Palavra do Leitor

Os cuidados extras para cães idosos


À medida em que envelhecemos, a eficiência do organismo vai diminuindo. Após os 60 anos os desgastes se acentuam e ficamos mais propensos a doenças e limitações. O mesmo acontece com os cães a partir dos 7 anos de idade. E, assim como nós, eles precisam de cuidados extras. Felizmente, é cada vez maior a oferta de produtos veterinários voltados ao bem-estar dos animais em faixa etária avançada.

Para a alimentação, as rações do tipo sênior são as ideais. Suas fórmulas contêm balanços mais adequados de nutrientes e ingredientes que beneficiam as funções fisiológicas mais comprometidas com a idade. Suplementos e vitaminas podem ser benéficos, mas convém avaliação de eventuais contraindicações. Mais velhinhos, os cães podem apresentar agravamentos de problemas orais, que dificultam a alimentação. Nesse caso, as rações úmidas podem ser testadas, assim como o umedecimento da ração seca com água morna.

No mínimo 80% dos pets idosos são acometidos por doenças orais. É muito comum apontarmos problemas periodontais para os tutores e estes alegarem que, pela idade avançada, ou por doença cardíaca, o pet não pode passar por procedimento anestésico. Nem sempre é assim. Muitos distúrbios podem ser resolvidos ou estabilizados antes da intervenção, permitindo que cães idosos ou cardiopatas recebam tratamento bucal.

O cão idoso deve continuar recebendo as mesmas vacinas do pet adulto. Isso só muda caso o pet tenha alguma doença que contraindique as imunizações. Também é importante manter rotina de exercícios, mas sempre respeitando a capacidade do pet. Caso ele demonstre dificuldade para andar ou perda de equilíbrio, leve-o ao veterinário. Fisioterapia e acupuntura são capazes de resolver muitos problemas de mobilidade, garantindo aos cães condições não só de brincar, mas de se locomoverem para se alimentar e evacuar nos locais de hábito.

Doenças renais, cardíacas e respiratórias tornam-se mais frequentes na terceira idade canina. Em idades mais avançadas, o animal pode apresentar disfunções cognitivas da senilidade, como olhar perdido e paralisação por algum tempo antes de comer ou realizar outras atividades. Por tudo isso, é fundamental que os cães a partir de 7 anos visitem o veterinário pelo menos a cada seis meses. A frequência pode ser maior, claro, caso o cão tenha alguma doença. Cuidar bem e ficar o máximo possível ao lado são as melhores coisas que podemos fazer para animal idoso. Em tempos de pandemia, essa é chance que muitos tutores de cães velhinhos devem ter, por estarem mais em casa. Vale a pena aproveitá-la.

Cinthya Ugliara é médica-veterinária da rede de clínica veterinária Dra Mei, unidade de negócios do Grupo Brasil Pet.

PALAVRA DO LEITOR

Comércio
Abrir shopping e não abrir outros comércios em Santo André é no mínimo desumano.
Shirley Alcântara
Santo André

Mauá na TV
Dia 15 despertei com barulho de helicóptero em Mauá. Quando isso acontece já imagino que possa estar acontecendo algo de anormal na cidade. Um pouco mais tarde chegaram notícias de mais uma operação da polícia por causa do prefeito, corrupto e ganancioso. Fico extremamente triste em ver nossa cidade na TV só por fatos ruins! Espero que desta vez ele tenha o que merece, ou seja, ser afastado da Prefeitura em definitivo e também ficar inelegível, pois é incabível esse moço poder ir para rua e tentar enganar novamente o povo. Deixo aqui registrado o meu repúdio. Deus, cuide daquilo que não podemos cuidar.
Rosângela Caris
Mauá

Interdição
Causa-me estranheza reportagem sobre interdição de estabelecimentos irregulares quanto ao funcionamento durante a pandemia em São Bernardo (Setecidades, dia 15), sendo que no Centro da cidade, mais precisamente entre as ruas Domingos João Balotim e José Pelosini, acima da galeria, tem estabelecimentos tipo lanchonete funcionando normalmente à noite sem qualquer fiscalização das autoridades competentes, principalmente nos fins de semana. E o prédio mostra ser muito antigo, provavelmente sem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Cadê a fiscalização municipal para verificar a real situação do estabelecimento e de outros na região?
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo

Meio cheio
Este Diário contempla-nos a possibilidade de prosear sobre a clássica questão do ‘copo meio cheio ou meio vazio’, desta feita com a chamada de Primeira Página ‘Primeiro dia de comércio aberto tem muita gente na rua, mas pouco movimento no caixa das lojas’, versus página seis, com ‘Dia de reabertura registra comércio cheio na região’. E agora, comércio cheio e o caixa vazio? Como fecha essa equação? Prevalece a máxima propalada pelo desenho animado Lippy & Hardy: ‘Oh céus, oh vida, oh azar! Eu sei que não vai dar certo!’. E por que assim o seria vitimados pela diuturna ‘briga’ entre o cidadão, consumidor, direitos, deveres versus comportamento de manada? Seriam protagonistas, assim, perdulárias posturas e muitas vezes inconsequentes políticas públicas de entes das circunstâncias de poder? Ou prevalecem maléficas consequências entre a recorrente briga de David contra Golias: comércio de rua x lojas de shoppings? Cabe, portanto, ao cidadão consumidor consciente assumir seu enorme protagonismo de copo sempre cheio de civismo, livre-arbítrio e responsabilidade. Ser respeitado é preciso. Ignorância, não o é!
Filipe dos Anjos
Diadema

Expliquem!
A China tem mais de 1 bilhão de habitantes e precisa testar a vacina em São Paulo? Tem boi gordo nessa linha. Aliás, assinar acordo em agosto de 2019, bem antes de tudo acontecer, é algo que parte da mídia investigativa não investiga! E também nada fala sobre a proliferação da Covid-19 da Cracolândia.
Marieta Barugo
Capital

Éramos 500
Estou indignado com o término do projeto Mais Oportunidades, em São Caetano, que estava sendo péssimo neste ano, porque só foram chamadas 57 pessoas. E, para piorar, agora vem a Seais (Secretaria de Assistência e Inclusão Social) a público e diz em alta voz que, por causa da pandemia do novo coronavírus, teve que acabar com o projeto. A Prefeitura é que deveria vir a público e dizer, agora que a cidade estava voltando a dar alguma ajuda, e as outras 443 pessoas aprovadas? Nunca serão chamadas? Todo mundo sabia que isso era jogada política. Isso é vergonha para cidade que se diz de primeiro mundo.
Fernando Zucatelli
São Caetano 

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