Política

Pastor ganha ação contra vereador, mas desiste


Cícero Monteiro Cavalcante, conhecido como Pastor Cícero, teve aval da Justiça de Diadema para receber do vereador Companheiro Sérgio (Cidadania), dívida estimada em quase R$ 30 mil, mas desistiu da ação e concordou em levar R$ 2.800, o que representa menos de 10% da quantia inicialmente cobrada.

O débito diz respeito à disputa judicial que se iniciou em 2016. Naquele ano, pastor Cícero entrou na Justiça para obrigar Companheiro Sérgio, que ainda não exercia mandato, a fornecer cópias das chaves da sede de associação do qual eram dirigentes - o pastor era vice do hoje parlamentar.

Na ocasião, a juíza Marisa da Costa Alves Ferreira, da 4ª Vara Cível da cidade, condenou Companheiro Sérgio a permitir o acesso do pastor às dependências da entidade, sob o risco de pena diária no valor de R$ 100 em caso de descumprimento. O hoje vereador, porém, não cumpriu a decisão e o caso se arrastou. No fim do ano passado, quando Companheiro Sérgio já exercia mandato no Legislativo, Cícero voltou a acionar a Justiça para executar os valores da multa. Em outubro, o juiz Rafael Bragagnolo Takejima, determinou que a Câmara diademense descontasse parte do salário de Companheiro Sérgio como forma de garantir a quitação do débito.

O caso foi revelado pelo site ABCD Jornal na manhã desta sexta-feira. Curiosamente, à tarde, Cícero protocolou nos tribunais onde a ação tramita pedido para extinção do processo alegando que havia entrado em acordo com o parlamentar. Ainda ontem, o mesmo magistrado que concedeu a execução da dívida deferiu o arquivamento da ação e comunicou a Câmara para que cesse os descontos no subsídio do parlamentar - receber R$ 10,1 mil por mês.

Ao Diário, Companheiro Sérgio minimizou o caso e afirmou que não chegou a ter parte da remuneração suprimida. “Foi feito um acordo e ele (Cícero) retirou a ação. Vou pagar apenas parte dos honorários advocatícios. Ele entendeu que o processo teve motivação banal. Ele era meu vice na associação e queria as chaves do lugar para realizar atividades particulares, o que não é permitido. Eu apenas cumpri o estatuto (da entidade)”, justificou o vereador.

Cícero não foi localizado para comentar o assunto. 

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