Economia

Botijão de gás vai custar até R$ 2 mais caro


Após o anúncio do aumento entre 4,8% e 5,3% anunciado pela Petrobras na segunda-feira para o gás de cozinha nas refinarias, a expectativa é a de que o preço dos botijões de 13 quilos no Grande ABC esteja entre R$ 1,50 a R$ 2 mais caro a partir de hoje. Atualmente, na região, os preços variam entre R$ 59,99 e R$ 79,99, ou seja, em alguns lugares, o gás pode, inclusive, passar de R$ 80.

Os preços dos botijões foram levantados pelo Diário com base nos dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A média na região é de R$ 60,50, porém, o preço varia de acordo com cada cidade.

Segundo o presidente da Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), Alexandre Jose Borjaili, o aumento é extremamente abusivo. “Quanto sobe o valor, as distribuidoras repassam o aumento, o que não acontece quando há redução”, afirmou ele, que fez estimativa dos novos preços. De fato, em agosto houve redução de 8,17% nas refinarias, o que significou menos R$ 2,14 no valor do botijão, só que o consumidor não sentiu impacto no preço final. “Acreditamos que amanhã (hoje) todas as revendas do Brasil já estarão com os valores reajustados.”

Conforme o proprietário de uma revenda no bairro Parque João Ramalho, em Santo André, Denis Silva, 37 anos, o aumento acabou o pegando de surpresa. “O mercado de gás está muito difícil. E o principal problema é explicar esse reajuste para o consumidor, que está desempregado ou não tem salário que acompanhe os aumentos”, afirmou ele, que já precisou demitir dois funcionários somente neste ano.

“Ainda temos que competir com os aplicativos de revenda de gás, que trabalham sem nenhuma fiscalização e fazem a propaganda mais barata”, afirmou. Segundo Silva, ele repassou ao consumidor dois aumentos do total de cinco que chegaram até as revendas neste ano.

Questionado sobre o assunto, o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) informou que os preços do GLP são livres em todos os elos da cadeia. “Não há tabelamento e, por isso, os preços sofrem variações para cima e para baixo de maneira não uniforme. As distribuidoras associadas não reportam ao sindicato qualquer aumento ou baixa de preço. Como o mercado tem autonomia para fixar seus custos, cabe ao consumidor pesquisar aquele revendedor que tem condições comerciais mais vantajosas”, informou, por meio de nota. 

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