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Federação, sugiro: entregue as taças!


Cara Federação Paulista de Futebol, eu, Dérek Bittencourt, tenho uma sugestão: determine o fim imediato da edição 2020 das três divisões do Estadual. Obviamente que a decisão não agradaria a todos, mas o Grande ABC – em sua maioria – estaria em festa. Na Série A-1, o Santo André seria campeão; na A-2, o título ficaria com o São Bernardo FC que, consequentemente, conquistaria o acesso de volta à elite, acompanhado pelo Taubaté; e na A-3, o EC São Bernardo, que ocupa a vice-liderança, estaria automaticamente promovido ao patamar acima, juntamente do Noroeste. Será que é pedir ou sonhar demais? Nada mais justo, acredito. Não colocaria em risco a saúde de mais ninguém, não haveria prejuízo financeiro de renovar contratos por mais algum tempo – o que afeta times com calendário reduzido – ou problema técnico de ter de formar um novo time quando os campeonatos forem retomados. E vai saber quando isso realmente vai acontecer. Pode ser daqui a duas semanas, pode ser em seis meses! Tudo depende dos próximos capítulos envolvendo a pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Claro que esta é uma decisão que não pode ser tomada no calor do momento, de sopetão. Envolve muita coisa, afinal, inclusive rebaixamento. Na saída da reunião da Série A-1, o presidente Sidney Riquetto, do Ramalhão, afirmou que, apesar de beneficiado, não achava “justo” findar o campeonato hoje e interromper a luta de quem ainda tenta escapar da degola – se terminasse hoje, cairiam Botafogo e Ponte Preta. E isso se estende às outras duas séries também, e estariam rebaixados Penapolense, Votuporanguense, Marília e Paulista. Portanto, os dois lados devem ser considerados. Mas há dirigentes de clubes que pensam como eu e sugeriram lá dentro da sede da entidade que gere o futebol paulista o fim do Estadual. Sinceramente, não acredito que chegaram a considerar essa possibilidade. Mas, se este problema perdurar por muito tempo, vejo, sim, como alternativa a entrar em pauta.

PREJUÍZOS
Saúde deve ser considerada prioridade sempre, haja o que houver. E o Covid-19 vem causando transtornos mundialmente, muito além do âmbito esportivo. Mas puxo um pouco a sardinha para este lado dos esportes. A maioria – para não dizer todos – dos eventos foi cancelada em todos os continentes, em prejuízos estratosféricos. Por exemplo, estudo divulgado pelo US Today, realizado pelo economista Scott Kaplan, aponta que o cancelamento da temporada 2019/2020 da NBA (Liga Norte-Americana de Basquete) pode gerar impressionantes US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões) em perdas para a economia dos Estados Unidos. No Campeonato Espanhol de futebol, estima-se que o prejuízo em não encerrar a temporada tem chance de alcançar 678 milhões de euros (R$ 3,805 bilhões) em prejuízo com televisão e devolução de ingressos vendidos. Os cancelamentos dos Grandes Prêmios da Austrália e da China da Fórmula 1, além do adiamento no Bahrein e Vietnã, também acarretam custos de milhões de dólares. E a pandemia também causou efeitos sobre competições de tênis, surfe, skate, vôlei e muitos outros. Consequentemente, existe um deficit nos entretenimentos oferecidos a quem está de “castigo” em casa, seja no Brasil ou qualquer outro país. Serviços de streaming e empresas de televisão a cabo têm muito a ganhar nesta fase e já vêm agindo para proporcionar distrações para o povo.

EXEMPLO A SER SEGUIDO
A Giuliana Flores recentemente se tornou mais uma parceira do Santo André, expondo a marca de uma das maiores floriculturas on-line do Brasil na camisa para a temporada 2020. A partir de 2018, a marca ingressou no futebol e passou a estar presente no uniforme do São Caetano, time da cidade onde fica a sede da empresa. E, de acordo com o fundador, Clóvis Souza, os empresários das sete cidades da região deveriam seguir o exemplo. “A gente, como empresa do Grande ABC, tem de fazer isso, apoiar nosso futebol”, destacou ele, que pegou gosto por ser parceiro no esporte e não descarta que os times vizinhos possam vir a se associar à loja. “Tenho carinho pelos times do Grande ABC. (Todos) Podem vir bater na minha porta. É um trabalho de mão dupla, bom para ambas as partes”, declarou Clóvis, que se considera pé-quente, afinal, em 2019 foi campeão da Copa Paulista com o Azulão e atualmente lidera o Paulistão com o Santo André. “Já pensou que bacana? Se ganhar essa fama vai ficar bom para mim”, divertiu-se ele.

A Giuliana Flores também estampa a camisa do time feminino do São Paulo FC desde o ano passado. “Achamos que fazia todo sentido a gente apoiar a mulher. E foi muito positivo, teve baita repercussão tanto para o clube quanto para nós”, exaltou Clóvis Souza. Atualmente, 55% dos consumidores cadastrados no site são mulheres e 45%, homens. Independentemente disso, a intenção da marca é clara com este tipo de ação. “Nosso objetivo é que pense em flor, pense em Giuliana Flores. A marca mais forte, mais na cabeça (do público), vai crescer.” 

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