Palavra do Leitor

Patrocínio no esporte é fundamental


Se atletas de elite do País encontram dificuldades para firmar contratos com empresas, os obstáculos são infinitamente maiores para quem está começando e precisa desenvolver a performance individual para ter mais visibilidade no segmento. Encontrar marcas interessadas em ajudar a pagar os altos custos de sua preparação, bem como dar apoio de formas que fogem ao tradicional, como oferecer cursos de línguas, auxílio psicológico, aulas particulares de personal trainer ou consultas com nutricionistas, é caminho árduo e longo no Brasil.

Somos muito mais que o País do futebol. Somos a natação, o skate, a esgrima, o ciclismo, a corrida de rua, o judô, o basquete, o handebol e o automobilismo, dentre tantas outras modalidades que vivem de picos de visibilidade e que, por não serem tão populares, tornam trabalhoso e exaustivo chamar a atenção de patrocínios. Para que os jovens não desistam dos seus sonhos é preciso conectar pontas e estimular o relacionamento entre profissionais de diversas áreas do esporte, com clubes, faculdades, confederações e players do setor.

Ao mesmo tempo que indico que as empresas comecem a perceber que às vezes é mais fácil ter atletas que se comuniquem bem em seu nicho de atuação do que fazer superinvestimento em alguma entidade e não ter o retorno esperado, oriento aos desportistas a utilizarem canais de comunicação on-line para divulgar a sua imagem profissional e reforçar o valor que podem agregar para as marcas. Tomar cuidado com o despreparo é fundamental, pois não dá para usar as plataformas com foco em negócios esportivos como se fosse rede social comum.

Estava conversando com colega sobre gestão financeira no esporte, sobre como os atletas podem se organizar financeiramente, e infelizmente esse é assunto muito distante. Estamos em 2020 e nem todo mundo tem a consciência de que, às vezes, quem está começando agora pode ter apenas a ajuda de um patrocínio para se manter no mês. Estamos falando, na maioria das vezes, de crianças e adolescentes de 10, 12 ou 15 anos, de classe média baixa, de todos os cantos do Brasil, onde as famílias não possuem renda extra para investir na carreira dos filhos.

Essa questão revela ainda mais a importância que empresas especializadas em esporte têm na vida dos brasileiros. É ultrapassado pensar em patrocínio pura e simplesmente pela exibição da marca. Aliás, deveria ser ao contrário: marcas engajadas em causas sociais, se bem administradas, naturalmente vão atrair outras marcas de qualidade como parceiras e cativar e fidelizar novos clientes. Estamos atrasados em relação à grande parte do mundo, mas se esse jogo começar por aqui, ninguém sai no zero a zero.

Mark Allan é gerente de negócios da empresa AtletasNow.


PALAVRA DO LEITOR

Pró-feminismo
Este periódico filho do News Seller tem competente equipe jornalística. Destaco a atuação da jornalista Aline Melo, jovem promissora, segundo disse – e concordo – minha parceira de ofício Marly Leibruder, que sempre deixa o leitor bem informado, com reportagens circunstanciadas, algumas acompanhadas de gráficos, que se tornam fonte de consulta, como a publicada sobre violência doméstica na quarentena (Setecidades, dia 6). Também tive a grata satisfação de ler na revista dominical Dia-a-Dia a coluna de autoria de Aline Melo Precisamos Falar Sobre Feminismo, que deixa patente seu viés arguto e sua militância feminista. Tomei a liberdade de compartilhar o texto com meus contatos no WhatsApp.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Desgoverno
Li neste Diário que na cidade de São Bernardo o governo deixou passar da validade mais de 950 cestas básicas (Política, dia 4). Que notícia mais triste! Na verdade, é de doer na alma, uma vez que temos tantas pessoas necessitadas. Pergunto: estaria o governo municipal guardando essas cestas para comprar votos, já que teremos eleições municipais? Governo que não consegue gerenciar nem datas de validades, o que será que consegue gerenciar? Provavelmente os 10% ou 20% que ganham em porcentagens de contratos superfaturados. Isso com certeza eles sabem gerenciar. A fome de muitos poderia ser matada com toda essa comida. Deus com certeza cobrará desses, que se dizem humanos. Deus, cuide daquilo que não podemos cuidar.
Rosângela Caris
Mauá

Flexibilização
Com referência à reportagem sobre as piores semanas vividas pelo Grande ABC, às vésperas da flexibilização, publicada por este Diário (Setecidades, dia 5), acredito que o mundo, principalmente o Brasil, vive em tremenda guerra contra esse vírus originário da China e que leva o nome de coronavírus, causador da Covid-19. Verdadeira guerrilha, diga-se de passagem. De um lado o Estado brasileiro lutando para dar fim a esta pandemia, a ponto de já estar anunciando a flexibilização da quarentena, como anuncia o governo paulista. Na verdade, essa medida tem um foco: acionar a economia com a volta das atividades empresariais. Mas é preciso ater a um problema sério que parece estar passando despercebido pelas autoridades. O novo coronavírus continua na linha de frente desta guerra. Basta ver os números do excelente texto do jornalista Anderson Fattori, com o registro de 130 mortos e 5.565 novos casos da doença.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Erro crônico
Venho por meio desta carta dizer ao nosso prefeito Paulo Serra, de Santo André, que a rede de saúde de nossa cidade não está atendendo para consultas e exames pessoas acometidas com doenças crônicas. E isso é grande erro e muita falta de respeito com essa população, pois na cidade de São Paulo está sendo normal esse tipo de atendimento.
Maurício Goduto
Santo André

Clube
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC é importante e fundamental. Mas desde 2011, após o professor Bresciani, tem funcionado mais como ‘clube’, onde amigos se confraternizam, onde o dono da bola escolhe quem vai jogar no seu time, e escolhe os amigos de festa. Morando discursou assim quando anunciou o ‘clube do ABC’ em Brasília: ‘Nosso representante em Brasília vai ser garimpeiro de programas que possam privilegiar e contemplar a nossa região. Vamos aumentar a presença das sete prefeituras no âmbito do governo federal.’ Você, leitor, empresário, bom gestor público, colocaria garimpeiro que nunca viu ouro na vida? Que não esteve na labuta de um rio para ser o chefe? Só Palácio mesmo.
Marcel Rodrigues Martins
Santo André

Farsa?
Jair Bolsonaro, até acometido pela Covid-19, é capaz de afrontar a ciência e a Nação. Depois de algumas horas de ter anunciado ter testado positivo para a enfermidade, sem escrúpulos algum gravou vídeo para mostrar que estava tomando o comprimido de hidroxicloroquina para tratamento e possível cura, mas por estudos científicos esse medicamento segue reprovado para utilização. Porém, o presidente apresentou o comprimido, mas sem mostrar a embalagem que comprovasse ser a cloroquina. Será mais uma farsa do Planalto?
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 

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