Palavra do Leitor

Descomplicando a economia


Artigo

Algumas propostas já foram apresentadas para serem votadas e ajustadas, porém, qualquer que seja a sugestão, o objetivo central é simplificar o atual sistema tributário. O mote desses projetos é a unificação de tributos para as empresas, isso é, a simplificação dos procedimentos para pagamento e arrecadação de impostos. Nosso País gasta até 1.958 horas por ano para dar conta dessas obrigações tributárias, tendo que manter departamentos específicos para este fim com profissionais altamente gabaritados e com remunerações elevadas, o que naturalmente eleva o custo das empresas, sem contar que o não cumprimento dessas obrigações gera multas elevadas.

É importante ressaltar que tal unificação poderá causar aumento na carga tributária, pois existem setores que não são tributados pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou pelo ISS (Imposto Sobre Serviços), Contudo, o ministro da Economia alega que não há pretensão nem espaço para aumento da carga tributária. Até pelo contrário. O grande objetivo da reforma é a geração de empregos. Outro pilar da reforma tributária é a desoneração da folha de pagamento e o aumento da alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) federal. Assim, havendo tais mudanças com os devidos e necessários ajustes, teremos legislação mais prática e simples em todos os sentidos, modernizando nosso sistema tributário em nível de países com economias pujantes e de fácil compreensão, considerados países do primeiro mundo, assim teremos a real possibilidade da geração de empregos em larga escala e atrair investidores do mundo todo.

Congressistas e governo devem dar atenção especial aos pequenos empresários, até motivado e fundamentado pelo tratamento especial que as atividades têm garantido pela Constituição Federal, afinal, são fomentos de negócios, empregos e rendas, que representam 90% de empresas em atividade. Destaco como ideal que todas atividades sejam abrangidas com mesmos benefícios constitucionais, sem exceção, desde que estejam com faturamento anual na margem estipulada pelo governo. Evidentemente que à medida em que empreendimento ganha consistência, naturalmente se ajustará às normas gerais das empresas, sendo tributadas da forma específica, que a reforma tributária almeja. Manutenção de não tributar lucros de micro e pequenos empresários é altamente motivador, afinal, as empresas prometem ganhar maior notoriedade no cenário nacional à medida em que não tenham benefícios fiscais prejudicados, e consequentemente contribuir de forma decisiva com desenvolvimento da atividade econômica do País, muito em linha com o anseio de todos brasileiros!

Sandro Rodrigues é economista, contabilista e fundador da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria S/S.

Palavra do Leitor

Estrangeiros
Pobre futebol nacional. Além de jogadores medíocres que ficam por aqui, agora o melhor time do País é treinado por português e o terceiro, por argentino.
Agostinho Maola
Mauá

Malcriados
Dias desses um aluno do Colégio Metodista de São Bernardo (Setecidades, dia 24 de setembro) e outro no Colégio Objetivo, no Centro de Santo André (Setecidades, dia 23) fizeram postagens em redes sociais com ameaças e referências ao massacre em colégio de Suzano. Parece que virou moda. Fazem como brincadeira e apavoram pais de outros alunos. A culpa, sem dúvidas, é dos responsáveis por essas crianças. No meu tempo de estudante, na década de 1960, levava-se castigo, ficava-se no canto da sala e, ao chegar em casa, ainda apanhava dos pais de chinelo, cinto ou com a mão mesmo. Não tinha saída: aprontava, apanhava. E não morri por causa disso. Hoje os pais são reféns dos filhos. Inverteram-se os papéis. Passou da hora de esperarmos País melhor para nossas crianças e prepararmos crianças melhores para o futuro do Brasil.
Israel Arruda de Medeiros
Santo André

Indefensável – 1
Teve certo leitor que disse nesta Palavra do Leitor que Bolsonaro tem ‘jeito despojado de falar’ (Incongruências, dia 22). Caríssimo, está confundindo ‘despojado’ com despreparado. O leitor deve ser um dos que votaram em Bolsonaro mas que não querem admitir que erraram feio, viraram fake. Não gostar de Lula, Dilma e PT é perfeitamente compreensível. Agora, votar em pessoa completamente despreparada só para ‘protestar’ é não ser patriota, haja vista os votos de protesto em Tiririca, mas que, no fim das contas, quem virou palhaço fomos nós com as barbaridades cometidas por ele. Seguimos no mesmo caminho com Bolsonaro.
Michel Rafael Antunes de Mello
Diadema

Indefensável – 2
Caro amigo Ailton Natalino de Lima (Incongruências, dia 22), o senhor insiste em defender o indefensável! Primeiro: ‘nosso presidente’, não! Seu presidente! Se ele não tem condições de enfrentar o ‘ninho de cobras’ e ao menos apresentar soluções ao problemas do País, então está no lugar errado. Peça para ir embora. Segundo, o toma lá dá cá continua exatamente como sempre foi, talvez até pior. Para falar isso o senhor não deve acompanhar os noticiários. Terceiro, não vai me encontrar em redes sociais, não tenho tempo ocioso. Mas está convidado a vir à minha casa tomar um café comigo e minha família. Vou tentar convencê-lo de que votou errado e precisa consertar isso. Não são somente os leitores desta coluna Palavra do Leitor contra seu presidente, são o Grande ABC, o Estado de São Paulo, o Brasil e o mundo.
Tânia Teixeira
São Bernardo

Acordo
Ficou bem claro para mim que o tal ‘acordo’ para que Saul Klein assumisse a gestão do futebol no Santo André era apenas uma maneira de pressionar o presidente do São Caetano a sair e deixar o cargo para o filho do fundador da Casas Bahia (Esportes, dia 24). O Ramalhão foi usado. Porque, convenhamos, se ele investe no Ramalhão, o Azulão ficaria descoberto. Além do mais, Saul e Nairo Ferreira de Souza já não se bicam faz um bom tempo. E, cá para nós, R$ 7 milhões é muita grana para nós, trabalhadores, mas ‘dinheiro de pinga’ para o tamanho do Santo André. Alguém foi passado para trás!
Thiago dos Santos
São Caetano

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