Palavra do Leitor

Produção enxuta: onde menos é mais


A cada dia, tem se falado mais sobre a quarta revolução industrial – ou indústria 4.0, conceito que vem para tornar processos mais inteligentes, oferecer mais produtividade, além de mais qualidade no resultado do produto ou do serviço e, ainda, do atendimento. Para cumprir integralmente essa proposta, pré-requisito importante é aderir à filosofia do lean manufacturing – sistema de produção enxuta. No entanto, pesquisa realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em parceria com o Senai-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), com 227 empresas, identificou que somente 41% utilizam o lean manufacturing. O Brasil já está atrasado na discussão da indústria 4.0 – países desenvolvidos falam sobre desde 2011 – e, sem atentar-se à base de tudo, a implementação fica mais tardia.

A metodologia lean manufacturing foi criada em meados dos anos 1950 na fabricante automotiva Toyota. Mesmo no alto dos seus mais de 60 anos, continua atual e necessária. A instabilidade econômica à qual o País atravessa há bom tempo exige a cada dia que se faça mais com menos, ou melhor: que se otimize esse menos, reduzindo os desperdícios, para que possa virar mais. Diante disso, o lean manufacturing prioriza a utilização dos recursos de maneira eficiente e a melhoria do ambiente de trabalho, o que reflete em maior qualidade do produto e/ou serviço que a empresa oferece, tornando-a competitiva no mercado.

Em meio a tantas tarefas de gestão, os desperdícios, muitas vezes, passam despercebidos ou não são interpretados como tais. Excesso de estoque, por exemplo, pode ser visto como diferencial, quando, na verdade, é dinheiro parado e possibilidade de perecimento do produto. A produção deve ocorrer de acordo com a demanda. A aplicação do conceito lean vai além da área produtiva – se estende às áreas administrativas. No chamado lean office, ao colocar organização entre as metas, é possível conquistar maior envolvimento dos colaboradores, o que refletirá na redução de etapas de processos durante a execução do trabalho (e também de pilhas de papel sobre a mesa), melhor sistemática para identificação de problemas, entre outras vantagens que manterão a estrutura enxuta e ágil.

Mas para que tudo isso seja efetivamente prático, não basta somente mudar operações e implementar tecnologias. É preciso haver mudança cultural dos quadros que integram a empresa, na qual toda a equipe colabore na identificação de etapas, esforços e gastos que podem ser limados e que, a cada problema, enxerguem oportunidade de transformação. Essa é a base que fará com que toda a engrenagem da empresa rode plenamente, com custos reduzidos, investimentos e produtividade otimizados e, consequentemente, crescimento.

Marcel Mazurkyewistz é diretor da empresa de cartonagem do Grande ABC Mazurky.

Quem são?

Refletindo a respeito do atual cenário político regional – do nosso Grande ABC –, chego à conclusão de que estamos muitas das vezes mal representados. Seja em nível Executivo ou Legislativo, estamos rodeados de políticos oportunistas ao invés de verdadeiramente comprometidos com o mandato pelo qual foram eleitos. Triste realidade a nossa. Porém, existe fio de esperança, que será a eleição de 2020. Vamos fazer o possível e impossível para melhorar o ‘nível’ político da nossa região, pensando que dessa forma iremos contribuir para melhorar as classes políticas estadual e federal em futuro próximo. 

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

Resposta

Em resposta aos apontamentos feitos pela leitora Cristina Dias (Hollywood, dia 2), a Prefeitura de São Bernardo informa, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos, que a remoção da árvore, localizada em frente à Escola Estadual Anésia Loureiro Gama, ocorreu após engenheiro agrônomo da administração municipal elaborar laudo técnico que apontou a presença de cupim e lesões na parte de cima da referida árvore, trazendo riscos de queda dos galhos. Importante frisar que após a remoção, a Prefeitura promoveu compensação ambiental com a recomposição de 12 árvores.

Prefeitura de São Bernardo

5.000 habitantes

Na contramão dos governos anteriores, que queriam aumentar o número de municípios e até de vereadores, o novo pacote de modernização do Estado prevê que cidades com menos de 5.000 habitantes ficarão atreladas a outras maiores. Isso acontece na Europa há séculos, tanto é que muitos descendentes de italianos sabem que seus antepassados vieram de tais e tais ‘províncias de cidades maiores’. São cidades cujos impostos servem apenas para pagar salário dos prefeitos e vereadores, continuando indefinidamente sem saneamento básico, saúde pública, cujos moradores já recorrem às cidades próximas, ruas asfaltadas e até segurança pública de qualidade. Só rezamos para que o Congresso ‘viciado em Estado forte’ aprove. 

Beatriz Campos

Capital

Nome aos bois

Conforme acusação do leitor Wagner dos Santos em relação a toda categoria dos vigilantes patrimoniais da Prefeitura de São Bernardo (Vigilantes, dia 4), sinto-me no direito de informar meu repúdio às suas palavras e gostaria que o mesmo desse nome aos bois. Vigilante patrimonial há 27 anos, cumpro com minhas obrigações e as ordens repassadas por minha chefia.

Lindomar José de Oliveira 

São Bernardo

Próxima vítima

Comenta-se que o Foro de São Paulo mudou e tem outro nome. Agora, Grupo de Puebla. Fala-se que os mercenários, destruidores no Chile, são cubanos e venezuelanos a serviço do Grupo de Puebla, adeptos do ‘quanto pior, melhor’, para desestabilizar e dominar. Qual país será a próxima vítima?

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

Só torcida não basta

O governo da ‘mudança’, juntamente com o seu clã protagoniza, quase que diariamente, cenas de extrema agressão à nossa jovem democracia. É despreparo sem medidas, que inverte a ordem lógica das coisas, que é atacar problemas crônicos do Brasil e gerar emprego e renda para nos desenvolvermos. A nossa ideologia é feijão no prato e paz social. Em contrapartida, o que vemos é desgoverno altamente desqualificado, que incita o ódio entre as classes sociais, ataca os meios de comunicação, e não resolve nada. Não basta só torcida para, quando presenciamos crescente e galopante crescimento de crises – sociais, ambientais etc. Como que desgoverno tão carente poderá dar certo só com a nossa torcida? É muito pouco.

Nelson Chada

Santo André

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