Confidencial

Novos ares pelos lados do São Caetano


Ontem estive na sede social do São Caetano para a primeira entrevista do advogado Paulo Fernandes a um veículo de imprensa após o anúncio de que ele será um dos sócios a comandar o Azulão a partir de agora. E apesar de ser uma pessoa sem antecedentes no futebol, traz experiências com as quais vai tentar gerir o Pequeno Gigante como um clube-empresa, ou seja, estruturando melhor a parte do comando são-caetanense na tentativa de evitar que se repitam falhas que levaram a agremiação aos problemas atuais – sobretudo financeiros – e devolver o time às principais competições, sejam elas estaduais, nacionais e até continentais. É cedo para tirar qualquer tipo de conclusão, mas deu para notar que Paulo Fernandes está com muita vontade de alcançar tais objetivos. E, ao meu ver, seu primeiro gol foi a contratação do ex-volante Fabinho para ser coordenador de futebol. Um profissional identificado, com toda a experiência no esporte que ainda falta ao novo mandatário azulino.

Após a entrevista, durante bate-papo informal, juntou-se a nós o zagueiro e capitão Sandoval, que não viajou com a delegação para Lins, onde amanhã o time enfrenta o Votuporanguense, pela 14ª rodada da Série A-2, porque está suspenso. Não foram muitos minutos nessa resenha, mas suficientes para perceber que tanto o jogador quanto os colegas enxergam o recém-chegado investidor como uma figura que traz esperança. Tanto traz que antes mesmo de qualquer anúncio oficial, ele e os demais novos administradores quitaram um mês de salários atrasados – e devem resolver outros dois vencimentos em breve.

Ah, e ainda sobre o Azulão, justiça seja feita: o ex-executivo Paulo Pelaipe pode até ter ficado pouco tempo no clube, mas deixou um legado. O técnico Alexandre Gallo, o competente supervisor Sérgio Helt e os reforços recém-apresentados, sobretudo o volante Everton Dias – que já vi em redes sociais sendo chamado de Verón do ABC, contratado junto ao Sampaio Corrêa-MA. Ele ainda havia acertado pré-contratos com o lateral-esquerdo Victor Luiz, o volante Gian e os atacantes Joel Vinicius e Luan Costa, além de duas peças que virão do Monte Azul para a Série D do Brasileiro. Por motivos relacionados às finanças, o dirigente não teve vida longa, mas mostrou que tem mesmo muitos conhecimentos e contatos. Tanto que foi anunciado na sexta-feira como novo executivo do Coritiba, na Série A do Brasileiro.

NOVO NORMAL
Ainda falando sobre São Caetano 4 x 3 São Bernardo FC, chamaram a atenção os protocolos instaurados pela Federação Paulista de Futebol em razão do combate à Covid-19. Com dois dias de antecedência, é exigido um credenciamento, o qual tem limite de profissionais da imprensa. Depois, no dia da partida, é necessário chegar ao estádio com até uma hora de antecedência. Na porta do local, após retirar um crachá, é obrigatório preencher longo formulário sobre as condições de saúde para só então ser liberado para adentrar ao recinto, que conta com totens de álcool em gel e orienta que jornalistas e demais pessoas que estão realizando a cobertura mantenham distanciamento físico até mesmo dentro das cabines, sem retirar a máscara em nenhum momento. Coletivas de imprensa? Nem pensar. Daí conto com os colegas das assessorias de imprensa de Azulão (Fabrício Cortinove) e Tigre (Gabriel Goto) – ambos grandes profissionais os quais vi literalmente crescer na área, quando ainda estavam, respectivamente, à frente do departamento de comunicação de Santo André e Paulista de Jundiaí. Amanhã, no 1º de Maio, tal situação acontecerá novamente para acompanhar São Bernardo FC x XV de Piracicaba. Isso sim é o novo normal.

FORÇA, JURA! PARTE 2
Recebi ontem notícias atualizadas sobre nosso colega de imprensa esportiva do Grande ABC, Jurandir Martins. Ele segue internado no Hospital de Clínicas, em São Bernardo, onde vem sendo muito bem tratado. Ele aguardava resultado das biópsias – o jornalista e radialista sofre de neoplasia de próstata e rins, além de anemia – para poder partir aos procedimentos cirúrgicos e estava com bastante tosse. Sigo em oração e enviando as melhores energias possíveis a este grande comunicador da nossa região. Portanto, repito: força, Jura!

CENAS QUE SE REPETEM
Lamentáveis as cenas que aconteceram na noite de domingo, em plena Avenida Portugal, em Mauá, após a vitória do Palmeiras sobre o Santos por 2 a 1, no clássico entre as equipes. A briga entre torcedores dos times, que teve paus, pedras, barras de ferro e até arma de fogo, terminou com três santistas baleados – dois deles acabaram morrendo. Em plena pandemia, com tantas indicações e pedidos para que as pessoas fiquem em casa, na justifica estes torcedores nas ruas, seja para celebrar a vitória de um ou para cobrar a tiração de sarro do outro. E ainda faz repensar outra situação, relacionada aos dérbis com torcida única. Matéria do Estado de S.Paulo de ontem mostra que, segundo pesquisas do sociólogo Maurício Murad, 94% dos enfrentamentos ocorrem longe dos estádios, estes que estão geralmente bem guardados por centenas de policiais. É um dado a ser levado em consideração e revisto para o período pós-pandemia. Aproveitando: meus sentimentos às famílias dos santistas que perderam a vida nesta ocasião.

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