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Eu acredito em você, Ramalhão!


Nos três últimos jogos do Campeonato Paulista pré-quarentena, o Santo André colecionou um empate e duas derrotas (Corinthians, Oeste e Mirassol, respectivamente). Já nas duas partidas pós-retomada da competição, foram nova igualdade (Santos) e mais outro revés (Ituano). E é carregando essa marca de cinco partidas sem vencer que o Ramalhão chega para o duelo contra o Palmeiras, amanhã, às 21h30, no Allianz Parque, pelas quartas de final do Estadual. Ainda assim, pela gordura adquirida nas seis vitórias conquistadas em oito rodadas, a equipe andreense se qualificou para a segunda fase com uma rodada de antecedência, mas, ao mesmo tempo, dá mostras de que já pode ter chegado ao seu ponto mais alto lá atrás e, desde então, está em queda. A partir de agora, no entanto, começa nova competição. As fases de quartas de final e semifinal serão em jogo único e tudo pode acontecer – somente as finais serão em duas partidas, para definição do campeão.

Acredito que o Ramalhão deva ser bastante cauteloso diante do Palmeiras. Jogando por uma bola, assim como fez contra os grandes até aqui – conquistando vitórias sobre São Paulo e Red Bull Bragantino, além das igualdades pré-citadas com Corinthians e Santos. O técnico Paulo Roberto acertadamente poupou algumas peças diante do Ituano (por estarem penduradas com dois cartões amarelo ou por questão física). Ao mesmo tempo que evidenciou que não tem à disposição um elenco tão qualificado com relação às peças de reposição, deu descanso para atletas que chegarão para esta partida de amanhã em melhores condições, como Marlon, Rondinelly, Branquinho e Douglas Baggio.

Aliás, além daqueles que já estavam no elenco, caso do trio que acabo de citar, dos jogadores que foram contratados para este retorno do Paulistão, em substituição às peças que foram contratadas por outros clubes (Fernando Henrique, Luizão, Dudu Vieira, Ronaldo, Johnny e Will), destaques até agora para o zagueiro Willian Goiano – autor da cabeçada que bateu na trave e sobrou para Rodrigo marcar o gol contra o Santos – e para os meio-campistas Vitinho Schmith – muito bem contra o Peixe – e Rodrigo Yuri – desarmes precisos diante do Ituano. Confesso que esperava mais de Rafhael Lucas, mas quem sabe amanhã o centroavante não mostra serviço e faz o gol da classificação ramalhina.

Por outro lado, tenho visto muitos torcedores se manifestando nas redes sociais contrários ao recém-chegado goleiro Ivan, 35 anos, questionando suas condições físicas e atuações contra Santos e Ituano. O fato é que os andreenses ficaram mal acostumados pelas boas exibições e pelo carisma de Fernando Henrique que, no entanto, foi seduzido e levado por proposta do Brasiliense durante a paralisação do campeonato. Acho que não é o momento de fritar o veterano que atualmente ostenta a titularidade no gol ramalhino – vi muitos pedidos pelo jovem Luis Augusto, cria da base e que está na reserva imediata. Acredito que seja hora de passar as melhores vibrações possíveis para que o arqueiro faça grande exibição, agarre tudo neste duelo com o Verdão e garanta as redes intocadas lá atrás, na expectativa para que, lá na frente, no ataque, Garré, Ramon ou qualquer outro consiga superar Weverton e colocar este surpreendente Santo André entre os quatro melhores do torneio.

E quando digo surpreendente, não quero desmerecer absolutamente ninguém. Os próprios ramalhinos admitem que o time foi montado para não cair. Porém, nas mãos certas e com jogadores que compraram a ideia, o que parecia inicialmente ser um catado se transformou num time com totais condições de passar pelo Palmeiras. Eu acredito, Ramalhão! 

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