serem tomadas ganhou destaque recentemente: o relacionamento de jovens com pessoas mais velhas, principalmente após notícias ao redor do ex-casal Duda Reis e Nego do Borel. A atriz e influenciadora, 19 anos, começou o namoro com o cantor e compositor aos 16, com ele tendo 25 na época. Na primeira quinzena de janeiro, ela relatou violência psicológica, traição e manipulação durante o relacionamento. 

Cada história é única e maturidade não tem a ver com idade. No entanto, um adolescente, por mais ‘bem resolvido’ que seja, ainda não tem vivência e experiência justamente pela baixa idade. Nessa etapa da vida, é natural que a impulsividade do que se espera de um namoro faça parte do dia a dia do casal. “Na juventude, o que acontece é que se deseja experimentar muitas coisas pela primeira vez e isso vem junto com fantasias, expectativas, idealizações. O problema pode morar aí. Com a urgência em viver o presente, muitos querem viver cinco anos de relacionamento em apenas um mês”, explica Camila Tarif Ferreira Folquitto, psicóloga, doutora em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). “Por ser um período difícil de descobrimento, os adolescentes podem buscar num parceiro com mais idade passaporte à vida adulta, como se pudesse pular uma etapa.” 

Ainda segundo a especialista, dentro dos conteúdos inconscientes, os ‘novatos’ trazem para seus casos certo espelho da base primária, ou seja, o que tiveram como exemplo em casa e na família. Tendem a repetir o que acostumaram a vivenciar. “Meninas ou meninos que viram em seus pais situações de autoridade ou ausência podem projetar isso em seus relacionamentos.”

Mesmo essas questões sendo discutidas na internet, principalmente nas redes sociais, e bastantes acessadas pelos jovens, muitas vezes quem vive o problema não consegue visualizá-lo. “Algo que sempre precisa ficar atento é sobre o distanciamento familiar ou com os amigos. Geralmente são essas pessoas que fazem o alerta quando se vê que a relação amorosa está indo por um caminho não muito bom. Não se pode, nunca, viver numa bolha”, afirma Camila. “Os pais não devem dirigir a vida amorosa do filho(a) e não cabe intromissão, porque isso é uma escolha individual, aliás, em outros departamentos da vida também. No entanto, devem orientar e fortalecer as relações pessoais com seus filhos. É por meio dessa ponte que a ajuda vem.” 

Um relacionamento não tem regras claras. Mas o ritmo como as coisas acontecem depende dos envolvidos. São pessoas que, independentemente da idade, vivem coisas distintas e tiveram momentos diferentes no que diz respeito a desenvolvimento pessoal. O diálogo é essencial para o respeito. “O bom do relacionamento é crescerem e amadurecerem juntos, vibrando pelos sonhos individuais e em conjunto”, comenta a psicóloga. 

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