Palavra do Leitor

Dinheiro é coisa do passado!


É fato indiscutível que o Brasil está caminhando a passos largos no que diz respeito aos novos meios de pagamento. Enquanto na China, por exemplo, praticamente ninguém usa cartões de crédito e débito e até mesmo dinheiro em papel – devido soluções em QR Code dominarem totalmente a economia –, aqui, muitos serviços e produtos só aceitam pagamentos em dinheiro. A pergunta que faço é: quantos por cento da sociedade ainda andam com notas na carteira?

De acordo com pesquisa divulgada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), 34,7% das pessoas que saem de casa para realizar compras afirmam que vão pagar no crédito, antes mesmo de saberem o preço do que vão levar. Já estudo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito mostra que 60% dos brasileiros que têm cartões fazem compras parceladas todos os meses. Os dados me levam a acreditar que o dinheiro realmente está ficando para trás.

Serviços governamentais de arrecadação, como débitos veiculares, são bom exemplo de serviços com baixa penetração de pagamentos com cartão. Talvez por isso, 1,5 milhão de pessoas tenham deixado de pagar o IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores) no ano passado, conforme dados da Secretaria da Fazenda. E isso me deixa intrigado.

Hoje já existem empresas no Brasil que fazem o parcelamento de débitos veiculares em até 12 vezes no cartão de crédito, só que a disseminação dessa possibilidade de pagamento ainda está engatinhando por aqui. Em países mais desenvolvidos, há muito tempo já é possível realizar o pagamento de serviços governamentais por cartões de crédito. Motoristas com placas do Estado de São Paulo precisam realizar o licenciamento anual obrigatório para circular de forma regular. Uma vez que o pagamento só pode ser feito se não houver pendências no veículo, a quitação das multas e demais débitos por meio do cartão de crédito é grande oportunidade para as pessoas regularizarem a sua situação.

Permitir o parcelamento do que antes só poderia ser pago à vista é deixar que as pessoas se planejem em meio a tantos compromissos. Nos dias atuais, apresentar soluções que resolvam as necessidades dos consumidores é caminho sem volta no Brasil. 

É verdade que há explosão de empresas no mercado das fintechs (companhias que se propõem a oferecer serviços relacionados ao seu dinheiro), mas como empreendedor, garanto: a insatisfação das pessoas com prestadores de serviços financeiros abre caminhos para quem quer investir no setor. 

Basta saber aproveitar as oportunidades resolvendo problemas reais das pessoas.

Diogo Cuoco é CEO da startup Taki Pagamentos.

Vila Pelé

Sou morador da Vila Pelé, em São Bernardo. Solicito as devidas providências quanto a barracos na Passagem Tropical que estão se transformando em pontos de drogas, sendo construídos com material e a cada dia aumentando mais. Solicito fiscalização das secretarias de Habitação e a de Obras. O subprefeito do Riacho Grande está ciente, só que não toma providências e a cada dia fica pior. Espero que o prefeito Orlando Morando e o vice-prefeito Marcelo Lima tomem as medidas para resolver o assunto.

Luis Carlos dos Santos

São Bernardo

Das Américas

Aviso que no Parque das Américas, em Mauá, amanheci ontem sem água na torneira e sem energia elétrica. É fogo! Por isso que chamam esta de cidade de índio. É mesmo. A eletricidade foi restabelecida por volta da 10h. 

Sheila França

Mauá

Samarco

Finalmente uma boa notícia. A Samarco levanta, sacode a poeira e dá volta por cima. Atendidas todas as exigências ambientais e após efetuar várias correções, a Samarco, após cinco anos, voltará a funcionar, no último trimestre de 2020. Os ajustes são em segurança, inovações antipoluição e produtividade. Um ano passa rápido. É só piscar o olho e a Samarco estará em plena atividade. 

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

Submisso

O líder do Podemos na Câmara dos Deputados, José Nelto, disse que se o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar a derrubada da prisão de condenados em segunda instância os ministros serão desmoralizados e ficarão sem credibilidade perante a opinião pública. A questão que se coloca é por que o Legislativo abriu mão de sua prerrogativa de legislar? Por que as propostas que estão na Câmara e no Senado sobre o tema vêm se arrastando há tanto tempo? Ora, deputado, desmoralizado está este Congresso, onde os mais de 60% dessa casa dependem da decisão de 11 ministros, pois estão igualmente enrolados com a Justiça. Para a sociedade, além de impunidade, o que passa é que a Justiça socorre aqueles que têm dinheiro. Recorrem, recorrem, seus crimes prescrevem e está tudo certo. Quanto ao andar de baixo, lhes resta a injustiça. Na verdade, é melhor ser amigo do rei do que ser o rei. Isso explica a covardia e a submissão ao STF. Simples assim.

Izabel Avallone

Capital

Emporcalhando

Está passando da hora de se criar uma lei fria, limpa e incisiva, tornando crime hediondo, e inafiançável, a pichação/sujação de prédios, muros, residências, viadutos, portões etc, públicos e privados. Pegou o cara, xadrez nele. Higiene, teu nome tem que vingar e florescer no Brasil!

Renzo Sonsini

Capital

Inocentes?

A ministra Rosa usa a Constituição e é cega: como ter ‘a presunção de inocência’ como garantia e não ver os estragos que a corrupção fez no Brasil, de 13 milhões de desempregados, sem educação, sem saúde e sem segurança? Tem inocentes aí?

Tânia Tavares

Capital

Argentina

Alberto Fernández, com a vice, investigada por corrupção e desastrada ex-presidente Cristina Kirchner, é eleito presidente da Argentina, ao derrotar o atual mandatário Maurício Macri, que sucumbiu com a ineficiência de seu governo! Para nós, brasileiros, é importante que Fernández faça grande gestão, recupere a economia – em que neste ano seu PIB (Produto Interno Bruto), deve ficar negativo, em 3% –, derrube a inflação, hoje, em 60% ao ano, e diminua a pobreza, que é muito alta. Lembrando que a Argentina é o terceiro melhor parceiro comercial no Brasil. E por mais que Fernández seja a favor de ‘Lula livre’, devemos respeitar a decisão, que é soberana de seu povo. O que não pode é Bolsonaro querer interferir, criticando a escolha nas urnas. Disse, também, que não vai cumprimentá-lo pela vitória, porque ele é a favor de Lula livre. Essa é visão tosca e antidiplomática de Bolsonaro. Se estivesse preocupado com os 12 milhões de desempregados, ele buscaria aproximação com o novo governo, já que a acentuada queda das exportações para a Argentina, em razão da sua debilitada situação econômica, também tem destruído milhares de empregos no Brasil. 

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

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