Palavra do Leitor

Filho aprenderá menos no isolamento?


Neste momento conturbado, o impacto nas escolas acabou distanciando os professores de seus alunos. Esse fato trouxe necessidade de adaptação por parte das instituições e a maioria delas seguiu o caminho óbvio: fez entrar em cena as aulas on-line. A verdade é que a pandemia foi catalisador desse recurso, pois todos os profissionais da educação sabiam que, em algum momento, essa chave iria virar – e isso aconteceu mais rápido do que imaginavam.

Mas será que esse modelo pode ser aplicado para crianças do ensino fundamental? Crianças são muito atentas e, como dizem, são verdadeiras esponjas, absorvem muito do que os pais fazem. Posso afirmar que, nesse cenário, o exemplo não é a forma de educar e, sim, a única existente para educar os filhos. Portanto, crianças atentas aliadas a bons exemplos, a educação acontece.

Desde o momento em que os pais conversam ao telefone celular enquanto dirigem, discutem entre si usando palavras inapropriadas, chegam na escola e, com ‘pressa’, escolhem a fila dupla ou vaga não permitida para estacionar rapidinho, elas estão atentas. Percebem também aquele bom dia aos inspetores, a cordialidade em permitir a passagem de um pedestre e o apoio dado à professora com elogios.

Em alguns casos, as crianças, fora da supervisão dos pais, vivenciam situações conflitantes com colegas de sala, inimizades dentro da própria turma e até situações desconfortáveis com os professores, como responder a pergunta que não prestou atenção ou ler texto para a turma (sei disso porque era sempre o escolhido).

Podemos admitir que a escola é grande ensaio da vida adulta e deixar que as crianças resolvam os seus problemas, em determinados casos, com os pais atuando como meros observadores, é excelente dica para gerarmos adultos autônomos, seguros e com forte autoestima.

O isolamento trouxe uma preocupação com aulas que estão sendo ‘perdidas’. E o conteúdo, será reposto? Pois bem, essas aulas são somente fragmento do universo de aprendizado que elas vivenciam dentro do ambiente escolar com tantas diversidades. A educação, para as crianças, é algo que ocorre o tempo todo e com as mais variadas situações. Portanto, mesmo no isolamento, elas estão absorvendo conhecimento e sendo educadas.

Aproveitemos essa oportunidade única para contribuir positivamente na educação dos nossos filhos. Existe um mundo de experiências, valores, atitudes, amor e gratidão, além de muitas sensações a serem descobertas e que podemos mostrar a eles por meio de exemplos. E então, vamos praticar a educação neste isolamento?

Fabio Carneiro é professor de física no Curso Positivo.


PALAVRA DO LEITOR

Vão nos enganar!
Dois bilhões de reais para as excelências gastarem com santinhos e blá-blá-blás nas TVs para, além de encherem nossa paciência, nos enganar com promessas que não vão ser cumpridas. Assim , pergunto: por que estudantes, bolsominions, ‘viúvos’ de Lula e todos aqueles que fazem passeatas aos fins de semana não se reúnem e fazem passeata para que essa grana monstruosa seja utilizada para evitar que pequenas empresas quebrem e que desempregados tenham o que comer? Que tal pedir aos caminhoneiros que façam parte dessa manifestação? Aí, tenho certeza que as excelências abrem mão rapidinho da ‘verba nojenta’. Alguém pode estar perguntando por que quem escreve isso não organiza essa manifestação? Respondo: porque tenho 80 anos e doença grave, senão o faria. Cabe a vocês, jovens, cuidarem de seus futuros.
Donaldo Dagnone
Santo André

Sara
Pela falta de ação ou interesse do procurador-geral da República, Augusto Aras, o Supremo ordenou a prisão de seis fiéis seguidores do inconsequente Bolsonaro. Destaque para Sara Winter, que, já na cadeia, comandava o grupo mais para terrorista 300 pelo Brasil, que, após seguidos ataques, tentativa de invadir o Congresso e ameaças a integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), teve bem aplicada a Lei de Segurança Nacional a esses amigos baderneiros do presidente. Falta ainda lição de civilidade ao estúpido Weintraub.
Paulo Davi
São Carlos (SP)

Vidas importam
Para você que não sabe – ou não quer saber –, o Brasil é o País com a maior população negra do mundo, depois da Nigéria, com 116 milhões de pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, segundo dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatísticas). Somos ao mesmo tempo uma das nações que parecem mais ter dificuldade para analisar e discutir o racismo velado e suas consequências. É assunto escondido, deixado para depois nas casas de leis. Uma hora, porém, não dará mais para o Brasil fingir que a conversa não é consigo. Dos 520 anos desta linda Nação, pelos menos 350 anos foram vividos sob o signo da escravidão, duração longa e sofrida, com direitos a muitas revoltas de escravizados. E sem direito a nenhuma política de reparação. Há quase duas semanas onda de protestos tomou conta dos Estados Unidos após a morte do negro George Floyd. O crime bárbaro por ele cometido? Passou nota de US$ 20 falsa. No Brasil não tem sido diferente este tipo de atitude cruel e nefasta com pardos, negros e pretos.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Demissão
Será desmonte da equipe econômica? A demissão do competente Mansueto de Almeida, responsável pela chave do cofre do Tesouro, fragiliza ainda mais a capacidade da equipe econômica, e leva apreensão ao mercado e aos investidores externos. Até porque, o ministro Paulo Guedes já não está confortável no cargo, fala muito e pouco entrega, pela falta de apoio do presidente. Em meio ao caos da Covid-19, da queda brutal da atividade econômica, e perspectiva de deficit público recorde e histórico, a saída de Mansueto leva a tempestade perfeita.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

País rico?
O Brasil, com a dívida pública em janeiro de 2020 de 77% do PIB (Produto Interno Bruto), age como se fosse país rico e sem nenhum problema. Os três poderes são três oásis, com invejáveis salários, sedes majestosas, inatingíveis com a crise do coronavírus que afeta todas as demais classes. Sustentamos mais de 30 partidos políticos, quando três são suficientes (esquerda, centro e direita) para absorver todas as tendências. São 23 ministérios, quando fora prometido reduzir para 15. São 1.200 pequenos municípios deficitários, que deveriam, para ontem, ser extintos, mas foi adiado para daqui dois anos, tempo que nunca chegará. O correto são eleições gerais de quatro em quatro anos, mas são de dois em dois, gerando despesas de quase R$ 3 bilhões, que poderiam ser direcionados para fins nobres (R$ 2 bilhões para o fundo político e R$ 927 milhões para o fundo partidário) – paralisação do Legislativo por cerca de seis meses ou mais. A forma perdulária com o uso dos recursos públicos chega a ser criminosa. Ao que parece, mesmo diante da crescente dívida pública, a Covid-19 e a crítica situação, nada vai mudar.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES) 

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