Cena Política

Saul Klein no PSD, mas de S.Paulo


Dentro do grupo que dá suporte à pré-candidatura do ex-vereador Fabio Palacio (PSD) à Prefeitura de São Caetano, um nome foi lembrado e ganhou força para compor a chapa do pessedista: o empresário Saul Klein, filho do lendário Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Saul é mais ligado ao esporte, por anos foi o benfeitor do Azulão, tem sobrenome tradicional e não é muito fã do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). A turma de Palacio foi atrás dele e conseguiu convencê-lo a se filiar no PSD, algo que o empresário fez no dia 4 de abril, limite para ingresso em partido político com objetivo eleitoral. As negociações para que ele fosse o vice, então, dispararam. Até que um detalhe chegou à mesa de quem coordena a pré-campanha: Saul se filiou no PSD em São Paulo, não no de São Caetano. Não se sabe se de propósito ou acidentalmente. O fato jogou banho de água gelada nos animados com a ideia.

Apropriação indébita
Por falar no ex-vereador Fabio Palacio (PSD), pré-candidato a prefeito de São Caetano, o pessedista tentou se apropriar de um debate levantado pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL): a chegada da DDM (Delegacia em Defesa da Mulher) na cidade. Mesmo sem mandato, Palacio diz que foi ele – e não Thiago – quem liderou a discussão e “agiu”. “Ouvi diversos casos e resolvi agir. Levantei o tema, que já defendo há muitos anos e partimos para a discussão. O povo se uniu. Com a notícia que São Caetano terá uma Delegacia em Defesa da Mulher, só posso concluir que quando as pessoas se unem em busca de um objetivo as coisas acontecem”, escreveu ele, em suas redes sociais.

Irredutível
Nas últimas semanas, tem crescido o volume de conversas de pré-candidatos à Prefeitura de Mauá que tentam se consolidar como terceira via. Enquanto alguns topam retirar a pré-campanha, outros mantêm o projeto ativo, sem margem de desistência. Quem está na lista dos que não arredam pé da pré-campanha é o ex-deputado Wagner Rubinelli (PTB). O petebista tem sustentado que pesquisas extraoficiais mostram seu nome bem colocado, com proximidade de furar a polarização entre o prefeito Atila Jacomussi (PSB) e o vereador Marcelo Oliveira (PT).

Emenda
O deputado federal Geninho Zuliani (DEM) confirmou que enviou R$ 100 mil para Mauá, via emenda parlamentar, para aplicação dos recursos na área da saúde. O pedido foi sugestão do vereador Manoel Lopes (DEM), que defendeu a campanha de Geninho em Mauá há dois anos – o hoje deputado federal tem reduto político na região de São José do Rio Preto, no Interior do Estado.

Patrono
O vereador Marcos Michels (PSB), de Diadema, protocolou projeto para instituir o ex-prefeito Gilson Menezes, morto em fevereiro, como patrono da GCM (Guarda Civil Municipal). Marcos citou que foi Gilson quem criou a corporação, em 1999, em seu segundo mandato à frente do Paço diademense. O projeto tramita nas comissões.

Absolvição
A 7ª Câmara de Direito Público do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve absolvição do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) em ação movida pelo Ministério Público por suspeita de caixa dois pago pela UTC Engenharia na campanha do petista à prefeitura em 2012. A decisão favorece também o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT), de Diadema, que também foi inocentado no caso – ele era, à época, um dos principais coordenadores da campanha de Haddad. Filippi tentará, neste ano, seu quarto mandato de prefeito de Diadema.

Negociação
Ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato do PT à Prefeitura neste ano, Luiz Marinho revelou que mantém conversas com o Psol do município para que a legenda dê suporte à sua pré-campanha municipal. Em São Bernardo, o Psol tem como expoente o ex-vereador Aldo Santos, que por anos esteve no PT. Marinho contabiliza em seu arco, até agora, PCdoB, PTB, PDT, PL e Solidariedade. 

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