Economia

Ações da CVC ainda têm interferência de balanço não auditado e caem 5,40%




As ações da CVC Corp, empresa do setor de turismo com sede em Santo André, continuam a sentir o efeito da divulgação do balanço não auditado. Ontem, em um dia difícil para o mercado financeiro, os papéis registraram queda de 5,40% e terminaram o dia valendo R$ 18,92. Desde o início do ano, a companhia acumula desvalorização de 54,07%.

Segundo o economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti, a divulgação dos números não auditados contribuiu para a queda e gerou mais incertezas. Tudo isso somado a um dia atípico.

“Quando a bolsa sofre quedas significativas, os ativos de risco sofrem mais. Todas as empresas do setor aéreo caíram. Isso somado à divulgação dos resultados do Itaú, que teve redução no lucro, o mercado não absorveu bem. Também repercutiu a questão do Senado, com a votação de limitação de juro de cheque especial e cartão de crédito (pautada para quinta-feira)”, afirmou.

O Ibovespa registrou queda de 1,57% ontem, sendo que a CVC foi a terceira empresa que mais perdeu valor, atrás do Itaú e Cogna.

A previsão é que a divulgação dos resultados auditados de 2019, além dos números do primeiro trimestre deste ano, ocorra até o próximo dia 31. A companhia, inclusive, precisou responder a ofício da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o quarto prazo consecutivo – deveria ter apresentado no último dia 31 – descumprido.

MUDANÇAS
Ontem, mais um funcionário com cargo de gerência pediu demissão. Após 20 anos de CVC, o atual responsável pelo on-line da empresa, Vicente Brasil, anunciou a saída. Na última semana, a companhia tinha sido informada pelo diretor executivo Emerson Belan de que ele não continuará. No início de junho, a CVC havia demitido cerca de 200 colaboradores.

A companhia passa por problemas desde o ano passado, devido à disparada do dólar e a erros fiscais. A CVC não se manifestou sobre a saída recente. 

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