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Dinheiro que Azulão implora vai para longe


Voaram para o Interior os milhares de reais que o empresário Saul Klein estava disposto a aportar no Santo André ou no São Caetano e que os jogadores do Azulão tanto sentem falta, como ficou provado em vídeo gravado ontem pelos atletas (leia mais ao lado). A Ferroviária parece ter atendido os requisitos exigidos pelo ex-herdeiro da Casas Bahia e terá reforço importante no caixa para o Campeonato Paulista de 2020. A informação foi apurada junto ao amigo jornalista Rodrigo Viana, da Rádio Morada, que deu a notícia com exclusividade na região de Araraquara.

Mantendo sua descrição, Saul Klein deve atuar nos bastidores. A responsabilidade de montar e administrar os interesses da equipe serão de Giuliano Bertolucci, empresário que já movimentou bilhões em transferências de grandes atletas brasileiros, além do supervisor Júlio Taham e o gerente Marcelo Teixeira. O filho de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, vai entrar com participação em dinheiro, mas os valores não foram revelados. O que se sabe é que esse grupo vai adquirir os 49% de propriedade da Know How e terá o controle do clube, já que o restante das ações da Ferroviária S/A está dividido entre diversos sócios.

Enquanto isso, aqui no Grande ABC, São Caetano e Santo André buscam modelo que torne sustentável a administração do futebol profissional. Com pouca – ou quase nenhuma – verba de venda de ingressos, material esportivo etc, os clubes se sustentam com a cota de participação disponibilizada pela Federação Paulista, que nada mais é do que a venda dos direitos de transmissão para a Rede Globo. Por disputar a Série A-1, o Ramalhão deve receber algo em torno de R$ 3,5 milhões, além de mais R$ 500 mil na primeira fase da Copa do Brasil. Já o Azulão, rebaixado para a Série A-2, terá que se virar com cerca de R$ 400 mil.

A saída de Saul Klein do São Caetano está atrelada a divergências políticas com o presidente Nairo Ferreira de Souza, único dono da São Caetano Futebol Ltda e mandatário da agremiação há 30 anos. Já a desistência do negócio com o Santo André foi tomada pelo empresário após auditoria que identificou falta de harmonia entre os dados coletados e os que eram esperados. Ou seja, Saul deve ter encontrado em Araraquara o que procurou aqui na região e não encontrou: solidez administrativa, contas equilibradas e descentralização de poder.

TIME DE GUERREIRO
Independentemente do resultado da final da Copa Paulista, a torcida do São Caetano não tem o direito de cobrar absolutamente nada do time atual. Mesmo com atrasos no salário, instabilidade política no clube e sem saber como será o cenário na próxima temporada, o elenco está conseguindo canalizar todas as energias no principal objetivo, que é a conquista do título, resultado que pode, ao menos, amenizar temporada que vinha sendo desastrosa, com rebaixamento para a Série A-2 do Paulista no primeiro semestre e eliminação na primeira fase da Série D do Brasileiro na metade do ano. Mérito dos jogadores e, especialmente, do técnico Marcelo Vilar.

A vitória por 3 a 2 sobre o XV de Piracicaba, no primeiro jogo da decisão, foi um passo e tanto rumo ao título. Basta um empate, em casa, para que isso aconteça. Seria épico para o elenco, que precisou vir a público escancarar o problema para que alguma coisa seja feita. Ficou claro no vídeo gravado pelos jogadores que a única salvação é a renúncia do presidente Nairo Ferreira de Souza e que Saul Klein reconsidere a decisão de não mais aportar dinheiro no clube. O que mais falta para que isso ocorra?

Escrevi em várias oportunidades que o São Caetano é inviável sem as doações de Saul. Custa, em média, R$ 1,1 milhão por mês, e não arrecada nada perto disso. Pelo último balanço, que foi retirado do site do clube assim que tornei pública as informações, as receitas em 2018, por exemplo, ficaram negativas em R$ 1.681.977. Para ter ideia do problema, se somarmos todas as rendas brutas e o valor conseguido com patrocínio, sem impostos e taxas, o clube teria arrecadado R$ 1.146.976, ou seja, suficiente para pagar apenas um mês da estrutura. Isso explica o desespero dos atletas em recorrer ao empresário para tentar receber os salários antes do fim da Copa Paulista.

PALPITÃO DO FATTORI
Semana livre para os times paulistas, com exceção do Palmeiras, que amanhã vai secar o Flamengo contra o Vasco, em jogo antecipado da 34ª rodada para não prejudicar a preparação do Rubro-Negro para a final da Libertadores. Vamos aos chutes. Brasileirão: Santos 2 x 0 São Paulo; Bahia 0 x 0 Palmeiras; e Corinthians 0 x 0 Internacional. Copa Paulista: São Caetano 1 x 0 XV de Piracicaba. 

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