Palavra do Leitor

Volta às aulas no ‘novo normal’


Após o fim do isolamento físico determinado pela Covid-19, pelo menos até a descoberta de vacina, as escolas, como todos os setores, adotarão protocolos de segurança. Assim, os estudantes encontrarão novo ambiente. Em muitos casos, como nas instituições de ponta do ensino superior, não haverá o impacto da tecnologia, incorporada há tempos nas suas estruturas, mas os espaços de convivência serão diferentes. Cabe enfatizar que, enquanto mantêm aulas virtuais, com a mesma assertividade das presenciais, integral dedicação, trabalho e jornadas dos docentes, muitas organizações universitárias, assim como da educação básica, estão preparando as instalações para o ‘novo normal’. É trabalho invisível para estudantes e suas famílias, mas intenso e complexo.

Como já ocorreu na mobilização urgente de recursos eletrônicos avançados para prover cursos virtuais, incluindo despesas com as licenças de uso das novas plataformas, a adaptação dos espaços implica alto custo. Embora o processo de aulas remotas e o redimensionamento do ambiente físico tenham aumentado bastante os desembolsos das instituições, entendemos o expressivo aporte de recursos como investimento na segurança e na saúde dos alunos, professores e colaboradores e, ao mesmo tempo, na qualidade do ensino em meio à crise. A retomada das atividades presenciais ocorrerá sob rígidas medidas de proteção. Será necessário reorganizar horários e espaços, readequando instalações e infraestrutura. Para possibilitar o distanciamento entre os alunos, as salas de aula receberão a cada dia apenas um percentual do número de estudantes, que serão organizados em grupos com horários e intervalos próprios. Isso implicará mais horas/aula/professor.

Também serão indispensáveis: uso de máscaras; lavagem das mãos ao entrar e sair da instituição; dispensadores com álcool em gel 70% em todas as dependências; reconfiguração das áreas de convivência para permitir o distanciamento físico; fluxos unidirecionais, com sinalização visual para evitar aglomerações; copos descartáveis nos bebedouros; multiplicação das atividades de limpeza e higiene, com a contratação de maior número de funcionários; uso massivo de desinfetantes e substâncias antissépticas; e disponibilização de equipamentos de proteção individual. Tudo isso está sendo feito nas instituições de ensino paulistas, e sem cortar nenhuma das muitas bolsas de estudo que algumas delas concedem a centenas de estudantes carentes, mantendo o quadro de docentes e colaboradores e a grade curricular normal. É preponderante que, na volta às aulas presenciais, os alunos encontrem a mesma qualidade da educação e, claro, proteção à saúde!

José Inácio Ramos é graduado em administração de empresas, com pós-graduação em gestão de negócios e diretor-presidente do IPM (Instituto Presbiteriano Mackenzie).


PALAVRA DO LEITOR

Capa
Apesar de ser estarrecedora a capa deste Diário sobre 1.000 mortes por coronavírus na região (ontem), causa-me mais temor o fato de lugares em São Bernardo, como o Paço Municipal, existirem sempre aglomerações no horário noturno, praticamente todos os dias, principalmente de pessoas caminhando, correndo, de bicicleta e até, pasmem, jogando bola em grupos de 30 pessoas ou mais na área do piscinão. E geralmente a maioria sem máscara. É dever dos agentes públicos coibirem e multar esses infratores. Aliás, deveria ser divulgado para a população da cidade quantas infrações pelo não uso da máscara foram elaboradas pelos responsáveis até o presente momento. O governo estadual deveria ser mais rígido com o município, que até agora está longe de cumprir a meta de isolamento e voltá-lo para a fase vermelha.
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo

Fernandes
Duas vezes, em dois dias seguidos (charge – Opinião, dia 23 e ontem), o cartunista prata da casa Luiz Carlos Fernandes deixa patente o que deixa os leitores deste prestigioso Diário exasperados. Saudações cartunistas exasperadas e iluminadas.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Área verde
A 39ª subsecção de São Bernardo, tendo em vista reportagem veiculada neste periódico intitulada ‘Oposição e OAB estudam levar para o MP polêmica da venda de área verde a supermercado’ (Política, dia 23), esclarece que Ordem dos Advogados do Brasil é defensora do Estado democrático do direito, do respeito às instituições e da liberdade de expressão, garantindo ao cidadão os seus direitos constitucionalmente previstos, dignificando a democracia. Esta gestão tem compromisso de manter a instituição afastada de interesses políticos partidários, respeitando as diversas opiniões existentes e sempre posicionando-se ao lado da advocacia e do cidadão. Fomos, todavia, surpreendidos com a reportagem e, ao tomamos conhecimento de todo o seu conteúdo, ficamos no dever de prestar alguns esclarecimentos, visto que há fatos retratados na mesma e que não foram verificados conosco. Não é verdadeira a informação de que a OAB estuda levar para o MP a suposta polêmica da venda de área verde a supermercado, bem como eventuais problemas relacionados ao meio ambiente. Esta instituição acompanha o que ocorre no município, e sempre que acionada sobre supostas irregularidades, caso seja de nossa alçada, procura inicialmente pedir devidos esclarecimentos ao suposto infrator, para que possa posteriormente manifestar-se de maneira adequada, evitando realizar acusações ou pré-julgamentos. A comissão de meio ambiente desta subsecção é presidida pela Dra. Lilian Izabel Leite Mozardo, a qual, além do presidente, poderá manifestar-se sobre assuntos relacionados à sua comissão e retratados na reportagem. Dr. José Luis Gonçalves é advogado inscrito nesta subsecção, não faz parte de nenhuma comissão nem tem permissão/autorização para falar em nome da subsecção de São Bernardo. Destarte, apresentadas as devidas correções, colocamo-nos desde já à disposição para eventuais assuntos que sejam de interesse da advocacia ou dos cidadãos são-bernardenses.
Luiz Ribeiro O. N. Costa Junior, presidente da OAB, 39ª subsecção de São Bernardo

Vendas de carros
Na reportagem neste Diário sobre venda de carros usados deverá ganhar fôlego após a crise (Economia, dia 23), há vários contrassensos. Já pesquisaram ou tentaram comprar carro não informando que são do jornal? Tentem fazer a compra sem se identificar, como reles mortais, como consumidores. A estratégia das revendas de veículos nesta pandemia é de total ignorância com o consumidor. No seu veículo usado, que serviria para dar de entrada no novo, jogam o preço para abaixo da tabela Fipe. No veículo novo, além de ser mais caro, estão cobrando preço muito caro, incompatível com a realidade atual. Estes são somente alguns dos motivos para que as vendas estejam em baixa. A postura das revendas terá que mudar, se não as vendas continuarão a não existir.
Alberto Utida
Capital

Rachadão!
Não foi segredo, inclusive da grande mídia brasileira, que durante o governo do PT, além de aumentar assustadoramente o número de servidores, estes eram obrigados a se filiar ao partido pagando dízimo. Por que será que o pau que bate em Chico hoje não bateu em Francisco durante 16 anos? Não estou ‘passando pano’ para ninguém, mas parte da mídia, em feroz caça à mulher de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, não tem vergonha de ter fechado os olhos ao ‘rachadão do PT’? Quantos bilhões foram também roubados dos cofres públicos?
Beatriz Campos
Capital 

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