Palavra do Leitor

Centro? Um sonho possível


Quando andamos pelo Centro de Santo André durante o dia vemos lugar vibrante, cheio de vida e história. Porém, durante a noite essa vibração dá lugar ao medo e à solidão. Acredito que a situação se repete em vários municípios brasileiros de grande porte.

Rediscutir o papel do Centro é fundamental para o futuro de qualquer cidade. Não podemos conceber espaços urbanos onde desocupação seja a principal característica e isole a população do convívio social harmonioso. 

Em Santo André, o caminho é simples e envolve alguns atores que, vez ou outra, deixam oportunidades escapar por mero capricho pessoal ou interesse corporativo. Porém, ainda há como retomar esse processo pelo diálogo. Acredito que tal processo pode, e deve, ser liderado pela Câmara de Vereadores das cidades. A discussão do Centro é transversal. Assim, penso que as comissões temáticas das casas legislativas, que me são muito caras, podem, em conjunto, liderar a construção de plano alternativo para retomada do Centro. 

O primeiro passo para esse diálogo interdisciplinar e intersetorial é reunir especialistas, o Poder Executivo e a sociedade civil para se debruçarem sobre o seguinte desafio: como tornar o Centro vibrante, atrativo e harmonioso de forma sustentável?

O segundo passo é mais representativo e coroaria esse processo de construção que, sem dúvida, será histórico. Plano dessa magnitude necessita de legislação que o fortaleça e faça valer a vontade popular representada no núcleo inicial. Contudo, é prerrogativa legal do Poder Executivo enviar ao Legislativo qualquer mudança legal, ou plano, que gere custo ao Tesouro do município, mas existe um porém. 

Neste caso, a Câmara lideraria processo cujo resultado final seria apresentado ao chefe do Poder Executivo em forma de anteprojeto de lei que normatiza o plano construído coletivamente e que tornaria a prerrogativa legal em mera formalidade jurídica. 

Esse anteprojeto modificaria ou atualizaria leis como o plano diretor, as leis de ocupação e uso do solo e, eventualmente, o código de obras do município. Acredito ser caminho envolvente e bem viável para qualquer cidade preocupada com o futuro.

Nossos centros merecem ser reavivados. Aqui, em Santo André, a restauração do Teatro Carlos Gomes, símbolo cultural da região central da cidade, é passo importante, mas não o único, para a retomada do Centro que, no entendimento deste historiador, deve ser a região mais ativa, democrática, acessível, acolhedora e cultural de qualquer cidade. Tirando a nostalgia, me parece ser sonho possível.

Thiago Rocha é historiador formado pela Universidade Federal de São Paulo e aluno do Renova BR Cidades.

Nas ruas

Infelizmente já estão nas ruas ‘Ali Barba’ e os 40 mil ladrões. 

Breno Reginaldo Silva

Santo André

Obesidade

Altamente louvável a iniciativa da Prefeitura de Santo André de retomar programa que auxilia na ‘briga contra a balança’ (Setecidades, dia 7). Ainda mais porque, segundo a reportagem, há 200 mil pessoas com esse problema só naquela cidade! Se há no município, segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, 676.407 moradores, possível dizer que quase um terço da população andreense – ou um a cada três moradores – está acima do peso ideal. E, o melhor, é que o atendimento será pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O que preocupa é a fila de espera, já admitida pelo prefeito. Seria importante se o quadro de profissionais pudesse ser maior, para que mais pessoas possam ser atendidas. Acredito que haverá grande adesão ao programa, porque é difícil treinar, fazer dieta e persistir. Mas também é difícil estar obesa, doente e insatisfeita com o próprio corpo. Então, temos de escolher quais dificuldades queremos enfrentar. Torço e espero muito que minha cidade, Diadema, com 386 mil habitantes, faça o mesmo. 

Mércia Strillaro

Diadema

Limpeza

Reclamo do serviço público de limpeza de ruas da Praia Grande, no Litoral paulista. Pessoas sem civilidade atiraram há meses lixo doméstico e pequena quantidade de entulho de obra em uma das calçadas da Rua Rodrigues Alves, travessa da Avenida Marechal Mallet, no bairro Canto do Forte, mas até agora a prefeitura não recolheu essa quantidade de lixo, bem como não cortou o mato, que está crescendo em demasia. Nessa calçada há grande terreno baldio, onde há também mato, lama e poças d’água das últimas chuvas, que vêm contribuindo para a proliferação de ratos e caramujos e pode ajudar na disseminação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue . No muro que cerca esse terreno há placas da empresa Arjonas Construtora & Incorporadora. É de se notar que o serviço de limpeza da prefeitura tem cortado o mato da outra calçada dessa mesma rua e cuidado bem do jardim que cerca a ciclovia da Avenida Marechal Mallet. 

Adelto Gonçalves

Praia Grande (SP)

Ditador

Cuba, Venezuela e Coreia do Norte que se preparem para receber o pedido de asilo político do ex-ditador boliviano Evo Morales, que tão logo foram constatadas fraudes na eleição boliviana pela OEA (Organização dos Estados Americanos), os protestos tomaram conta do país. Encurralado e com tanta pressão, não houve outra saída senão renúncia e procurar asilo político nesses países amigos. Boa viagem, Evo. E não erre o caminho.

Benone Augusto de Paiva

Capital

Deixa PSL

Esse título serve para provar que no Brasil não existem partidos políticos verdadeiramente ideológicos. Tem, sim, dezenas de siglas, cada uma nas mãos de lideranças políticas, instituições religiosas e sindicais. Temos o PT, da CUT; o Solidariedade, do Paulinho da Força; o PRB, da Igreja Universal; PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab; PV, do Luiz Carlos Penna, dentre outros. O PSL, diga-se de passagem, não elegeu Bolsonaro. Sua vitória, no pleito do ano passado, foi resultado de movimento de determinado segmento da sociedade que clamava por mudanças. Alguns grupos chegavam até a pedir a volta dos militares ao poder. E muitos viram no capitão da reserva Jair Bolsonaro oportunidade de se moralizar o Brasil. Agora, esse PSL vitorioso em 2018 repete o partido nanico e desconhecido intitulado PRN, que, no pleito de 1989, elegeu Fernando Collor de Mello, sendo o mais jovem da história do País. Antes de perder o mandato, dois anos depois, conseguiu implantar a abertura do mercado nacional às importações e pelo início de programa nacional de desestatização. O PRN acabou se ‘implodindo’ porque não tinha alicerces sólidos. É o que também está correndo o risco de acontecer com o PSL, que já perdeu inúmeros filiados bons de votos e agora corre o risco de ficar ‘órfão’ com a saída de Bolsonaro.

Arlindo Ligeirinho Ribeiro

Diadema

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