Economia

Juros terminam a semana em baixa, em meio às expectativas com Selic em fevereiro


Os juros futuros encerraram em queda a sessão desta sexta-feira, 17, depois de uma semana em que o mercado voltou a precificar com maior intensidade um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em fevereiro. Com o noticiário econômico fraco hoje, o mercado fez um ajuste para baixo, motivado ainda por uma melhora de humor do investidor com ativos brasileiros. Há de se pontuar ainda que a liquidez foi bastante limitada, o que favorece movimentos de desmonte de posições.

O contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular e a estendida com taxa de 4,420%, de 4,450% ontem. Foram negociados 458,8 mil contratos, abaixo dos 638 mil de ontem. O janeiro 2023 recuou de 5,690% para 5,670% (regular) e 5,640% (estendida). O janeiro 2025 passou de 6,430% para 6,380% (regular) e 6,360% (estendida). E o janeiro 2027 caiu de 6,820% para 6,750% (regular, na mínima) e 6,730% (estendida).

Depois de os indicadores da indústria, do comércio e dos serviços de novembro esfriarem as expectativas do ritmo de expansão do Brasil, o mercado de juros ampliou as apostas de que a Selic vai cair a 4,25% na reunião de fevereiro. Cálculos da Quantitas Asset Management apontam que a precificação estava em 62% para redução hoje. Na sexta-feira passada, era 51%.

Esta também é a mediana e a maioria das estimativas coletadas pela pesquisa do Projeções Broadcast. Das 40 casas consultadas, 24 aguardam corte de 0,25 ponto porcentual, enquanto outros 16 esperam manutenção. Depois, em março, 6 apostam em nova redução de igual intensidade, para 4,00%. A minoria das instituições (8) estima o início de um ciclo de aperto monetário ainda este ano. De forma geral, para o fim de 2020, as projeções vão de 4,00% a 5,50%. As expectativas para o fim de 2021, por sua vez, vão de 4,50% a 7,25%.

Nesta tarde, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu em evento em Miami que o estágio atual recomenda cautela na política monetária e que os próximos passos dependerão da atividade econômica e dos riscos. Ele também voltou a dizer que as condições atuais prescrevem "política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural".

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