Política

Frente inclui R$ 50 milhões em emendas para hospitais


A Frente Parlamentar do Grande ABC, composta por seis deputados estaduais e encabeçada por Thiago Auricchio (PL), formalizou três emendas modificativas, no valor total de R$ 50 milhões, ao projeto de lei que trata do orçamento geral de 2020, em tramitação na Assembleia Legislativa. As propostas solicitam a reserva financeira na peça para investimentos nos hospitais Mário Covas, em Santo André, e Serraria, em Diadema, ambos custeados pelo Estado, além da unidade de Clínicas Doutor Radamés Nardini, pertencente ao município de Mauá. O texto geral será apreciado até o fim do mês na casa.

As medidas, segundo encaminhamento do grupo, têm como objetivo atender demanda por melhoria dos serviços públicos de saúde, um dos principais pleitos da região. “A frente quer contribuir com a vida do morador do Grande ABC que utiliza diariamente essas unidades de saúde. Sabemos da importância desses hospitais e da necessidade de melhorias. Estamos levando ao Estado esse pleito para que a população possa receber um melhor atendimento. Fica a nossa expectativa pela aprovação da emenda”, pontuou Thiago. Não teve sinalização, por enquanto, se haverá acordo no plenário.

Os três equipamentos de saúde contabilizam aproximadamente 495 leitos e atendem moradores da região, além de cidades situadas na Grande São Paulo e Capital. Nos documentos protocolados pelo grupo, há requerimento de repasse de R$ 20 milhões para o Hospital Mário Covas, R$ 15 milhões ao Serraria e outros R$ 15 milhões para aporte no Nardini – a unidade de Mauá recebe transferência mensal de R$ 1 milhão do governo de São Paulo, via convênio, para auxiliar nas despesas, verba considerada aquém da necessidade do espaço. Durante a campanha eleitoral, João Doria (PSDB), hoje chefe do Palácio dos Bandeirantes, se comprometeu com agenda de dar prosseguimento a pedido de estadualização do Nardini.

Por outro lado, em visita a São Bernardo no primeiro semestre deste ano, o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, descartou, pelo menos a curto prazo, dar passos para encaminhar a estadualização do hospital. Na ocasião, o integrante do alto escalão da gestão tucana indicou que não há condições orçamentárias para viabilizar o procedimento. Atualmente, o custo para a manutenção do equipamento é de R$ 9 milhões.

“Além de melhorias na infraestrutura, o Mário Covas, por exemplo, vai retomar o serviço de radioterapia. Já o Nardini apresenta problema de recursos financeiros. Sabemos que a estadualização da unidade é difícil, mas precisamos de alguma forma aumentar a participação do Estado nos equipamentos”, sustentou Thiago, que tem domicílio eleitoral em São Caetano.  

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