Márcio Bernardes

Atitude


Carlitos Tevez deu uma declaração inesperada e ganhou a simpatia de muita gente. O argentino garantiu que jogador de futebol pode ficar seis meses e até um ano sem receber salários. Ainda assim consegue sobreviver com sua família. E aproveitou para se oferecer para participar de eventos sociais e filantrópicos no bairro La Boca.

Minoria
O ex corintiano foi simpático, mas quis se referir a uma pequena minoria na qual está incluído. Milhares de jogadores, até de times médios, ao redor do mundo, ganham o suficiente para a sobrevivência. Sobra pouco. Verdade que eles têm uma vida confortável, mas ficar sem salários seria uma tragédia. Agora mesmo, no interior de São Paulo, jogadores vivem dilemas e incertezas muito cruéis.

Boa atitude
A CBF antecipou R$ 900 mil no total das taxas de arbitragem dos campeonatos patrocinados por ela. Muitos árbitros vivem de seus cachês e a profissão não é regulamentada. A decisão da entidade é humana e merece elogios. Discussões e soluções para a sobrevivência dos clubes também estão sendo estabelecidas. Se a pandemia continuar mais dois meses vários clubes vão quebrar.

Teleconferência
Desde sempre as reuniões de dirigentes de clubes aconteciam aqui em São Paulo, especialmente na sede da Federação Paulista de Futebol. Imagina como é penoso e cansativo viajar 300, 400 quilômetros e depois voltar para casa no mesmo dia. Com a tecnologia e os exemplos de agora, essas reuniões serão realizadas a distância e com a mesma produtividade. Além de tudo, economia e menos cansaço.

Realidade
Tenho insistido que o coronavírus vai deixar muitos exemplos para a humanidade. Uma coisa que está muito clara é o dinheiro envolvido nas competições. Não é possível continuar com os números praticados até hoje. Desde direitos de transmissão, preços dos ingressos, salários dos atletas e treinadores, prêmios e tudo o mais. Todo mundo vai ter de se enquadrar.

Justiça seja feita
Já comentamos aqui sobre doações de atletas e artistas para o combate do coronavírus. Neymar deve ser incluído nessa lista. Ele doou R$ 5 milhões e o assunto foi pouco comentado. Mas merece ser citado e elogiado. Milionário deve olhar com mais atenção e respeito para os menos favorecidos. As injustiças sociais são gritantes.

Volta do futebol
Especialistas falam que nesta semana e na próxima viveremos o pico da contaminação. Outros afirmam que o mapa de mortos não está subindo como se esperava graças a quarentena. Com otimismo e esperança cartolas têm se falado e já projetam a volta do futebol, sem público nos estádios, em junho.  

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