Turismo

De olhos bem abertos no Japão


Quem pensa que a Olimpíada do Japão está distante se engana. Faltam apenas nove meses para o início dos jogos na Terra do Sol Nascente, que têm início em 24 de julho e se estende até 9 de agosto de 2020. O turista que tem vontade de acompanhar o evento esportivo e, de quebra, conhecer os encantos de Tóquio, que sediará a maior parte dos embates, deve começar a se preparar já.

A equipe do Diário pediu ao coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneguetti, para simular valores que um turista desembolsará em viagem de 19 dias, sendo dois só para ir – devido ao fuso horário –, um para voltar e 16 no local, para acompanhar os jogos. “Se considerarmos apenas o aéreo mais a hospedagem para o período em hotel de três estrelas sem café da manhã, a pessoa vai gastar uns R$ 15,5 mil sendo, só de hospedagem, R$ 9.500. É que os preços sobem quando há maior procura. Se a viagem fosse em outro período, sem o evento, a acomodação seria um quinto deste valor”, explicou. “Além disso, deve-se considerar, por dia, gastos de R$ 60 (se incluir fast-foods) a R$ 150 (pratos mais completos) com refeições, que totalizam de R$ 900 a R$ 2.500. De transporte, por dia, no Metrô, pode-se estimar R$ 30, somando R$ 500 ao fim do período. Com os ingressos, considerando o mais barato, de R$ 85, se for em dez jogos, serão R$ 850 ao final.”

Monica Ieka, supervisora de vendas e marketing da Century Travel, diz que o ideal para se deslocar pela metrópole durante a Olimpíada é escolher um hotel na região central da cidade e perto do Metrô, até porque as arenas geralmente têm estações próximas.

Na ponta do lápis, considerando o valor máximo das refeições, o desembolso total parte de R$ 19.350. Para reduzir o custo, dá para diminuir o período no destino, mas o preço da passagem dificilmente mudará, girando em torno de R$ 6.000, assinala Domeneguetti. Segundo o Kayak, site que pesquisa preços, passagens aéreas na classe econômica de São Paulo para Tóquio estão em torno de R$ 7.513, enquanto que, na executiva, R$ 17.967 e, na primeira classe, R$ 47.981.

O coordenador orienta que o viajante comece a pesquisar valores o quanto antes e, se facilitar, que busque o serviço de agências de turismo para parcelar o valor em até dez ou 12 vezes sem juros. “Às vezes é melhor apostar numa prestação sem juros para não perder o foco, uma vez que da parcela não tem como fugir todo mês.”

Pacote terrestre da Century Travel com seis diárias custa a partir de US$ 4.980 (R$ 21,4 mil com dólar a R$ 4,30) por pessoa em acomodação dupla com um dia de passeio ao Monte Fuji.

De acordo com a agência de viagens Viajanet, as passagens giram em torno de R$ 6.300 com bagagem incluída e, a hospedagem, por exemplo, no Capsule Hotel & Sauna Mizho, cujas camas são em cápsulas, e os banheiros, compartilhados, 16 diárias custam R$ 12.192.

Conforme o Airbnb, site de aluguel para temporada, a média dos valores de diárias para duas pessoas em apartamentos próximos do Metrô sai por R$ R$ 4.356, sendo a mais acessível R$ 1.748, a seis minutos da Estação Shinjuku, a principal da cidade.

POUPANDO ATÉ LÁ

Quanto aos recursos destinados à alimentação e ao transporte, vale investir o dinheiro para que ele renda mais. “É preciso escolher uma aplicação com liquidez mensal. Como só tem nove meses daqui até a data da viagem, sugiro um título do Tesouro, ou mesmo a poupança, mas vai render menos.”

Em uma simulação, supondo que o viajante invista R$ 3.000 em um título do Tesouro chamado 2025, que rende 6,28% ao ano, e descontando o IR (Imposto de Renda) de 22,5%, se tem rendimento líquido de 4,87% ao ano. “No entanto, os recursos não ficarão investidos por um ano, mas por nove meses, então é preciso dividir o rendimento por 12 e multiplicá-lo por nove, em que se terá correção de 3,65%. Dá um acréscimo de R$ 109,50”, conta.

Para se ter ideia, na poupança, como a taxa básica de juros, a Selic, está abaixo de 7,5% ao ano, atualmente em 5,5% ao ano, ela rende 70% da taxa, ou seja, hoje 3,85% ao ano. Porém, fazendo o cálculo do rendimento em nove meses, se tem reajuste de 2,88% no período, já que a caderneta é livre de IR, e o investimento aumentará em R$ 86,40.

Em relação aos ingressos, a fim de garantir as entradas, é bom adquiri-los o quanto antes. Basta acessar o site em português match-hospitality.com/tokyo2020/brasil/pt/home. Os bilhetes são vendidos em dólar, portanto, é preciso ter cartão de crédito internacional. Na conversão, os preços saem de R$ 85, o mais barato, a R$ 4.400, o mais caro.

ANTES DE EMBARCAR

O Japão exige visto do turista brasileiro, o que custa R$ 97 e deve ser solicitado apenas 90 dias antes do embarque. Quem emite o documento é o Consulado do Japão. Basta preencher formulário on-line, imprimi-lo e entregá-lo pessoalmente na entidade. Fica pronto em três dias úteis.

O clima durante os Jogos Olímpicos será de verão quente e úmido, com temperaturas elevadas e pancadas de chuvas para refrescar, o que se assemelha ao tempo em Belém (Pará), segundo Monica. “Portanto, é bom levar roupas leves para encarar o calor e casacos leves, uma vez que todo ambiente fechado abusa do ar-condicionado”, diz. Na mala também vale se garantir com adaptador universal de tomadas, embora a maior parte dos hotéis o forneça. 

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