Palavra do Leitor

Para que facilitar se dá para complicar?


Vejo grande transformação social acontecendo em várias e diferentes dimensões. Inegavelmente, o momento é de convivência com lente de aumento em todos os lados fazendo aparecer os riscos à nossa volta. A primeira vez que vi através de lente de aumento foi com o meu pai, que tinha uma dessas com bolsa de couro. Lembro que, com a lente, tudo ficava grande, e a sensação era de que os objetos estavam diferentes do que que se via a olho nu.

Era possível detectar detalhes daquele vaso de plantas ou de algum dos meus brinquedos, ou até mesmo do fogão, que sempre foi peça curiosa da qual eu não gostava de me aproximar. Interessante que a sensação era de ser detetive em busca de informações que pudessem ser importantes e que significassem grande descoberta que revelasse melhorias.

Neste momento de Covid-19, a dimensão da lente de contato mudou, mas vejo semelhança no sentido do processo da lente, da investigação e do interesse em melhor utilização das possibilidades e das potenciais melhorias.

Detalhes relacionados às diferenças sociais, aos problemas de relacionamentos familiares, às falhas dentro das organizações os quais já deveriam ter sido cuidados, mas, em razão dos ‘incêndios’ diários, não puderam ser pensados. Aceitação de que tecnologia chegou para ficar e pode ser muito funcional na vida cotidiana. Necessidade de inovação e criatividade; de ser autônomo e assumir as rédeas da própria história, sem ficar responsabilizando outras pessoas pelas próprias escolhas. A flexibilidade! A adaptabilidade!

Assumir erros e corrigi-los, sem ficar estagnado em possíveis explicações e motivos e mais contextos... E a solução?! Facilita! A lente de aumento que quase parece a lente do microscópio que monitora as cotas da Covid-19 veio, implacavelmente, espelhar ajustes que não podem ser ignorados, mas, antes, que precisam ser cuidados com prioridade. Agora é o incêndio! É questão de vida ou morte! Tem que ser feito e pronto! Simples. Para que complicar?!

A lente aumenta e foca nos detalhes, mostrando de perto como melhor funcionam as engrenagens, descomplicando os processos. As necessidades saltam aos olhos e não deixam dúvidas sobre as prioridades. Simples!

Agora é assumir e fazer! Assumir riscos e sair do círculo vicioso tóxico da procrastinação. Risco de dar errado? É possível aperfeiçoar! Risco de sair da zona de conforto? Podemos conhecer novo mais promissor! Risco de perder? Não é possível sempre ganhar!

Complicado? Use a lente de aumento para aproximar a situação e descobrir que é sempre possível encontrar melhor ângulo! Então, para que complicar se você pode simplificar?

Elisa Leão é professora doutora de psicologia da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, psicóloga clínica e palestrante.


PALAVRA DO LEITOR

Violência
A violência que se tem assistido ao redor do mundo me lembra frase do filósofo Platão, onde ele dizia: ‘Os governantes deveriam ser poetas e não políticos’. Creio que ele tenha razão, pois, talvez assim, ao invés de bombas, caíssem do céu versos e flores. Infelizmente, a violência que se propaga no mundo é o resultado da violência que cada um traz dentro de si, sendo alimentada por governantes e líderes que se julgam intérpretes do povo. Não nos esqueçamos de que foi o povo instigado que pediu a crucificação de Jesus!
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Brasilidade
Primeiro o Brasil e, em segundo, o Brasil! Independentemente do fato de a Europa vetar ou não a entrada de turistas brasileiros em suas fronteiras, defendo o fato de que nós, brasileiros, devemos hoje dar prioridade ao turismo interno e, inclusive, parar de comprar importados para tentar salvar o comércio e a indústria de produtos nacionais abalados com a pandemia. O Brasil depende de nós, de nossa consciência e de nossa noção de brasilidade. Vamos batalhar pelos nossos!
Mara Montezuma Assaf
Capital

Cidade do trabalho?
Contraditório a Prefeitura de São Bernardo utilizar o slogan Cidade do Trabalho. Conforme publicado neste Diário (Economia, dia 10), em um ano seis empresas saíram da nossa cidade, deixando de lembrança a queda de empregos e investimentos. E em todos os casos a Prefeitura afirma que irá fazer todos os esforços necessários para não permitir o fechamento das mesmas, porém, elas fecharam. Então, pergunto ao prefeito: quais esforços o senhor fez para manter a Ford, a Panex e a Mangels? E o centro de distribuição da Renner e da P&G? E agora o que está fazendo para não deixar a Kostal ir embora? Isso demonstra falta de diálogo da Prefeitura com os empresários da cidade. Se está fazendo ‘algum esforço’ para mantê-las, lamento informá-lo, mas não está dando certo. Até quando vamos ficar assistindo a empresas de diversos segmentos, umas com mais de 50 anos de atuação na cidade, irem embora e a Prefeitura apenas lamentar?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Fraude
Escrevo para chamar atenção para prática que ocorre no Mercado Livre. Moro em São Bernardo e, pelo menos por aqui, a vitamina C Redoxon tripla ação sumiu das drogarias. Minha família faz uso diário desse produto desde o início do ano, quando surgiram as notícias da pandemia. Até o mês de maio era possível encontrá-la em embalagens com 30 comprimidos efervescentes por preço em torno de R$ 45. Atualmente, nem as drogarias on-line têm o produto. Exceto os vendedores do Mercado Livre. E estão vendendo a mesma quantidade por valores em torno de R$ 120. Acredito que seja novo caso de preço abusivo, como ocorreu com o álcool gel há alguns meses.
Davi Dalben
São Bernardo

R$ 600
Jair Bolsonaro não pode negar, e ainda diz que vai vetar, mais duas parcelas de R$ 600, como insiste o Congresso. Ele só admite duas de R$ 300. Insensível com a pobreza no País, já que os 60 milhões de brasileiros que vêm recebendo esse benefício, desde abril, são pessoas que mal vivem da informalidade. Muito pior teria sido se o Congresso tivesse aceito a sugestão do presidente de somente pagar três parcelas de R$ 200. E como esta pandemia da Covid-19 ainda não chegou ao pico no País, é imperioso que se pague mais duas parcelas de R$ 600, porque a nossa economia não vai se recuperar nos próximos 90 dias.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 

Comentários


Veja Também


Voltar