Palavra do Leitor

Manutenção prescritiva na indústria


Desde que o mundo passou por sua primeira revolução industrial, os processos industriais não pararam de evoluir e as máquinas ocuparam seus lugares nas fábricas. Com isso, nova demanda surgiu: a manutenção. Pode-se dizer que o homem desde os tempos das cavernas já desenvolve meios de correção para seus utensílios diários, mas foi a partir de 1914, com a Primeira Guerra Mundial, que as técnicas de manutenção se tornaram mais aprimoradas.
Conceitualmente, pode-se classificar em quatro os tipos de manutenção praticadas nos dias de hoje.

Manutenção reativa ou corretiva: conhecida como run to failure – funcionando até a falha –, é aquela em que nenhuma análise é feita e a manutenção só acontece após a falha do equipamento;

Manutenção preventiva: quando o sistema operacional é interrompido de tempos em tempos para corrigir o que for (ou não) necessário e trocar peças que têm validade predeterminada pelo fabricante, independentemente se a máquina apresenta falhas ou não;

Manutenção preditiva: monitoramento das condições de funcionamento. Rotas de verificações frequentes são traçadas para se saber o real estado momentâneo do equipamento e, a partir dos resultados, são tomadas decisões de reparo ou continuidade;

Manutenção prescritiva: nessa abordagem a medição e a análise ocorrem remotamente e em tempo real, não havendo a necessidade de o técnico ir até o local onde está o equipamento apenas para avaliá-lo. Também não é preciso consultar os dados ou o histórico daquela máquina, já que o próprio sistema terá inteligência artificial tomadora de decisões.

De acordo com a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), até 2016, 63% das empresas utilizavam novas tecnologias digitais, e apenas 48% pretendiam adotar as inovações tecnológicas. A partir de 2018 houve aumento significativo do interesse das empresas pela chamada indústria 4.0 – e o número passou para 73%. Ou seja, hoje, pelo menos sete em cada dez indústrias pretendem ou utilizam tecnologias digitais em seu dia a dia – o que mostra avanço e maior preocupação dos setores industrial e empresarial.

Ao imaginar esse sistema totalmente integrado, com dados na nuvem, tomada de decisão automatizada, sensores que deixam fluxo de trabalho mais rápido e equipamentos de teste e medição funcionando com maior facilidade, é possível vislumbrar o futuro do setor industrial. Processo passa a ser mais inteligente e simples, atingindo a melhor funcionalidade das máquinas. Está na hora de as empresas atentarem-se a este cenário para não correr risco de serem deixadas para trás. A manutenção prescritiva é de fato o futuro da manutenção.

Carlos Rubim é gerente de produto da companhia Fluke do Brasil.

PALAVRA DO LEITOR

Antienchente
É inquietante saber que, enquanto o Consórcio discute o Piscinão Jaboticabal – que só beneficiará São Bernardo e São Caetano –, corre no gabinete do prefeito de Santo André projeto sugestivo de prevenção de enchentes na região da nossa estação, que há décadas dá prejuízo à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), à EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e à própria cidade, atravancando o ir e vir de centenas de trabalhadores. O prefeito convidou o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) para sentar à mesa com as partes e traçar solução, que não o desassoreamento do Rio Tamanduateí, atolado de entulho. A CPTM poderia ceder parte da calçada para alongar a baia de embarque e desembarque e, consequentemente, a Prefeitura faria fosso paralelo à guia da Rua Itambé, com 1,5 centímetro de profundidade, ligando o canal largo sob o viaduto. Mataria dois coelhos com uma só cajadada. Mas o prefeito, desde agosto, não responde nem diz aceitar a ideia. Que cidade moro?
Orlando Ferreira da Silva
Santo André

Qual a diferença?
A diferença entre Augusto Pinochet, ditador do Chile, e Fidel Castro, de Cuba, é que o primeiro levou o Chile ao status de país mais desenvolvido da América Latina no período de 17 anos. Já Fidel Castro enterrou Cuba em mais de meio século, permanecendo até hoje na miséria, e tem ainda contra si o crime de genocídio cruel com dezenas de milhares de fuzilamentos em parceria com o seu cúmplice Che Guevara, ambos mestres em ensinar a mortandade ao seu colega chileno, que não aprendeu a aula recebida, matando quantidade infinitamente menor. Grande parte dos nossos políticos e parte da mídia suja, omissa e corrupta precisam saber disso e terem coragem de falar a verdade, sem demagogia.
Benone Augusto de Paiva
Capital

Mamografia
Não deixa de ser merecedora de elogios a ação dessa carreta que faz exames de mamografia em mulheres para detectar a possibilidade de câncer de mama (Setecidades, dia 19). Todavia, esse posto móvel também tem servido para causar irritação em inúmeras pacientes que desejariam passar pelos exames. Quando esteve em Diadema, na Praça Lauro Michels, minha filha primogênita, que trabalha em Perus, Zona Noroeste de São Paulo, acordou cedo e passou lá às 6h, na esperança de ser atendida. Ledo engano. Quando chegou deparou com longa fila e recebeu informação de que a distribuição de senhas já tinha acabado. Foi informada por uma mulher que tinha chegado às 3h. Creio que isso é injustiça para a mulher fazer todo esse sacrifício para obter atendimento médico. E as unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) servem para quê? Realmente o serviço da saúde pública brasileira está uma lástima. Esse é um dos motivos pelos quais o câncer é uma das cinco doenças que mais matam no Brasil. Cerca de 200 mil brasileiros são vítimas desse mal por ano, segundo o Ministério da Saúde. 
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Trabalhista
Este Diário informa a diminuição de ações trabalhistas ajuizadas na região e, por extensão, no País (Economia, dia 21). A notícia é boa, mas poderia ser melhor. Uma das justificativas na reportagem é o fato da ‘tímida’ (grifo meu) e recente reforma que prevê por parte do reclamante o pagamento das custas em decorrência da improcedência do pedido, como também alguma restrição sobre a justiça gratuita. Diz também que o baixo número de demissões diminuiu as demandas, concluindo que, senão todos, quase todos colaboradores buscam a Justiça do Trabalho após a demissão, fenômeno, acredito, só existente no Brasil. Isso demonstra prova insofismável da vetusta e complicada legislação trabalhista, impondo ao empregador total insegurança jurídica, não permitindo que se saiba, por exemplo, quanto custa o empregado no fim do mês, inviabilizando muitos negócios. Por outro lado, a burocracia cartorial estatal prospera. Os Estados Unidos registram média de 70 mil processos trabalhistas por ano. No Japão são 2.500. No Brasil atingimos a invejável e insuperável marca de 3 milhões de processos ao ano. Por acaso nossos empresários são piores que os norte-americanos? A quem interessa essa realidade institucional?
Adauto Campanella
São Caetano 

Comentários


Veja Também


Manutenção prescritiva na indústria

Desde que o mundo passou por sua primeira revolução industrial, os processos industriais não pararam de evoluir e as máquinas ocuparam seus lugares nas fábricas. Com isso, nova demanda surgiu: a manutenção. Pode-se dizer que o homem desde os tempos das cavernas já desenvolve meios de correção par...

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:
Voltar