Internacional

Dissenso aparece nas polícias de algumas regiões em meio a protestos


O dissenso pareceu estar se espalhando nas forças policiais na Bolívia na sexta-feira à medida que lados adversários na contenda política do país sustentaram suas posições após 17 dias de protestos violentos sobre a legitimidade da alegada reeleição do presidente Evo Morales.

O ministro da Defesa, Javier Zabaleta, disse que "um motim policial ocorreu em algumas poucas regiões", mas rejeitou a ideia de uma intervenção militar "neste momento".

Os resultados contestados da eleição de 20 de outubro precipitaram uma onda de protestos em toda a Bolívia, que resultaram em três mortes e mais de 300 pessoas feridas.

Mais cedo na sexta-feira, o líder oposicionista Luis Fernando Camacho prometeu não deixar a capital de La Paz até que Morales aceitasse pessoalmente uma carta de renúncia escrita para ele. Em um evento público separado, Morales repetiu que não vai renunciar.

À noite, um pequeno grupo de policiais promoveu uma rebelião na cidade central de Cochabamba, aparentemente demandando a renúncia do seu comandante, que vem sendo acusado de ficar ao lado de apoiadores de Morales durante embates esta semana que deixaram uma pessoa morta e mais de 100 feridas. Os 18 policiais ficaram no telhado de uma unidade de operações táticas especiais, abanando bandeiras e cantando o hino nacional enquanto uma grande multidão de pessoas nas ruas celebrava.

Centenas de moradores de outras cidades então clamaram fora de delegacias locais que policiais "seguissem o exemplo". A polícia em Santa Cruz, um enclave da oposição a Morales, fixaram um cartaz na sua delegacia dizendo que estavam em revolta. Autoridades policiais em outras cidades deixaram as ruas e retornaram as suas delegacias, sem explicar por quê.

Morales convocou uma reunião de emergência com seus ministros e o alto comando militar para analisar a situação.

"Não há qualquer ordem. Não haverá operação militar neste momento. Está descartado", disse Zabaleta, o ministro da Defesa, após a reunião.

Mais tarde, Morales foi ao Twitter alertar que "a nossa democracia está sob risco de um golpe de Estado posto em vigor por grupos violentos que estão atacando a ordem constitucional." Seu governo emitiu um comunicado alegando que uma trama da oposição para depor o presidente estava sendo liderada por Camacho e pelo ex-presidente Carlos Mesa, que ficou em segundo lugar na eleição de 20 de outubro.

Não houve comentário imediato nem de Camacho nem de Mesa.

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