Cena Política

Lives em tempos do novo coronavírus


Candidatos da oposição no Grande ABC, os petistas José de Filippi Júnior e Luiz Marinho, ex-prefeitos de Diadema e São Bernardo, respectivamente, têm utilizado do expediente das lives nas redes sociais com aliados para discutir os efeitos do coronavírus, além de outros cenários impactados pela pandemia. Em tempos de quarentena e, consequentemente, interrupção das campanhas de rua, a ferramenta surte efeito para ‘encaminhar’ mensagem ao eleitorado. Nos últimos dias, Filippi se reuniu virtualmente com os deputados federais Alexandre Padilha (ex-ministro da Saúde) e Carlos Zarattini, ambos do PT e cotados a participar de prévia interna na disputa pela prefeitura de São Paulo. Marinho, por sua vez, usou o perfil para conversar com Arthur Chioro, também ex-ministro da Saúde e titular da pasta durante sua gestão, bem como César Callegari, ex-titular da Educação na Capital. Ontem, ele debateu com Ana Bock, professora da USP e ex-postulante a vice na sua chapa ao governo do Estado em 2018.

BASTIDORES

Questão salarial
O vice-governador Rodrigo Garcia (DEM, foto) comentou ontem, durante pronunciamento diário sobre a evolução da Covid-19 no Estado, sobre a possibilidade de o Palácio dos Bandeirantes aplicar a redução salarial de servidores públicos estaduais. Ao lado do governador João Doria (PSDB), o democrata negou que haverá essa medida por parte do governo paulista, mas que essa iniciativa pode ser aprovada em nível federal. “A atitude legal que o governo (do Estado) pode tomar, que é o não aumento de salários e o congelamento de bonificação, foi tomada. Qualquer decisão de redução salarial de servidores, pela Constituição Federal, por conta de (princípio da) irredutibilidade dos vencimentos, tem de ser proposta através de uma legislação federal, que pode ser idealizada pelo governo federal. O que cabe ao Estado foi feito, que é basicamente o congelamento dos salários.”

Carreata
Em continuidade a manifestações realizadas em São Bernardo, Diadema e Mauá, uma carreata foi marcada para amanhã, às 14h, em Santo André. A concentração irá iniciar no chamado Largo da Cata Preta, no Jardim Santo André, próximo à Vila Luzita. “Todos em seus automóveis, utilizem máscaras e álcool gel. Se você faz parte do grupo de risco, fique em casa”, diz comunicado, que trata da iniciativa sob o enunciado ‘Santo André quer Trabalhar’, campanha, geralmente, aderida por bolsonaristas. Aliás, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a contratar empresa para campanha com slogan ‘O Brasil não Pode Parar’, pelo fim do isolamento social e reabertura do comércio. 

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