Palavra do Leitor

Entendendo a paralisia cerebral


 Artigo

O Dezembro Verde chama a atenção para a questão da paralisia cerebral, que é, por definição, lesão no cérebro em desenvolvimento a qual pode ter acontecido ainda no ventre materno, no nascimento ou após, até os 2 anos de vida. Essa condição pode levar a alterações do movimento, da postura, do equilíbrio, da coordenação e do tônus muscular. As desordens motoras são geralmente acompanhadas por alterações na cognição, comunicação, comportamento, epilepsia e problemas musculares e ósseos.

O acompanhamento de equipe multidisciplinar com neurologista, pediatra, oftalmologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, educador físico, nutricionista, além do ortopedista, é essencial para a melhor qualidade de vida da criança com paralisia cerebral.

A medicina avança e com ela os tratamentos que possibilitam mais bem-estar e qualidade de vida. Hoje temos terapias alternativas para o tratamento da espasticidade – aumento involuntário da contração muscular –, que compromete o movimento ao enrijecer qualquer músculo do corpo humano. Uma delas é a infiltração com a toxina botulínica, indicada para crianças pequenas ou casos mais leves de rigidez. O procedimento também permite perceber quais serão os efeitos da cirurgia, caso seja necessária. A toxina desativa a musculatura temporariamente. É como se tivéssemos feito a cirurgia sem fazer.

As cirurgias ortopédicas também contribuem positivamente, principalmente quando realizadas para a melhora da contratura dos membros inferiores. O procedimento tem por finalidade promover benefícios funcionais e será colaborativo no sentido de diminuir os comprometimentos da espasticidade. Intervenções cirúrgicas devem ser realizadas quando se esgotam as possibilidades de tratamento menos invasivo aos pacientes. Na paralisia cerebral, nosso objetivo é melhorar a capacidade de a criança deambular (modo de caminhar) ou trazer mais conforto, tanto para a criança quanto para o cuidador.

Crianças tetraplégicas com musculatura rígida são as que apresentam maior risco de luxação. A dor no quadril ocorre principalmente nos momentos de movimentação. Essa questão é fator de grande preocupação, que merece atenção precoce e contínua nas crianças com paralisia cerebral.

Olhar com reverência e entender a condição dessas pessoas é o primeiro passo para sociedade mais inclusiva e respeitosa. Não podemos nos esquecer de que a criança com paralisia também compreende o mundo e tem sentimentos. Por esse motivo, movimentos como o Dezembro Verde são bem-vindos e extremamente necessários.

David Nordon é médico ortopedista pediátrico – preceptor de ortopedia pediátrica da PUC-SP, Hospital do Pari e do Sapopemba.

Palavra do Leitor

Mobilidade
Conforme reportagem neste Diário, a cidade de Mauá mais uma vez foi citada, como nos últimos anos. Com o crescimento populacional e a expansão no comércio, nenhum governo consegue resolver os problemas do transporte público (Setecidades, dia 26). Sempre tem algo estranho nas licitações e contratos. A Câmara tenta investigar e é barrada pelo Judiciário. Fica claro que se trata de monopólio sujo que joga pelo ralo milhões por ano e oferece serviços de péssima qualidade. Até quando a população ficará em segundo plano? Os cidadãos de Mauá merecem mais respeito!
Eduardo de Amorim
Mauá

Falta de energia
Não existe outra alternativa a não ser reclamar por este Diário, de grande circulação. Há descaso das autoridades da Prefeitura de São Caetano em relação ao péssimo serviço prestado pela concessionária de eletricidade Enel. Não há chuva, por menor que seja, que não produza apagão que perdura por horas, afetando, principalmente, os idosos que moram em prédios, mormente os que residem no bairro Vila Santa Paula. A falta de energia a cada chuva vem aumentando com frequência, reduzindo o tempo, cada vez mais, entre as ocorrências. Percebe-se o descaso dessa empresa e das autoridades municipais, dispostas a cobrar os valores exorbitantes com precisão, porém, sem a respectiva reciprocidade. Quanto aos investimentos necessários à manutenção das redes e à criação de novas estações, isso em uma rede, em sua maioria, caduca. É preciso movimento da Prefeitura e do prefeito junto aos órgãos responsáveis para que se tome providências em relação a essa empresa e seus péssimos serviços.
Fausto da Silva Baptista
São Caetano

Lula
O tempo passa, mas algumas coisas não mudam. Hoje temos Lula convidando a população para parar o Brasil e derrubar governo que começou agora. Nos tempos das greves, Lula levava seus ‘soldados’ para a porta das fábricas, onde tinha muita gente com sérios problemas em suas vidas pessoais, a exemplo de doenças na família, dívidas, prestações de casas, escola dos filhos e colocar o emprego em risco naquele momento era mais um pesadelo na vida dessas pessoas. Mas o pessoal do sindicato, que queria aparecer de qualquer forma, para ficar famoso e criar partido político, não estava nem aí com a situação dos outros. Quantas pessoas, assim como eu, em período de experiência no novo emprego, foram surpreendidas por greve que automaticamente representava a reprovação no período de experiência? Lula e sua gente não estavam nem aí. A exemplo do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), que fecha estradas sem se preocupar se dentro dos carros tem idosos, doentes, crianças, se pessoas vão perder produtos perecíveis frutos de seu trabalho pessoal. Lula hoje convoca a população para ‘colocar fogo’ no País sem perguntar para milhões de crianças, idosos, doentes e outros se é esse o caminho que essas pessoas querem tomar.
Donizete A. Souza
Ribeirão Pires

Tiririca
Os que elegeram Tiririca, que na propaganda política chamava quem votou nele de abestado, foram mesmo. Disse que iria desistir da vida pública, mas descobriu enorme filão, o de levar vantagem e grana ‘na boa’, sem fazer força. Mais um honesto que zomba dos eleitores, envolvido em uso de verbas públicas em viagens de turismo. E ainda tem gente que diz que o Brasil tem futuro e que políticos são fundamentais para a democracia. Falta vergonha na cara e há desrespeito pelos mais necessitados!
Marieta Barugo
Capital

STF e Flávio
O STF (Supremo Tribunal Federal) liberou o uso de dados e derruba liminar que protegia o senador Flávio Bolsonaro. O povo brasileiro elegeu o presidente Jair Bolsonaro, com a sua proposta de se fazer justiça com todos. O povo quer e exige, não se importando quem seja o errado. Errou tem que pagar pelo erro. Flávio é acusado de praticar a ‘rachadinha’. Apura se tem culpa. Se tiver, que pague pelo erro. Se não for culpado, absolva-o. Porém, com justiça, devemos fazer o mesmo com todos os demais da Assembleia Legislativa carioca e de todos os demais Estados, a maioria absoluta de todas as câmaras municipais e principalmente no Senado e na Câmara Federal. Se apurarem somente o procedimento de Flávio, será grande injustiça. Todos têm que estar na mesma mira.
Benone Augusto de Paiva
Capital
 

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