Esportes

Milésimo gol de Pelé completa 50 anos; 1º foi em Santo André


Eram 34 minutos do segundo tempo do amistoso entre Corinthians FC, de Santo André, e Santos, dia 7 de setembro de 1956, no Estádio Américo Guazelli, na Vila Alzira, quando garoto franzino, de 15 anos, arrancou com a bola do meio de campo, driblou três adversários e tocou na saída do goleiro Zaluar. Seria apenas mais um tento, o sexto, nos 7 a 1 aplicados pelo Peixe no time quase amador da região, não fosse o protagonista do lance aquele que mais tarde seria reconhecido como o maior jogador de todos os tempos. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, iniciava ali contagem que só iria parar dia 24 de agosto de 1977, quando o Rei do Futebol anotou o último dos seus 1.283 tentos. Entre eles, o emblemático gol 1.000, sobre o Vasco, no Maracanã, que hoje completa 50 anos.

O registro oficial desse histórico primeiro gol de Pelé estava perdido. Pelo menos era o que se imaginava. Na verdade, o documento estava guardado na casa do falecido Nelson Sacilotto, ex-diretor do departamento de Educação, Cultura e Esportes de Santo André. Foi revelado na última semana pelo seu filho, Milton Sacilotto, e trouxe inconsistência que quase ninguém conhecia. O gol de Pelé, que era conhecido como Gasolina, na verdade foi registrado para Raimundinho. Só depois, quando o Rei do Futebol ganhou prestígio, que o erro foi reparado, como consta no documento, que a partir de dezembro estará exposto no Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa.

“Meu pai era advogado, procurador, professor de história e gostava de documentar tudo. Justamente por ser fanático por futebol, ele guardou com ele (o documento)”, explicou Milton, que demorou para disponibilizar a súmula ao público porque fazia parte da herança do pai, morto em 1996. “Tive de convencer meu irmão. Está tudo do jeito que ele deixou, inclusive com a moldura original”, acrescentou o médico, 65 anos.

Além da súmula, foi disponibilizada também foto rara das equipes perfiladas antes do início da partida no estádio da Vila Alzira, na qual é possível observar Pelé. Como não se tratava de amistoso oficial e homologado pela FPF (Federação Paulista de Futebol), a súmula foi registrada de forma amadora, mas no verso de papel timbrado do Corinthians de Santo André. Mesmo assim, a FPF tem o registro do feito e informa que ele aconteceu às 16h34 daquele 7 de setembro de 1956. Apesar de o documento estar em posse de Nelson Sacilotto, é possível que tenha sido preenchido por Nelson Cerchiari, antigo esportista andreense, que sempre foi considerado o mesário daquela partida.

O campo no qual Pelé marcou seu primeiro gol ainda existe, mas passou por transformações ao longo dos anos e parte dele sedia parque aquático do Corinthians de Santo André, um dos clubes mais antigos da região, fundado em 1912. A trave na qual Pelé iniciou a contagem milenar não existe mais e o local onde ela ficava posicionada hoje é um portão.

GOL 1.000
Exatamente hoje se completam 50 anos de um dos momentos mais importantes da história de Pelé, 79 anos. Foi em um 19 de novembro de 1969 que o astro converteu pênalti pelo Santos, contra o Vasco, do goleiro Andrada, em pleno Estádio do Maracanã, o segundo da vitória dos paulistas por 2 a 1, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa – atual Brasileirão.

Assim que atingiu a marca, Pelé aproveitou a visibilidade do lance, beijou a bola e discurso: “Pelo amor de Deus, minha gente! Agora que todos estão ouvindo, faço um apelo especial a todos: ajudem as crianças pobres, ajudem os desamparados. É o único apelo nesta hora muito especial para mim”, disse Pelé, emocionado. 

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