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Perspectivas para 2020


Uma das maiores preocupações atualmente é sobre o que vai acontecer, em 2020, com a atividade econômica no Brasil. Segundo avaliação do economista, consultor empresarial e ex-economista chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Roberto Luís Troster, o quadro econômico está melhorando acima do que foi projetado pela maioria dos analistas há alguns meses. “É razoável estimarmos um crescimento econômico da ordem de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) ainda em 2019. Temos vários fatores mostrando sinais de retomada, como a maior criação de empregos em mais cinco anos e as concessões de crédito subindo em relação a 2018”, diz ele, acreditando que, no ano que vem, poderemos experimentar crescimento acima de 2%, que deverá perdurar por, pelo menos, até o fim do ano, se mantido o viés consistente de queda da taxa básica de juros, bem como o baixo nível de inflação.

Contudo, o especialista faz uma ressalva pertinente. “Há de se considerar que falar em um crescimento na ordem de 2% a 3% é, quantitativamente, um valor significativo e muito bom, principalmente se levarmos em conta a grave crise que enfrentamos nos últimos anos. Por outro lado, se nos atermos à análise dos aspectos qualitativos, é evidente que apenas alguns poucos setores da economia estão crescendo a olhos vistos, enquanto que os demais estão literalmente andando para trás”, pondera ele, ao concluir que, em permanecendo os altos índices de inadimplência e de desemprego, num contexto em que muitas empresas estão passando por sérias dificuldades e não conseguem expandir seus negócios, então, esse crescimento econômico pode ser considerado muito aquém daquilo que o País efetivamente precisa para deixar de patinar.

A força dos jornais de bairro

Vivemos um momento em que a predominância do ambiente virtual e sua influência em nossas vidas é algo muito grande, quase imensurável, principalmente com o advento do marketing digital, da comunicação on-line e das mídias sociais. Atualmente, cerca de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo já estão conectadas ao mundo virtual graças à internet, que permitiu o acesso massificado a dados e informações em tempo real, inclusive para facilitar as conexões e interações entre pessoas, grupos e organizações que compartilham os mesmos interesses e valores, ou não.

Segundo o presidente do Sindicato das Editoras dos Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo e diretor do Jornal da Zona Leste, Antônio Carlos Cimino, embora os jornais de bairro tenham acompanhado essa evolução, inserindo-se também no meio virtual, o noticiário impresso em papel é o que ainda predomina na preferência dos leitores. “Pouca gente sabe, mas só na Capital paulista veiculamos mais de 2 milhões de exemplares por semana, atingindo cerca de 10 milhões de leitores, o que nos qualifica como a segunda maior imprensa desse segmento no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos”, diz ele.

Cimino afirma que essa preferência não se resume apenas pela comodidade aos leitores, que recebem o tradicional veículo físico de graça na porta de suas residências, mas, também, pelo diferencial do seu conteúdo. “As notícias dos jornais de bairro tratam de fatos, pessoas e assuntos que impactam diretamente os leitores em seus ambientes diários de convívio”, diz ele. “Além disso, como o jornal de bairro impresso acaba passando de mão em mão, as notícias permanecem vivas por muito mais tempo, ao contrário daquelas veiculadas pela grande mídia que, por serem globais, chegam a ficar obsoletas de um dia para o outro, ou, pior ainda, no caso das mídias digitais, que se desatualizam em questão de horas”, conclui o jornalista. 

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