Palavra do Leitor

Construção civil gera oportunidade


 Artigo

Já se perguntou quantos profissionais são necessários para a execução de uma obra? Embora os pedreiros e os engenheiros sejam os mais lembrados, a lista é extensa: são encanadores, azulejistas, eletricistas, pintores, soldadores, marceneiros e mestres de obras. Em virtude da importância de cada um desses profissionais para que a obra seja executada com sucesso, comemora-se, mundialmente, o Dia do Profissional da Construção Civil, hoje, 26 de outubro.

Após período crítico, com o desaquecimento do mercado da construção civil, felizmente o cenário passou a apresentar indicadores positivos neste. De acordo com dados divulgados pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), o nível de emprego registrou variação positiva de 0,86% em agosto, comparado a julho. Foram abertos mais de 20 mil postos de trabalho no período. Indo um pouco além e avaliando o apanhado de janeiro a agosto, foram abertas mais de 100 mil vagas.

Isso mostra o início da recuperação do setor e a retomada das atividades, principalmente quando se avalia o crescimento de determinados setores, tais como infraestrutura, preparação de terreno, engenharia e arquitetura.

A partir deste cenário, podemos considerar que o mercado da construção civil, em breve, retomará seu bom desempenho e, a cada dia, novos postos de emprego darão oportunidade aos seus profissionais. Entretanto, é preciso estar preparado para a retomada desse ritmo. Investir em cursos profissionalizantes para aperfeiçoar seu desempenho e optar por ferramentas resistentes e eficientes garantirão nível superior de entrega do trabalho.

Além disso, a atenção com a segurança do profissional é ponto que deve ser destacado. No Brasil, segurança no trabalho ainda é vista em grande parte como ‘gasto’, em vez de investimento. De acordo com dados registrados na OIT (Organização Internacional do Trabalho), de 2007 a 2017 foram registrados 1.324.752 casos de acidentes no trabalho. Destes, 703.193 foram acidentes de trabalho graves. A construção civil aparece como o quarto maior local de acidentes, perdendo apenas para hospitais, supermercados e administração pública.

Segundo o Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho, entre 2012 e 2018 foram contabilizados 17,2 mil falecimentos em razão de algum incidente, ou doença relacionados à atividade laboral. Em abril, governo federal, empresas e entidades sindicais uniram-se e lançaram a Canpat (Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho) 2019, para destacar a necessidade de adotar medidas para evitar acidentes e doenças associadas aos empregos.

Joana Kfuri é gerente sênior de ativação de marca da Stanley Black & Decker.

Palavra do Leitor

Menos concreto
Já não bastassem as ideias ‘Jeniais’ (com ‘J’ maiúsculo mesmo) de fazer porto seco perto de Paranapiacaba e aeroporto às margens da Represa Billings, agora a Prefeitura de Santo André quer ‘concretar’ o pouco de área verde existente ao lado do estacionamento do Paço Municipal (Setecidades, dia 19), na contramão da necessária preservação e aumento de nossas áreas verdes. Lamentável!
Marcos Sergio Fernandes
Santo André

Resposta
Sobre a reportagem ‘Moradores pedem poda de árvores no Jardim Ana Maria neste Diário, a respeito de lixo acumulado na Avenida Cândido Camargo(Setecidades, dia 23), o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) informa primeiro que não foi procurado pelo jornal para se pronunciar sobre o problema em questão. Em segundo lugar, informamos que se trata de ponto cadastrado, monitorado e limpo pela autarquia com frequência de duas a três vezes por mês. A última intervenção no local ocorreu no próprio dia 23. O Semasa reforça ainda que é imprescindível que os moradores denunciem os descartes irregulares à autarquia por meio de nossos canais de atendimento. A denúncia pode ser feita pelo telefone 115 ou mesmo pelo Facebook do Semasa, se possível informando o momento em que ocorreu o descarte irregular, veículo, placa, entre outros. A colaboração dos munícipes é essencial para combater este tipo de crime ambiental.
Semasa

Passional
Estou indignado com a forma como vem sendo abordado o tema do crime passional cometido pelo assessor de vereador de Santo André. Continuo não entendendo por que estão expondo o integrante da Câmara dessa forma, como se ele fosse o criminoso. Este Diário chegou a publicar reportagem com a foto do tal Sargento Lobo (Política, dia 19). Leitor menos avisado pode relacionar a foto ao criminoso, acreditando ser ele quem está foragido. Sou leitor assíduo deste Diário há muitos anos, mas estou estranhando a postura com relação ao crime em questão. Para mim, Sargento Lobo é apenas mais um vereador da cidade, mas sinto-me na obrigação de manifestar-me, pois os cidadãos necessitam de notícias claras e objetivas para que não se cause confusão ou talvez prejuízo à imagem ou à integridade daqueles que são noticiados. Não estou aqui para ensinar ninguém a ser jornalista, até porque, minha área é outra (jurídica), mas apenas para pontuar que deve haver transparência e responsabilidade sob pena de prejudicar pessoas inocentes.
Renato Cesar Nogueira
Santo André

Greenpeace
Francamente, sempre pensei que o Greenpeace fosse organização que protegesse o meio ambiente, mas vê-los apenas apontando culpa para o atual governo pela infestação de petróleo nas praias do Nordeste foi decepcionante. Eles deveriam era ajudar o governo a detectar de onde partiu esse vazamento de petróleo. Porque, se temos poucos meios para detectar esse desastre ecológico, a culpa foi dos governos nos últimos 30 anos, em que o mundo evoluiu em monitoramento por satélite, enquanto o Brasil retrocedeu. Mas como Greenpeace e esquerda mundial andam de mãos dadas, não se fala em ajuda internacional. Culpam governo que mal começou, apenas por ser contrário a suas ideologias.
Beatriz Campos
Capital

Desiguais
Quanto maior o número de instâncias, maior será a impunidade devido à morosidade da Justiça, viabilizando a prescrição, morte ou fuga. Tudo indica, na revisão do STF (Supremo Tribunal Federal) do cumprimento da pena após segunda instância, prisão só após esgotar todos os recursos. Parece brincadeira de criança, em autêntico faz de conta, proibir prisão na primeira e na segunda instâncias. Embora haja processo engavetado há mais de 50 anos, para o STF prisão só após esgotar todos os recursos possíveis, como se a Justiça fosse ágil, eficiente e sem a montanha de processos mofando, quando a decisão mais simples ultrapassa um ano . Para os guardiões da Constituição, onde consta que todos são iguais perante a lei, privilégio e prioridade de furar fila, por serem mais iguais que os demais, só Luiz Inácio Lula da Silva e outros amigos da Corte.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

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