Setecidades

Sons fortes no céu assustam população


As madrugadas no Grande ABC – assim como em todo o País – não têm sido as mesmas no último mês. Isso porque, barulhos vindos do céu estão chamando atenção, e até mesmo tirando o sono de muitas pessoas que estão escutando o que comparam ao barulho de turbinas de avião. As especulações variam desde a possibilidade de naves espaciais até a explosões de balão, no entanto, especialistas dizem que não há motivos para preocupação, já que são “respostas comuns da atmosfera”.

Astrônomo do Planetário da Sabina Escola Parque, de Santo André, Marcos Pedroso contou à equipe de reportagem que este tipo de barulho no céu é observado desde o século XVIII e já foi relatado em outras ocasiões nos últimos anos, entretanto, desde abril, passou a ser constantemente ouvido em todo o mundo. “Não há nada que diga o que é, de fato, esse barulho. No entanto, pesquisadores acreditam que possam ser explosões gasosas na atmosfera do planeta, sobretudo na camada de ozônio, o que acontece normalmente”, explica.

Segundo o astrônomo, a possibilidade de escutar o fenômeno pode ser consequência da pandemia da Covid-19, já que, com as pessoas em casa e a diminuição de atividades industriais, a poluição também está menor. “Desta forma, é possível que o céu, mais limpo, esteja mais suscetível a emitir estes sons, que sempre existiram, mas agora de maneira que a população possa ouvir”, comentou.

Desempregado, Bruno Bomfim, 32 anos, resume o fenômeno como “bem sinistro”. Morador da Vila Linda, em Santo André, ele conta que, nas madrugadas, costuma ir à laje de sua casa para fumar e garantiu ouvir o barulho todos os dias. “Normalmente, antes da pandemia escutava barulho de turbina, mas logo via algum avião passando. Mas agora é diferente. O som, além de ser muito mais forte, parece estar parado sobre nossa cabeça, e não dá para ver nada”, comenta Bomfim.

Em São Bernardo, no Baeta Neves, o barulho chegou a tirar o sono do engenheiro Valter Giusti, 46. “Escutei por duas vezes, no mesmo horário, por volta das 4h30”, relembrou. Para ele, o fenômeno deixa sensação de medo, sobretudo pelo momento “diferente” em que o mundo passa. “Não dá para saber o que é, mas está estranho”, garantiu Giusti. 

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