Setecidades

Três unidades de ensino são invadidas no fim de semana em Santo André


Três escolas municipais de Santo André foram invadidas durante o fim de semana. Tanto a creche Francisca Zuk, no Jardim Santo André, quanto as Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Jardim Irene e Salvador dos Santos, na Vila Humaitá, foram vandalizadas e furtadas. Desde janeiro, a cidade contabiliza nove crimes do tipo.

Conforme a administração, na Emeief Salvador dos Santos – que atende 600 alunos –, a grade da janela foi estourada e as portas do armário onde estão os materiais pedagógicos foram arrombadas, porém, nada foi furtado de patrimônio. As aulas foram ministradas normalmente ontem.

Na Emeief Jardim Irene, que atende 469 alunos, houve furto de menos de um metro de fiação – as aulas também foram mantidas. Já na creche Francisca Zuk, que atende 374 alunos, os patrimônios não foram furtados. Algumas salas estavam abertas, a porta da secretaria estava com sinais de arrombamento e a porta da diretoria, fechada, porém, com o vidro quebrado. No período da manhã houve atendimento somente para as crianças do transporte escolar. No período da tarde as aulas foram mantidas.

Pais dos estudantes relataram à equipe do Diário em condição de anonimato que a falta de segurança preocupa. Avô de aluna da creche Francisca Zuk ressaltou que “não foi a primeira vez” que escolas foram invadidas e que “algo tem de ser feito com urgência”. “Até quando vamos ter de lidar com barbáries como essas? Escola tem de ser um espaço seguro”, considerou mãe de aluna da Emeief Jardim Irene.

Um dos principais transtornos foi a suspensão das aulas na creche Francisca Zuk. Uma mãe de estudante do local ficou na porta da unidade até 10h para saber se teria solução, já que não tinha com quem deixar o filho para ir trabalhar. “É um absurdo a escola ser roubada, não ter segurança e nós, pais, pagarmos o pato”, reclamou.

A Prefeitura informou que trabalha para a instalação de 3.000 novas câmeras na cidade, inclusive nas escolas municipais, até o primeiro trimestre de 2020, o que “vai multiplicar em dez vezes a capacidade de vigilância e monitoramento do município”

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