Palavra do Leitor

Por que machismo faz mal à empresa?


 Artigo

“Saí do meu último emprego porque eu e outras colegas do setor sofremos abuso da direção, foi sugerido ganhar bucha e detergente no Dia das Mulheres! No mesmo dia decidi procurar outro local para trabalhar. Não foi esse o motivo, mas foi o limite.” Comentário de uma profissional sobre o ambiente de trabalho, compartilhado em determinado site. O conceito de masculinidade hoje é reafirmado por valores como poder, dominância, força, ser ativo sexualmente e reprimir os sentimentos. Isso resulta em homens emocionalmente restritos que não sabem acessar suas emoções ou aprenderam que lidar com os seus conflitos é inapropriado.

Segundo o documentário O Silêncio dos Homens, o índice de suicídio é quatro vezes maior entre os homens do que as mulheres. A ideia distorcida de que o másculo é mais valioso do que o feminino causa a sensação de superioridade, levando alguns homens a oprimir e agredir mulheres e homossexuais. Tudo isso afeta a maneira como interagimos no dia a dia. Na esfera corporativa, o machismo pode custar muito caro. Segundo o Ministério do Trabalho, a cada hora, um caso de assédio sexual é levado à Justiça no Brasil. No entendimento da Justiça, as empresas são responsáveis por manter o ambiente de trabalho saudável, seguro e livre de qualquer violência à intimidade. É bastante comum o juiz ressaltar que a empresa ‘acobertou’ o assédio ou ‘nada fez para impedi-lo’. Portanto, o assédio sexual no ambiente de trabalho, além de causar danos incalculáveis para a vida da vítima, também acarreta danos para a reputação e cofres da empresa. Neste último caso, o desfalque pode chegar a R$ 280 mil.

Caso internacional é o da Uber Technologies. Segundo a Bloomberg, a empresa de tecnologia foi condenada a pagar US$ 1,9 milhão em indenizações para total de 56 vítimas de assédios sexual e moral. Em outro processo coletivo de discriminação salarial, foi decretado que a empresa pagasse para aproximadamente 500 mulheres e pessoas pertencentes a minorias, por volta de US$ 11 mil para cada vítima.

Nestes novos tempos, as pessoas estão começando a compreender que esse tipo de visão de desigualdade entre gêneros não é algo a ser tolerado. Segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho), as mulheres lideram a taxa de desemprego, trabalham mais horas que os homens e apenas 48% delas possuem trabalhos formais, contra 72% dos homens. A igualdade de gênero tem o potencial de gerar US$ 2 trilhões para a economia da América Latina até 2025, o que representaria salto de 34% no PIB latino-americano. A desconstrução de valores tóxicos e antigos sobre a masculinidade é vitória para os homens, mulheres, sociedade e economia.

Silaine Stüpp é especialista em diversidade de gênero, palestrante, profissional de marketing, fundadora e CEO da HerForce.

Palavra do Leitor


Inclusão
Que auspicioso ler na edição do deste Diário a reportagem de autoria da atuante jornalista Aline Melo (Setecidades, dia 16), que, sem véus e ranços, trouxe à baila o tema a transexualidade, que deveria ser abordado sempre da forma como ela tratou. Os transexuais merecem respeito e devem ser aceitos pela sociedade, de acordo com o gênero que se identificam. Saudações inclusivas.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Brasileiro
Com a eliminação do Santo André na Copa Paulista (Esportes, ontem), teremos mais uma temporada sem nenhum time do Grande ABC em nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro. Com o terremoto que abalou o São Caetano (afastamento do presidente Nairo Ferreira de Souza), mesmo que o Azulão seja campeão da Copa Paulista, deve pedir licença da Federação Paulista e sabe-se lá se e quando volta às atividades. Não acredito que o EC São Bernardo tenha condições de sonhar com o título da Copa Paulista e, por consequência, com a Série D. Ainda bem que o Santo André está garantido na Copa do Brasil, pois, caso contrário, ficaríamos no esquecimento novamente. Como se vê, o Santo André precisa encarar cada minuto com total seriedade, pois é a única certeza de futebol profissional em nossa região.
Donizete A. Souza
Ribeirão Pires

Diadema
Fiquei abismado com a notícia que li neste Diário sobre a falta de médicos na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Campanário, em Diadema (Setecidades, dia 16). Independentemente da cidade e do bairro, a população mais carente é a que mais necessita da utilização dos serviços médicos prestados pelas UBSs, pelo fato de não poder pagar convênio médico particular. No entanto, quando procuram o atendimento, são surpreendidas com a negativa de que não há médicos, ou com a demora excessiva para a marcação da consulta, ou ainda com a falta de organização nos procedimentos realizados. O caso dessa UBS é escandaloso. Se há quatro médicos contratados, como afirma a Prefeitura, por que só um atendia? Cadê os outros três? Suas faltas estão justificadas? Pode, em UBS que tem quatro médicos, faltarem três? E se a demanda do bairro é alta, por que não contratam mais médicos? Isso é descaso com a população e falta de competência administrativa do diretor da UBS, bem como da Secretaria de Saúde de Diadema. Alô, Prefeitura! Vamos dar mais atenção aos problemas de saúde em Diadema!
Uiltom Herédia Fróes
São Bernardo

Transparência?
Fala-se em transparência, mas na prática não é bem assim. A transparência de Flávio Bolsonaro e Queiroz, embora os indícios de ‘rachadinha’ fossem evidentes, foi abafada. O tempo passou e Luciano Bivar, presidente do PSL, não é mais parceiro. Daí, em nome da transparência, o pente-fino da Polícia Federal em busca de irregularidade sobre candidaturas do PSL. Toda transparência duvidosa carece de esclarecimento e, ao final, o suspeito sairá fortalecido ou incriminado. Flávio,Queiroz e Bivar deveriam ter o mesmo tratamento, mas não foi nem está sendo assim.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Desespero
Escrevo para tornar público o meu desespero com a demora do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) da Vila Mirim, em Praia Grande, Litoral paulista, para marcar a cirurgia pela qual necessito passar. Aguardo esse encaminhamento há quase três anos, embora já tenha apresentado os laudos médicos necessários realizados em centro de diagnósticos particular. Com 48 anos de idade, tenho tumor na região do abdômen. Sou mãe de duas filhas gêmeas, 5 anos, que necessitam de minha constante atenção. Nos últimos meses, em razão dessa doença, já perdi 14 quilos, pois estou com dificuldades para me alimentar. Por isso, escrevo no sentido de sensibilizar as autoridades para que apressem a minha cirurgia de emergência ou, se não houver vaga, encaminhem-me para outro hospital público da região ou da Grande São Paulo, já que essa demora caracteriza-se como omissão de socorro. Não tenho condições financeiras para me submeter a cirurgia que, em hospital particular, não custaria menos de R$ 14 mil.
Sonia Aparecida Lima Fernandes
Praia Grande (SP)

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