Política

Soltura muda quadro para 2020, dizem analistas


A soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – após 580 dias detido na carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba – tende a mudar o quadro para o processo eleitoral de 2020, avaliam analistas. Especialistas consideram que peso político do líder petista ainda pode influenciar nos pleitos majoritários municipais, mas ponderam quanto à questão de inocência. Isso porque o ex-presidente conseguiu liberdade, sem absolvição, a partir de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que barrou prisão antes do trânsito em julgado.

Ao deixar o cárcere na sexta-feira, Lula adiantou que pretende percorrer o País. Para o cientista político e advogado Marcus Pessanha, a saída do petista, com liberdade para realizar caravanas, permite que ele crie narrativa e, “obviamente, pode alterar o cenário político”. Por outro lado, segundo ele, é necessário salientar que “grande força do pleito de 2018 ficou clara em torno do antiPT, com a eleição de (Jair) Bolsonaro (PSL)”. “O antipetismo protagonizou a corrida, foi determinante no resultado.” Ponderou que o impacto vai depender caso ele consiga catalisar discurso de união das forças de oposição. “Ficou pulverizado após a eleição e hoje está muito dispersa.”

Pessanha analisou ainda que o fato de Lula não ter conseguido deixar a prisão inocentado é “algo que entra na balança”. De acordo com o especialista, a questão técnica da soltura, envolvendo ordenamento jurídico, pode ser alterada até o páreo e modificar o jogo – PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da prisão em segunda instância tramita no Congresso. “Ele não está absolvido com essa decisão. Isso é considerado fortemente.”

Mestre em ciência política, o professor Rui Tavares Maluf frisou que a soltura vai elevar acirramento da polarização no País. “Venho dizendo que desde 2013 (com o Passe Livre) existe novo momento, com ativismo, movimentos na rua. Precisamos verificar qual ambiente terá essa saída”, apontou. “Simples fato da decisão (do STF) vai deixar quadro de realizações (efeitos) geradas. De qualquer maneira, o Congresso será cobrado a se posicionar em relação à PEC.”

O PT deve lançar nomes em praticamente todas as cidades da região, com exceção de Ribeirão Pires. Nos demais municípios, há pré-candidatura colocada ou próximo de definição, como Bete Siraque, em Santo André, Luiz Marinho, em São Bernardo, José de Filippi Júnior, em Diadema, e Oswaldo Dias ou Marcelo Oliveira, em Mauá. 

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